sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ombro amigo!



Ombro amigo!

Vivemos dias onde tudo gira em torno da competição.
As pessoas se vêem com olhos entreabertos,
Com receio de que seus segredos mais íntimos sejam descobertos,
Vivendo assim, em completa alienação.

Ah! Como seria bom se tudo fosse diferente.
Que as pessoas interagissem como antigamente,
Com o coração limpo, em total desprendimento,
Sem se preocupar com qualquer julgamento.

Quando olhamos para o presente,
Contemplando como névoa os tempos passados,
Sentimos, ainda mais, nossos corações descompassados,
Buscando na memória, o ombro amigo hoje ausente.

Como é bom ter um ombro amigo para debruçar...
Que nos ampara quando estamos abatidos,
Nos soergue quando estamos desiludidos
E nos acolhe quando precisamos descansar.

É nele que confessamos nossas lutas,
Que deitamos o rosto em meio a angústias,
Mas também nele nos alegramos,
Quando num abraço nos confraternizamos.

Quando sentirmos que a luta é difícil e estamos perdidos,
Que pensemos não ter para onde ir,
Lembremos do ombro amigo e comecemos a sorrir,
Porque ele nos aguarda sempre, para que nos sintamos protegidos.

Só tenho a agradecer por tantos ombros amigos
Que a vida me concedeu desfrutar.
Não foram tantas as lutas a enfrentar,
Mas quando surgiram tive onde me recostar.

Obrigado a você que tem sido um ombro amigo,
Quer seja no mundo real ou no virtual.
Saiba que o considero como algo muito especial:
Um verdadeiro presente Divino!

Ben Baruch


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Paz em Ti


PAZ EM TI

É muito importante a paz!
Governos a estabelecem, fomentando guerras, gerando pressões, submetendo as vidas que se estiolam ante jugos implacáveis.
A paz é imposta dessa forma, pelas armas, mediante a coação, e depois, negociada em gabinetes.
Vem de fora e aflige, porque é aparente.
Faz-se legal, mas nem sempre é moralizada.
Tem a aparência das águas pantanosas: tranquilas na superfície e asmáticas e mortíferas na parte submersa.
Assim se apresenta a paz do mundo: transitória e enganosa.
A paz legítima emerge de um coração feliz e da mente que compreende, age e confia.
É realizada em clima de prece e de amor, porque da consciência que se ilumina ante os impositivos das Divinas leis, surge a harmonia que fomenta a dinâmica da vida realizadora.
Essa paz não se turba, é permanente.
Não permite constrangimentos nem se faz imposta.
Cada homem a adquire a esforço pessoal, como um coroamento da ação bem dirigida, objetivando os altos ideais.
Não basta, no entanto programar e falar sobre a paz, mas visualizando-a, pensar em paz e agir com pacificação, exteriorizando-a de tal forma que ela se estabeleça onde estejas e com quem te encontres.
Seja a paz na Terra o teu anseio, em oração constante, que se transforme em realização operante como resposta de Deus.
Orando pela paz, esse sentimento te invade e o amor que de D'us se irradia, anulará todo e qualquer conflito que te domine momentaneamente.
A paz em ti, ajudará a produzir-se a paz no mundo.

Joanna de Ângelis
(Divaldo Pereira Franco)

***********************************************
Todos nós, sem exceção, ansiamos por adquirir uma paz interior que acalme os nossos corações e nos faça olhar para a vida com mais alegria e prazer. É do ser humano este sentimento. Faz parte da nossa natureza. Todos nós queremos viver em paz.
Os que detêm o poder temporal - humano - buscam-na, muitas vezes, tiranizando os seus oponentes, alegando que assim agem em favor do bem comum, mas na verdade, assim agem, como uma forma de legitimar suas nefastas atitudes e desejos inferiores.
Esse “tipo de paz”, imposta pela força, é aparente e não condiz com a realidade, porque é exterior e não traz em seu bojo os sentimentos nobres que a deferiam caracterizar.
Aparentemente parecem mansas e tranquilas, mas se olharmos com cuidado poderemos verificar que estão maquiadas para esconder toda a imundície que seus idealizadores criaram para pô-la em ação. Assim agem, na sua maioria, os ditadores e líderes laicos ou religiosos que procuram exercer o comando a qualquer preço, alheios às advertências Divinas que nos concitam à irmandade e à fraternidade mútua.
A paz que o mundo nos oferece se parece muito com o que foi dito acima, por isso é enganosa, perigosa e funesta.
A verdadeira paz brota de um coração sincero que, no desejo de agradar ao seu Criador, não mede esforços para demonstrar todo o amor que há dentro de si pelos seus semelhantes.
Ela pode ser demonstrada de várias maneiras: um abraço fraterno, um ombro amigo, uma palavra animadora, um olhar de carinho, um ouvido atento ao clamor e ao desespero do necessitado ou simplesmente um aperto de mão, que, em alguns casos, "fala" mais que muitas palavras quando é dado com sinceridade e amor.
Os que conseguem adquirir esse sentimento possuem um tesouro inimaginável pelos tiranos e pelos que olham para seus irmãos como seres insignificantes e inferiores, que foram criados apenas para servi-los.
A verdadeira paz não traz confusão aos sentidos nem aos sentimentos, porque, não sendo imposta, não gera constrangimento naqueles que a recebem.
Essa paz é uma dádiva a que todos os seres humanos têm direito, bastando apenas que a persigam como se perseguissem um valioso tesouro que os levará a lugares de refrigério e descanso; a lugares de comunhão com o Criador de tudo e de todas as coisas existentes no Universo.
Se você, neste momento, encontra-se em guerras internas, acreditando que nunca haverá ocasião em sua vida para que essa paz verdadeira se estabeleça e já desistiu de buscá-la, quero pedir-lhe que não pedir-lhe que não desista nem esmoreça e lute um pouco mais por ela. Quando você a possuir, verá o quanto valeu a pena todo o esforço despendido e perceberá que ele não foi assim tão difícil, pois bastou olhar de forma diferente para o mundo que o cerca para perceber que a Grandeza, a Bondade e a Misericórdia de Deus encontram-se em todos os cantos e ocasiões. Somos nós que não as percebemos, mas elas estão lá, aguardando o momento de serem recebidas e experimentadas.
Procure olhar para o seu irmão com mais compaixão, vendo nele uma oportunidade para revelar o grande amor de Deus por ele. Fale e estabeleça a paz em todas as oportunidades.
Sendo assim, ore para que ela se estabeleça primeiramente em seu coração e após alcançá-la, não a deixe “trancafiada” em seu interior, mas exteriorize-a, fazendo com que se espalhe e alcance todos à sua volta.
Se agirmos desta forma, poderemos vê-la espalhada por todo o mundo e contemplaremos a diminuição do sofrimento e das aflições de nosso próximo, que não raras vezes ocorrem porque não conseguiram encontrar essa paz que somente o Eterno pode nos conceder.


Essa é a vontade de Deus para as nossas vidas, aceitemos o Seu convite e nos alegremos com Ele.


Ben Baruch