sexta-feira, 29 de maio de 2015

Vidas Marcadas



Vidas Marcadas

Vivemos dias de profundas incertezas e inseguranças.
A violência toma conta das noticias nos Jornais, na TV, na Internet e nas conversas e discussões nos mais variados setores da sociedade. Os programas que exploram as angústias, os problemas e os sofrimentos das pessoas aparecem com frequência nas rádios e emissoras de televisão em todo o mundo, alcançando todas as classes sociais.
Programas sensacionalistas, comandados por aproveitadores de plantão que ganham fortunas incalculáveis das emissoras e dos patrocinadores para apresentarem, de forma irresponsável, os dramas e as dores de tantas pessoas que se dispõem a passar pelo vexame público por alguns “trocados”, isso quando a “reportagem” é verdadeira, o que nem sempre acontece, pois em muitas ocasiões as pessoas são pagas para mentir ou simplesmente representar aquilo que nunca viveram ou sentiram. Isso não é uma vergonha nacional, mas mundial.
E por que é que esse tipo de programa dá altos índices de audiência em todo o mundo?
Porque a cada dia que passa as pessoas estão ficando mais vulneráveis aos apelos oferecidos pela mídia que tem influenciado o mundo como nunca se viu antes na busca da satisfação das “necessidades” materiais em detrimento dos valores espirituais. O importante é viver o aqui e o agora, dizem eles!
Hoje, a maior parte do que vemos e ouvimos está relacionado à disputa.
Desde o nascimento, somos condicionados a sermos os melhores. É uma pressão psicológica enorme sobre as pessoas. Alguns condicionam seus filhos a serem os melhores porque estão em busca de poder temporal: os seus filhos devem ser os mais inteligentes, os mais espertos, em outras palavras: os “donos do mundo”. Outros, que se dizem mais “espiritualizados”, querem que seus filhos sejam os melhores para mostrar ao “mundo” que os filhos de Deus são diferentes, que a inteligência é um dom Superior e que eles devem buscar os melhores lugares.
Não são poucos os que entraram nesta paranóia de achar que mais que vencedor é ter a conta bancária mais polpuda no banco em que são correntistas, é ter o melhor carro (de preferência importado), o melhor emprego e por aí afora. Por essa razão não é de se estranhar que tantas pessoas lotem as clínicas psicológicas ou psiquiátricas em busca de consolo para suas almas cansadas. São Vidas marcadas em busca de restauração.
Meus queridos amigos, muitas são as marcas que a vida nos deixa. São feridas que demoram a cicatrizar, e quando cicatrizam deixam marcas profundas, visíveis até mesmo a olho nu e outras tão profundas e intensas que somente os mais sensíveis podem perceber.

Muitas vezes essas marcas correspondem aos erros que cometemos ou de que somos acusados e nos sentimos impotentes para reverter o quadro, diante das afrontas que recebemos.

Quantas pessoas hoje em dia carregam a marca de se sentirem rejeitadas?
Muito embora façam parte de uma grande família, parece que são estranhas aos demais. As outras pessoas da casa quando se levantam pela manhã, apesar de “darem de cara” com ela, parece que não a vêem. É como se ela não existisse. O marido não a nota, os filhos não a compreendem, os irmãos não a percebem.
A vida para essas pessoas passa a ser um fardo difícil de carregar.
Esse sentimento de indiferença por parte das outras pessoas vai provocando um sentimento de inadequação terrível na pessoa. É como se ela estivesse sobrando naquele lugar. Ela passa a se sentir culpada até mesmo por viver.
Olhamos à nossa volta e vemos as pessoas se destruindo com toda espécie de vícios: drogas, álcool, prostituição e elas se dizem felizes com isso! Durante as noitadas procuram transmitir alegria e felicidade, mas quando o efeito dessas substâncias acaba, vão para suas casas com um buraco enorme no peito; com um vazio na alma, uma angústia tão profunda que não conseguem explicar e com o passar do tempo acaba invariavelmente levando à depressão e esta à morte.

Andando pelas ruas das grandes cidades podemos presenciar muitas pessoas jogadas ao relento, estigmatizadas pela família e pela sociedade. Todavia, muitas foram vítimas da indiferença social, que prioriza os vencedores e abandona os que considera perdedores”.
Muitas vezes esquecemos que essas vidas são como nós, sujeitas aos mesmos erros e acertos, dúvidas e expectativas, desilusões e esperanças.
Se parássemos para conversar com alguns deles, entenderíamos um pouco da situação pela qual passaram.
São pessoas marcadas pelos demais, subjugadas por alucinações, mas amadas por Deus.
Nessa caminhada podemos encontrar um homem que não suportou as pressões sociais que havia sobre ele e acabou marcado pela sociedade como alguém que deveria viver isolado do convívio com as outras pessoas. Você já viu e verá esse filme muitas vezes, mas às vezes nem percebe.
Quais eram as marcas desse pobre homem? As marcas do sofrimento!
Conversando com ele, ficamos sabendo que ele tinha família, mas que a sua vida virou de pernas para o ar. Foi vitimado por situações e dramas que nem podemos imaginar que suportaríamos.
Vivemos dias turbulentos e vemos o sofrimento estampado em cada rosto. Olhamos para muitos homens do campo e percebemos em seus olhos o sofrimento de não ter expectativa de melhoria de vida para si e para seus familiares e nos grandes centros o problema não é diferente.
Quantas vezes somos perseguidos e caluniados sem que nossos algozes detratores nos conheçam intimamente ou até mesmo à distância? Propagam o ódio à nossa volta sem a menor consideração, sem buscar informações para confirmar se aquilo de que somos acusados é verídico ou não.
Tentemos nos colocar na situação daquele pobre homem: Ele tinha um emprego que considerava sólido e se relacionava bem com as pessoas, mas de repente alguém fez comentários mentirosos sobre ele. Acusado injustamente acabou perdendo seu emprego. As coisas se complicaram; as contas venceram, expirou o prazo para o pagamento do aluguel e ele e sua família foram forçados a mudar de residência, mas eles não tinham  para onde ir. Essa situação causou dor, angústia e sofrimento, e o sofrimento trouxe a separação e com ela o isolamento social.
Esse homem se sentiu só. As pessoas já não queriam conviver com ele. Decidiu morar nas ruas e as privações impostas por essa situação foram fazendo com que seu semblante se tornasse ainda mais indesejado. As suas roupas começaram a se deteriorar. Ele olhava para si e se percebia indigente. Acossado por verdugos invisíveis que o queriam destruir, passou a não se cuidar mais. Atos de higiene pessoal se tornaram cada vez mais esparsos e sua aparência que já era péssima passou a ser horrível, mas ele nem se apercebia disso, ele já estava vivendo e se acostumando àquela realidade. O convívio com as outras pessoas tornou-se impossível e num ato definitivo resolveu isolar-se totalmente. Foi morar em um pequeno buraco, escavado com as próprias mãos em um morro distante.  Quem sabe ali poderia encontrar a paz que tanto buscava para sua vida. Ali pelo menos não haveria ninguém para criticá-lo ou até mesmo expulsá-lo de sua presença.
Naquele lugar de isolamento a morte passaria a representar vida para ele.
Imaginou quantas pessoas já haviam passado por situação semelhante e tiveram o mesmo destino.   Caso morresse naquele lugar, quantos sonhos não seriam enterrados ali com ele? Quantas pessoas desesperadas que, assim como ele, não viam na morte a única saída para terem um pouco de paz e descanso?
Quantas vezes nos sentimos como este homem? Marcados pelo sofrimento, pela dor, pelo abandono e pela indiferença daqueles que nos cercam.

Se você está sentindo-se como esse homem eu quero lhe dizer que tem alguém que se preocupa com a sua situação e quer ajudá-lo. O Criador o aguarda para enxugar suas lágrimas e reconduzi-lo a uma vida plena e realizada.
Quem sabe o mundo quer colocar em você as marcas da dor dos erros que tenha cometido, mas o Eterno quer tirar as cicatrizes que as pessoas colocaram em você.
Olhe para dentro de você neste momento e veja se ainda existe alguma marca, alguma ferida não cicatrizada e deixe que Ele opere em sua vida.
Este pode ser o momento de cura para sua alma cansada e oprimida.
Para o Senhor não importam as marcas que o mundo deixou em você Ele o espera sempre com os braços abertos, como um Pai que aguarda o retorno do filho que por tanto tempo ficou distante de Sua presença.
Nunca esqueça que o Senhor nos ama, Ele nos criou e quer transformar a sua vida para melhor.

Ele quer trazer de volta a alegria perdida e fazer com que você volte a sentir prazer em viver e onde havia, marcas de dor e sofrimento passarão a existir marcas de alegria e de satisfação, de amor e de esperança.
Shalom Aleichem!
Ben Baruch