sábado, 4 de julho de 2015

Tenho uma ótima notícia para você!



Tenho uma ótima notícia para você!


Hoje em dia, com toda a parafernália tecnológica de que dispomos: telefone, internet, vídeo-conferência, etc., conseguimos com extrema facilidade manter contato permanente com amigos e parentes. Basta discar o telefone e conseguimos, no mesmo instante, falar de um lado do planeta e sermos ouvidos no outro, ligamos nossa “web cam” ou nossos “smartphones” e não apenas falamos em frente aos nossos computadores ou celulares, mas também visualizamos em tempo real a pessoa que conversa conosco.
A globalização aproximou tecnologicamente as pessoas, mas, pouco a pouco, está acabando com sentimentos que, no passado, falavam muito forte ao coração dos homens e um desses sentimentos era o desejo de estarem juntos, de compartilharem os acontecimentos do dia a dia que tanto marcavam suas vidas.
No passado, quando não dispúnhamos de todas essas facilidades, via de regra, o meio de comunicação utilizado era a carta ou a volta de um viajante trazendo notícias daqueles que amávamos e que estavam distante de nós.
Quando o carteiro ia se aproximando do portão de nossa casa, havia em nosso coração um misto de emoção, de expectativa, de ansiedade. Aguardava-se meses e às vezes anos a fio por notícias que muitas vezes nunca chegavam.
Eram notícias do filho que casara e tivera que mudar-se para um lugar distante na esperança de melhorar de vida e com essa separação deixou partido o coração da mãe, que não poucas vezes entre soluços ocultos, exclamava para si mesma, no íntimo de sua alma: Ah! Que saudades do meu filho querido, como será que ele está nesse momento? Já faz tanto tempo que não dá notícias!...
Ou talvez – quem sabe? – seja a ausência de um amigo de infância que a vida separou. Vocês se davam tão bem que pareciam irmãos de sangue. A distância física era eliminada quando você recebia uma carta que ele lhe endereçava. Você podia literalmente “viajar” através de suas linhas. Que alívio saber como andava o nosso querido amigo, o nosso filho, enfim aqueles a quem tanto amamos.
Em um determinado período o Povo judeu esteve cativo em Babilônia. O Senhor havia dito que permaneceriam ali por 70 anos e assim se cumpriu.
Por melhor que fosse o sistema de cativeiro imposto pelos babilônios, por mais tranquilidade que aparentasse ou por maior que fosse a “liberdade” de que dispunham, não havia como se enganar: eram escravos. Sua aparente tranquilidade estava limitada ao momento em que seus senhores não se irritassem com eles; eram livres até o momento em que não ameaçassem a liberdade daqueles que os oprimiam.
Foi neste contexto que viveu o povo judeu em Babilônia.
Queriam a liberdade. Eles sabiam que ela viria, pois havia sido dito pela boca do profeta que o Senhor os abençoaria e que aquele cativeiro seria provisório e, portanto, teria um fim quando o prazo dado por Ele expirasse.

O mundo no qual vivemos está classificado, como alguns crêem, como um mundo de provas e expiações, por isso muitas vezes nos sentimos oprimidos, angustiados, como verdadeiros escravos, mas longe de sermos escravos de forças satânicas como apregoam alguns, somos, na maioria das vezes, escravos e prisioneiros de nós mesmos.
E esse tipo de escravidão é a pior de todas, acredite.
Somos escravos de nossas paixões desmedidas e desenfreadas, de nossos vícios destruidores, de nosso comportamento inadequado com as Leis Divinas que acabam nos algemando e limitando de tal forma as nossas boas ações que acabamos passando por esta vida sem nem ao menos saber ao certo o porquê ou para quê estamos aqui.
Esse estado de coisas, como muitos acreditam, não é obra de entidades espirituais que se comprazem em fazer cair aqueles que a elas se associam.
É certo que toda ação pressupõe uma reação. Se nos associarmos com pessoas voltadas ao bem e andarmos conforme os exemplos que nos dão, certamente colheremos bons frutos, mas, se ao contrário, nos associarmos com pessoas voltadas ao mal e agirmos como agem, infelizmente colheremos maus frutos.
Agora que você sabe que muitos dos problemas que enfrentamos são ocasionados por nós mesmos e deseja ajudar aos que ainda não sabem eu quero lhe fazer um convite: Você gostaria de ser um anunciador de boas novas?
O profeta Isaías nos ensina Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!.” (Isaías 52.7)
Queridos, se desejamos seguir os ensinamentos do profeta, devemos ter em mente que somos anunciadores de boas novas e as boas novas que anunciamos devem produzir bons frutos em nossos ouvintes.
Somos os porta-vozes daquele que Criou e comanda o Universo.
Infelizmente, o mundo está cheio de violência, de iniquidade, de toda sorte de impurezas. Muitas pessoas não amam nem se preocupam com o seu próximo. Mas nós, como anunciadores de boas novas, somos diferentes: a nossa mensagem deve produzir paz no coração daquele que está em luta e sem esperança.
Se perguntarmos para a maioria das pessoas que encontrarmos nas ruas se elas sabem o porquê de terem nascido ou do destino que as espera após a morte, com certeza ouviremos que elas, muitas vezes, nem sabiam que necessitavam pautar suas vidas de forma a merecerem um destino mais feliz do que aquele que têm na Terra. Isso porque procuram viver apenas o seu momento, sem se preocuparem com o dia de amanhã e muito menos com a sua situação após a morte. Dizem que Deus ama a todos indistintamente e que de qualquer forma terão uma vida feliz após a morte e que o importante é aproveitarem agora mesmo, porque a vida é muito curta para nos preocuparmos com o que virá depois.
Grande engano.
Deus realmente ama a todos, quer estejamos em erro ou não e foi por essa razão que nos outorgou a Sua Torá e nos ordenou anunciá-la a todos os povos, para mostrar que devemos ter uma postura diferente diante da vida e também da morte.
A mensagem que anunciamos é a mais poderosa do Universo, pois mostra todo o amor de Deus para conosco e por essa razão precisamos declará-la como ela é, a fim de que o ouvinte tenha a plena certeza da necessidade que tem de transformar a sua vida para melhor.
Não são poucos aqueles que acreditam que Deus está distante e que não se preocupa com os que O buscam.
Esse é mais um dos motivos que devem nos impulsionar a fazer com que a mensagem que anunciamos conduza os ouvintes a terem a certeza de que o Senhor os acompanha onde quer que estejam.
Tendo a certeza da presença de Deus em suas vidas, aqueles que ouvirem as boas novas que anunciamos dificilmente se afastarão do caminho indicado por Ele, pois saberão que Ele não somente os acompanha em tempo integral, mas também os guarda das ciladas que podem por em risco a sua presente existência.
Não esqueça: o teu Deus reina e acima de tudo te ama e quer o melhor para você.


Muita paz!

Ben Baruch

Nenhum comentário:

Postar um comentário