sexta-feira, 19 de julho de 2013

Você é bem-sucedido?

Sucesso é o mais importante?

Todos buscamos o sucesso rápido. Procuramos indivíduos que consideramos “bem-sucedidos”. Da mesma forma, corremos das nossas falhas e ficamos constrangidos em admiti-las.
A pergunta sempre presente é: “Como podemos ser bem-sucedidos?”
Joseph é a primeira pessoa mencionada na Torá como “um homem de sucesso”. Mas em que parte da sua vida isso acontece? Quando ele era o filho amado na casa de seu pai ou quando era vice-rei no Egito?
A resposta, surpreendentemente, não é nenhuma dessas. Joseph é mencionado como um homem bem-sucedido quando era escravo de Potifar, e então novamente quando estava na escura masmorra de uma prisão egípcia.
Foi esse o sucesso de Joseph na vida – ser vendido como escravo pelos irmãos, somente para ser jogado na prisão pelo amo que servira fielmente?

O Contrato “Falsificado”
O Talmud nos diz que há várias maneiras de validar a autenticidade de um contrato assinado, para estabelecer que não é falso. Um método é comparar as assinaturas no contrato com um documento prévio com as mesmas assinaturas. Porém, esse documento usado para autenticar o atual contrato contestado deve ter sido verificado por um tribunal depois que sua autenticidade também foi contestada. Esse contrato é considerado mais válido que outro (mesmo que sua autenticidade tenha também sido atestada por um tribunal) que nunca foi sujeito a qualquer discórdia.
O sétimo Rebe de Chabad, Rabi Menachem Mendel Schneerson, de abençoada memória, explica que um contrato que as pessoas consideram falso é como um indivíduo que passa por uma crise, um abatimento, um deprimente fiasco. Quando a pessoa supera a crise, está mais forte; ela pode ser um contrato usado para aprovar outros contratos.
Essencialmente, sem aquele obstáculo na estrada, ele não seria tão forte como se tornou agora. Assim, o Rebe oferecia uma definição diferente de sucesso.
O sucesso não é sobre uma pessoa que não tem falhas, que leva uma vida perfeita. A vida de Joseph na prisão estava longe do ideal; na verdade seu espírito estava alquebrado. O sucesso é quando a pessoa passa por uma crise e, em vez de cair em desespero, levanta-se e declara que não será derrotada.
Quando alguém se enfia num buraco, faz exatamente o oposto. Mas quando alguém utiliza aquele momento de desespero sai como uma pessoa mais forte, mais do que alguém que nunca passou por aquele desafio. Esse indivíduo desenvolveu a capacidade de ser mais forte em situações ainda mais complexas, pois já as superou.

Chorando por “Nada”
Quantas vezes o Rebe gritou sobre o perigo que se abateria sobre Israel se o Deserto do Sinai fosse devolvido ao Egito?
O Rebe se correspondeu com membros do governo e do exército israelense no decorrer dos anos sobre a grave situação que seria criada ao deixar o Sinai. Ele criou fortes conexões com esses indivíduos, e eles com frequência pediam seu conselho.
Porém, o fato é que o Sinai terminou sendo devolvido aos egípcios. Para um homem como o Rebe passar dois anos falando sobre a segurança dos judeus em Israel somente para ser traído pelas mesmas pessoas a quem devotou tanta energia, é o que chamaríamos de o supremo fracasso. E se ele tivesse se sentido um fracasso, talvez tivesse escrito ao governo de Israel, dizendo: “Vocês querem seguir seu caminho, vão em frente, mas deixem-me fora disso. Não são mais bem-vindos em meu escritório.”
No entanto, dois dias depois de o Sinai ser evacuado, um general israelense foi ao Rebe para uma audiência privada. Ele tinha preparado muitos motivos diferentes pelos quais o governo não tinha dado ouvidos aos conselhos do Rebe. O general contou-me nessas palavras: “O que aconteceu não interessou nada [ao Rebe]; ele já tinha virado a página. A fronteira Israel-Egito era agora uma situação nova, e ele queria saber como estava sendo protegida. Preocupava-se com a segurança daqueles que moravam em Israel.”
Qualquer um poderia ter perguntado ao Rebe: “Os israelenses não ouviram; eles deram as costas para você. A situação mudou, Talvez esteja na hora de romper relações?”
Embora possamos pensar que o principal é sucesso ou fracasso, segundo o Rebe, o sucesso é medido de maneira diferente. De Joseph, conhecido como “o homem de sucesso” enquanto aprisionado no Egito, aprendemos que esforço, e tudo que resulta do esforço, é o verdadeiro sucesso. Para Joseph, isso significava que embora estivesse preso, ainda empregava tremendo esforço para manter os padrões espirituais da casa de seu pai.
Certo dia, um dos secretários do Rebe encontrou um determinado indivíduo na Sede Mundial de Lubavitch. O secretário perguntou a essa pessoa, que morava numa cidade em New Jersey: “Você conhece essa e essa pessoa de sua cidade?” Quando ele respondeu afirmativamente, o secretário pediu que ele dissesse àquela pessoa que o secretariado do Rebe tinha interesse em saber como ele estava passando.
Este indivíduo no qual o secretário expressou interesse mais tarde relatou-me essa história. Quando ele recebeu a mensagem do secretário do Rebe, disse ao mensageiro que não tinha forças para viajar ao Brooklyn para descobrir o porquê daquilo, mas pediu o número de telefone do secretário.
Quando ele ligou, o secretário lhe disse o seguinte: “O Rebe soube que há uma escola judaica em sua área que está quase fechando devido ao baixo número de alunos. Como você é o administrador de outra escola na área, o Rebe pediu que você trabalhe no sentido de melhorar o número de matrículas naquela escola em perigo.”
“Mas não é da mesma orientação religiosa que a minha,” protestou ele. “Não sinto que seja correto eu me envolver com aquela escola.”
O secretário respondeu que se ele quisesse, poderia marcar uma audiência com o Rebe, quando então poderia explicar diretamente a ele porque sentia que não deveria se envolver. “Porém, você deveria saber que o Rebe acha que você é a melhor pessoa para o trabalho…”
Não querendo desrespeitar os desejos do Rebe, ele marcou uma audiência. Preparou uma longa carta que continha dezoito motivos pelos quais sentia que não poderia assumir o cargo.
Entregou a carta ao Rebe. O Rebe a leu e perguntou a ele: “Diga-me, essas dezoito explicações são motivo suficiente para que dezoito – ou mais – crianças matriculadas na escola agora percam a oportunidade de ter uma educação judaica? Se você aceitar este cargo, tenho certeza de que D'us ampliará seus recursos – dando a você mais tempo e capacidade.”
Ao sair do escritório do Rebe, ele se sentia como uma pessoa que tinha uma missão. Mergulhou na tarefa de aumentar as matrículas na escola. Seus esforços foram recompensados, e as matrículas triplicaram em pouco tempo. Escreveu uma carta orgulhosa ao Rebe, relacionando todos os seus sucessos. O Rebe respondeu. Entre as suas bênçãos e declarações, ele também acrescentou uma palavra: “Sucesso?”
O diretor ficou pasmo! Pouco tempo depois, lá estava ele outra vez na sala do Rebe para uma audiência privada.
O que aquele comentário em sua carta queria dizer?” ele perguntou ao Rebe.
O Rebe gentilmente pediu a ele que definisse sucesso. O Rebe então perguntou se alguém pode considerar como sucesso ter algumas poucas crianças matriculadas numa escola – quando há tantas mais crianças que ainda não estão recebendo educação judaica.
“Mas eu tripliquei as matrículas,” protestou o indivíduo, “e isso não é considerado sucesso?”
O Rebe explicou que sucesso significa exercer esforço; é a luta continuada para fazer aquilo que é certo.
Aquela pessoa saiu do escritório de fato com uma nova perspectiva sobre sucesso. Entendeu que o Rebe valorizava muitos seus esforços – mas não queria que ele descansasse sobre os louros, pois havia muito mais a ser feito. O sucesso é uma luta contínua na vida.
Lembro a mim mesmo que prosperidade nem sempre é sucesso, e crise não significa fracasso. O sucesso é medido pelos nossos esforços para fazer o que é certo. O sucesso não é medido pelos retrocessos, conflitos e as situações nas quais nos encontramos. Sucesso é quando transformamos a luta em habilitação, e então aquela mesma luta levará a outro sucesso, ainda mais poderoso que o anterior.

Rabi Yitzchak Menachem Weinberg, o Rebe Tolna

Fonte: Chabad

terça-feira, 16 de julho de 2013

D'us e o Facebook Podem Ser Amigos?

         
   
           
            Eis aqui algo para se pensar: a tecnologia ajudou ou atrapalhou o comprometimento religioso?

Ciência e religião há muito têm tido um relacionamento tumultuado. No Século 16 as descobertas de Copérnico e Galileu deram um arrepio na espinha dos religiosos, e a ciência ameaçava substituir D'us pela razão. Mas a religião não foi deixada de lado. Na verdade, as descobertas científicas com frequência mostram o brilhante projeto de D'us para o universo.Vamos correr até o Século 21.

A essa altura a ciência tem desvendado impressionantes desenvolvimentos que alteraram radicalmente as nossas vidas, e o progresso continua a toda velocidade. Os cientistas dizem que nos anos 1990-2000 houve mais avanços científicos que em toda a história combinada! Aqui surge a pergunta contemporânea: A tecnologia e a religião podem trabalhar em uníssono?

Por um lado, a alta tecnologia parece na melhor das hipóteses uma distração para aqueles que buscam o espiritual. Na pior, desvenda todo um mundo novo de tentação. Um judeu tem algo de significativo a ganhar de uma página de Facebook, o iPad com 3G, ou um smartphone BlackBerry? Por mais vital que a comunicação instantânea possa ser, ela realmente torna o mundo um lugar melhor?

O Zohar, escrito há quase dois mil anos, tem algo surpreendente a dizer sobre o valor da tecnologia. Segundo o Zohar, o desenvolvimento da tecnologia leva ao crescimento espiritual sendo na verdade um prelúdio para a vinda de Mashiach. O Zohar vê esta previsão na descrição vívida da Torá sobre o dilúvio de Nôach: “No ano 600 da vida de Nôach… todas as fontes da grande profundeza irromperam, e as janelas do céu se abriram.”1

A água jorrou dos céus e brotou da terra através de fontes naturais. Espelhando essa descrição, o Zohar prevê um futuro dilúvio – apenas este dilúvio seria um derramar de sabedoria. (A água é um símbolo cabalístico para sabedoria). Cada parte do futuro dilúvio está previsto na Torá:

“No ano 600 da vida de Nôach…” – Os seiscentos anos da vida de Nôach aludem ao sexto milênio da existência do mundo, mais especificamente o ano seiscentos do sexto milênio. Transposto para o Calendário Gregoriano, é a metade do Século 19, mais especificamente o ano 1840 EC.

“As fontes da grande profundeza irrompem…” – Isto, diz o Zohar, é uma alusão ao desenvolvimento científico que vai emergir da engenhosidade humana e vai inudar a terra no sexto milênio.

“E as janelas do céu se abriram.” – Os céus também brotarão com sabedoria esotérica e mística, uma referência ao profundo entendimento da Torá, a Cabalá.

O Zohar conclui: Tanto a sabedoria elevada como a inferior virão para preparar o mundo para o sétimo milênio, a Era Messiânica, quando “o mundo estará repleto com o conhecimento de D'us como as águas cobrem o leito do oceano.”2

Mil e quinhentos anos após serem escritas, as previsões do Zohar começaram a se desenrolar. Como um prelúdio desta mudança cósmica, passaremos a conhecer alguns empolgantes avanços.

O ano 1820 marcou o surgimento da Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Tecnológica. Os avanços tecnológicos começam a surgir num movimento espiral ascendente. Estradas de ferro, eletricidade, telefone, e por fim automóvel e avião mudaram a vida como a conhecíamos.

O início do século 19 também assinalou uma reviravolta maciça na sociedade judaica. Um século antes o Baal Shem Tov tinha catalisado a Revolução Chassídica, e por volta de 1800, os ensinamentos mais profundos da Torá, conhecidos como Cabalá e Chassidismo, começaram a ser largamente estudados e disseminados. Os rituais judaicos que tinham sido entendidos de maneira mecânica por milênios agora eram ensinados com profundidade e amplitude inteiramente novas, vistos através da lentes do misticismo judaico. Os segredos do universo que antes eram exclusividade para os místicos começaram a saturar a sociedade judaica na Europa e em outros locais.

Duas escolas de sabedoria tinha surgido poderosamente. Assim como o Zohar tinha previsto, a metade do sexto milênio trouxe um diluvio torrencial de conhecimento.

O Zohar previu que tanto o conhecimento elevado como o inferior viriam como um prelúdio da Era Messiânica. Na verdade, há um antigo costume de provar a comida do Shabat na sexta-feira. Da mesma forma, D'us está nos dando um sabor da sabedoria abundante que estará disponível no sétimo milênio, a época de Mashiach, um pouco mais cedo, no sexto milênio.

Mas como a Revolução Tecnológica é parte de um prelúdio ao profundo conhecimento de D'us que estará disponível nos tempos de Mashiach? Como a tecnologia reforça uma realidade centrada em D'us? Como as “águas” superiores e inferiores trabalham em uníssono?

Talvez você não perceba que acaba de se
juntar à maior congregação virtual judaica do mundo.

Bem vindo ao ao nosso site que você agora está visitando. Talvez você não perceba que acaba de se juntar à maior congregação virtual judaica do mundo. Com milhões de visitantes por mês e milhares de artigos de Torá, a tecnologia permitiu que a esfera de influência da Torá se expandisse em proporções gigantes.

Por muitos anos agora, transmissões ao vivo de rádio e televisão e a internet têm sido usadas para divulgar os ensinamentos da Torá e Chassidismo. Eles atingem pessoas que de outra forma não teriam acesso ou interesse no estudo de Torá. A tecnologia é como uma tela que avança em 3D criando uma rede enorme de influência sempre em expansão para saturar o mundo com a vibração judaica; no celular, ipad, em todas as formas e formatos possíveis sempre sendo redesenhados, ganhando sempre mais velocidade e fácil acesso.

Além disso, a tecnologia nos ensina sobre D'us de maneira mais palpável do que poderíamos ter conhecido a partir de um texto filosófico.

Os livros dizem que D'us tem “um olho que vê e um ouvido que escuta.”3 Ele é onipresente, observando a todos ao mesmo tempo. Há cem anos aceitávamos a palavra dos livros para isso, mas com o Google Earth, de repente não está mais tão longe de procurar.

Os livros dizem que D'us dá vitalidade contínua às Suas criações. Cem anos atrás acreditávamos nisto. Agora entendemos isto. Se uma usina elétrica energiza milhões de aparelhos elétricos com uma corrente consistente passando através de cada aparelho, então o processo criativo de D'us se torna mais compreensível.

É claro, D'us não pode dublar Sua criação. Portanto em vez de tornar óbvio que a principal função da tecnologia é espalhar o conhecimento de D'us, Ele lhe deu uma fachada humana. Para manter o equilíbrio entre bem e mal no mundo, D'us também deu às forças do mal a oportunidade de colocar seu dedo negro na torta da tecnologia – daí a Internet, “crackberries”, (pessoas viciadas em seus BlackBerrys), e muita imoralidade para esconder a verdadeira natureza do nosso diluvio tecnológico.

A Cabalá, no entanto, é inequívoca em sua declaração de que a tecnologia não apenas é boa, mas espetacular. Para isto é só selecionar, filtrar e transformar o mundo para o bem. E a favor dele.

Rochel Holzkenner
Fonte: Chabad
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Notas:
1 – Bereshit 7:11
2 – Isaiah 11:19
3 – Ética dos Pais
4 – Baseado numa palestra do Rebe, registrada em Licutei Sichot vol. 15.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Ouvidos atentos!


Ouvidos atentos

Percorrendo o universo virtual percebemos com frequência que não é difícil encontrar amigos que curtam ou compartilhem nossos momentos felizes. Alguns até mesmo comentam as postagens, elogiam as fotos e parecem concordar com as mensagens que disponibilizamos.
É certo também que na maioria das vezes nem param para analisar ou refletir sobre o que publicamos, mas como são nossos amigos querem deixar registrado em nossas páginas que compartilham de nossas opiniões. Mesmo que não haja profundidade, já é um bom sinal e de certa forma os mantém atualizados.
Infelizmente, no mundo real onde as coisas de fato acontecem não os encontramos na mesma proporção, principalmente quando a tristeza, a incerteza e a decepção nos alcançam. Parece um contrassenso, mas é verdadeiro e não deveria ser assim. Muitos dizem que não estiveram ao nosso lado porque não saberiam o que dizer num momento tão difícil, tão pessoal, ou seja: não conseguiriam nos aconselhar nem nos consolar. É uma pena...! No fundo, eles não sabem que estão dizendo!
Com apenas um clique no mouse demonstram estar ao lado dos amigos, mas não sabem que em determinadas situações tudo que um amigo em dificuldades precisa é de seu ouvido atento.
Em certas ocasiões, ouvir com atenção ainda é o melhor remédio!
Atenção. Essa é a palavra chave desse relacionamento. Não basta ouvir por educação”, mas é preciso ouvir com atenção”
Talvez, essa indiferença aconteça porque hoje em dia a palavra “amigo” esteja um pouco desconectada de seu verdadeiro significado.
Não é difícil perceber nas páginas pessoais de algumas pessoas que elas possuem centenas e até milhares de “amigos” e outros, com certeza, ainda serão acrescentados. Certamente muitos dos que constam ali são realmente amigos, mas será que podemos chamar a todos dessa forma?
Acredito que não.
Lembro-me de um ensino muito importante que um ancião de cabelos brancos me deu quando eu disse que iria me encontrar com um amigo.
Ele me perguntou o tipo de relacionamento que eu tinha com esse amigo e ao final me disse: Infelizmente, são poucos os que podemos chamar de amigos, alguns não passam de colegas, assim como o seu amigo e a grande maioria são apenas conhecidos, porque: colegas são aqueles que temos no trabalho ou na escola; conhecidos são os que encontramos e conversamos às vezes na vizinhança ou no clube que frequentamos, mas os amigos, na verdadeira acepção da palavra, são aqueles que estão conosco em todos os instantes, sejam eles alegres ou não. Sua mão estará sempre estendida e seu ombro e ouvidos disponíveis.
Quer demonstrar amizade sincera?

Busque ouvir aqueles a quem você considere como amigos e mesmo que você não consiga ajudá-los, tenha a certeza de que a oportunidade que você lhe concedeu de ser ouvido o ajudará a encontrar o caminho para a solução de seu problema.

Muita paz a todos!

Ben Baruch