sexta-feira, 28 de junho de 2013

Fundamentalismo

            

           Publicado no Times de agosto, 2004

Sou um religioso fundamentalista, e orgulho-me bastante disso.

Em nossa cultura abrasiva, na qual às vezes parece que se precisa de pós-graduação em grosseria, a pior coisa que se pode chamar alguém é de fundamentalista. Você crê? Deve ser louco. Você reza? Deve ser um fanático. Cumpre as leis religiosas? Você deve ser perigoso. Não admira que um nome bem conhecido na imprensa é citado como tendo dito certa vez: "Não lidamos com D’us".

Espreitando sob a superfície desses derrotados está o medo do fundamentalismo. Aqueles que acreditam nos fundamentos da fé estão, como parece que presumimos, vivendo no passado, são hostis ao presente, incapazes de tolerância, veementes em sua condenação aos não-religiosos, e capazes de violência. Esta é uma opinião terrivelmente parcial e nos causará, a longo prazo, muitos danos.
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O D’us de Avraham é um D’us de amor,
não de guerra; perdão, não vingança; humildade,
não arrogância; hospitalidade, não hostilidade.
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Para ter certeza, toda fé tem episódios em seu passado dos quais deveria se envergonhar. Esta foi a mensagem dos profetas. Toda escritura sagrada tem passagens que, se forem interpretadas erradamente, podem levar ao ódio. É por isso que os judeus, e não somente os judeus, acreditam que os textos sagrados precisam de comentários. Qualquer sistema de crença pode se enganar.
Isso se aplica a ideologias seculares tanto quanto a religiosas. Os dois maiores substitutos para a fé no século 20, o Nazismo e o Comunismo, começaram com sonhos de utopia e terminaram em pesadelos infernais. A diferença é que as religiões contêm algo que as alternativas seculares raramente possuem: o conceito de arrependimento, uma disposição de admitir que erramos. É por isso que as ideologias seculares morrem, mas a fé religiosa sobrevive.

Não, o que está errado com a palavra "fundamentalismo" é sua presunção de que os fundamentos da fé são perigosos. Pelo contrário, a religião se torna perigosa quando nos esquecemos de seus fundamentos. O D’us de Avraham é um D’us de amor, não de guerra; perdão, não vingança; humildade, não arrogância; hospitalidade, não hostilidade. Avraham luta e reza pelo povo de sua geração, embora sua fé não seja a de Avraham. Ele recebe estranhos em sua tenda e faz um tratado de paz com seus vizinhos. Este é o ancestral que judeus, cristãos e muçulmanos têm em comum. Estes são os fundamentos aos quais somos chamados.
Há uma forte versão do liberalismo que afirma que a única maneira de criar uma sociedade livre é por meio da dúvida. Como não estamos certos, não impomos nossas certezas sobre os outros. Como podemos estar errados, damos às pessoas espaço para discordarem. Isaiah Berlin terminou um de seus ensaios mais importantes com uma citação de Joseph Schumpeter:
"Perceber a validade relativa das próprias convicções e mesmo assim defendê-las sem vacilar é o que distingue um homem civilizado de um bárbaro."
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Se eu alego ter o direito de
praticar minha fé com liberdade,
posso negar o seu direito?
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Sou tocado por esta ideia. É genuinamente nobre. Mas no final, ela falha. Se nossas convicções são apenas relativamente válidas, por que defendê-las sem vacilar? Se a bondade é apenas relativamente boa, por que se opor à crueldade, que é apenas relativamente má? Se tudo o que temos é a dúvida, logo nos encontraremos na situação descrita de forma memorável por Yeats: "O melhor carece de toda a convicção, ao passo que o pior está repleto de apaixonada intensidade." O relativismo não é defesa da liberdade.

Outro filósofo de Oxford, John Plamenatz, esteve muito mais perto da verdade quando enfatizou que a moderna doutrina da liberdade nasceu no século 17, numa época de crenças religiosas fortes e conflitantes. "A liberdade de consciência" – escreveu ele – "nasceu não da indiferença, não do cepticismo, não do mero liberalismo, mas da fé."

Por quê? Porque as pessoas que se preocupavam muito com suas próprias convicções religiosas terminaram por perceber que outras, que tinham convicções diferentes, também se preocupavam com as suas próprias. Se eu alego ter o direito de praticar minha fé com liberdade, posso negar o seu direito? Foi assim que nasceu o liberalismo europeu, não através do relativismo, mas na crença religiosa de que D’us não deseja que imponhamos nossa fé aos outros pela força.
A única defesa contra o perigoso fundamentalismo é o contra-fundamentalismo: a crença, enraizada em nossos textos sagrados, na santidade da vida e na dignidade do ser humano, no imperativo da paz e na necessidade de justiça temperada pela compaixão. Não somos concatenações cegas de genes buscando interminavelmente se replicar sem outro propósito que não o da sobrevivência. Estamos aqui porque fomos criados em amor, e cumprimos nosso propósito criando em amor.

Estas são as crenças que a maioria dos judeus, cristãos e muçulmanos compartilham, assim como pessoas de outras fés ou de nenhuma fé. Estes são os verdadeiros fundamentos. O que importa agora é que eles, não seus opostos, prevaleçam.

Rabino-Chefe da Inglaterra, Professor Jonathan Sacks
Fonte: Chabad

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Você é especial!


Você é especial!

Sabia que você é uma pessoa especial?
Sabia que você é considerada como a coroa da criação e quando Deus “abre” Seus olhos é você quem Ele vê primeiro, pois você é como as meninas dos olhos de Deus?
Assim como você, todos nós, sem exceção, fomos criados à imagem e semelhança de Deus, mas apesar de todas essas qualificações e cuidados Divinos, parece que nem sempre as coisas correm como gostaríamos, não é verdade?
Pois é...
Sei que você, assim como todos os habitantes do planeta passa por momentos felizes e também por momentos difíceis, duros de serem enfrentados e superados.
Quando isso ocorrer não sofra em demasia. Quando as tribulações aparecerem, lembre-se dos momentos alegres que viveu. Os momentos alegres são para serem aproveitados ao máximo, pois eles nos sustentarão quando os tristes aparecerem, sendo assim viva-os intensamente.
Estranhamente, em nossa caminhada pela vida, vivemos esse paradoxo existencial e às vezes, irrefletidamente, damos mais importância aos acontecimentos tristes do que aos felizes, pois, infelizmente, as experiências negativas costumam criar cicatrizes mais profundas não apenas no corpo, mas principalmente na Alma.
Quando isso ocorrer com você tenha sempre em mente que você é especial, sendo assim reflita o amor de Deus que há em você alegrando-se dia a dia e agradecendo-Lhe por todas as oportunidades que a vida te concedeu para ser feliz e buscar ao seu Criador.

Lembre-se, que assim como a própria vida, devemos exercitar esse sentimento de louvor, adoração e gratidão pelas bênçãos recebidas através das experiências que vivemos. Todas, sem exceção, contribuirão para o nosso crescimento pessoal e espiritual.

Muita paz a todos!
Ben Baruch


terça-feira, 25 de junho de 2013

Superação


Superação

Todos nós, salvo raras exceções, temos sonhos que passam pela vida pessoal, familiar ou profissional e esperamos que se concretize o quanto antes. Apesar de nossos mais sinceros esforços, muitas vezes temos medo de buscá-los e torná-los realidade em nossas vidas. Frequentemente, temos receio de fracassar e servir de piada para todos que nos conhecem. Se isso ocorrer com você, procure não pensar assim, pois só uma coisa torna o sonho impossível de se realizar: o medo de fracassar. Grandes personagens da História mundial passaram por experiência parecida e apesar de alguns tropeços, que muitos chamaram equivocadamente de “fracassos”, não desanimaram e foram tentando até serem vitoriosos.
Abraham Lincoln (1809-1865) foi um desses exemplos de superação: Filho de paupérrimos lavradores, aos sete anos foi para Indiana com a família, em busca de melhores condições de sobrevivência. Aos nove anos perdeu a sua mãe. Perdeu o seu emprego quando tinha vinte anos de idade. Desejou ir para uma Faculdade de Direito, mas não conseguiu. Aos vinte e três anos, juntamente com um sócio, abriu uma pequena loja. Três anos mais tarde o sócio morreu e uma grande dívida levou anos a ser paga. Teve quatro filhos, mas apenas um viveu até à maturidade. Aos trinta e cinco anos a sua esposa faleceu. À terceira tentativa foi eleito para o Congresso, mas aos trinta e sete anos perdeu a reeleição. Quando tinha quarenta e cinco anos, candidatou-se ao Senado e perdeu. Aos quarenta e sete anos tentou a Vice-Presidência e perdeu. Dois anos mais tarde perdeu novamente como candidato ao Senado. Mas, aos cinquenta e um anos foi eleito Presidente dos Estados Unidos.
16º Presidente norte-americano, considerado por muitos o maior presidente. Foi ele que aboliu a escravatura nos EUA. É considerado um dos inspiradores da moderna democracia e uma das maiores figuras da história.

Como você pode perceber, adversidades acontecem à muitos, porém poucos as enfrentam com coragem e determinação. Adversidades existem para nosso crescimento e precisam ser superadas. Coragem, vá em busca de seus sonhos. Se eles conseguiram, você também pode conseguir. Apenas tente novamente. Você é capaz de torná-los realidade!

Muita paz a todos!


Ben Baruch

terça-feira, 18 de junho de 2013

Le Chaim! Vivam e celebrem à Vida!



Le Chaim!  Vivam e celebrem à Vida!

A vida é um bem precioso. Provavelmente você já tenha ouvido essa frase centenas de vezes, mas, talvez, em nenhuma delas tenha parado para prestar atenção acerca de sua veracidade e profundidade.
Ao longo da vida, nos acostumamos a ouvir muitas coisas sem analisar e frequentemente armazenamos muito pouco das informações recebidas.
A vida e o direito de viver são dádivas exclusivas de Deus e apesar de sabermos de sua importância, passamos a maior parte de nossas vidas procurando adquirir bens que, depois que os conquistamos, percebemos que não tinham realmente a importância que pensávamos que teriam.
Isso é muito comum, principalmente quando ainda somos adolescentes, onde parece não haver limites estabelecidos que nos satisfaçam, quer no terreno pessoal quer no sentimental, mas, para alguns, isso também ocorre com a mesma frequência na fase adulta. Acreditamos que podemos conquistar tudo num simples piscar de olhos, como num passe de mágica, mas com o tempo e com a satisfação que inicialmente nos proporcionaram quando foram adquiridos, acabamos nos conscientizando de que aquilo que julgávamos essenciais para nossas vidas, na verdade, não passava de quinquilharias, fruto do marketing que nos atinge diariamente em todas as mídias e redes sociais.
Paremos um pouco para pensar a respeito de coisas que realmente valem à pena:
Há quanto tempo não observamos as belezas da natureza criada por Deus?
O Sol está sempre lá aquecendo nosso Planeta. O ar que respiramos está sempre disponível para que possamos sobreviver apesar de muitas vezes estar carregado de monóxido de carbono – essa parte é por nossa própria culpa, Deus não tem nada a ver com isso!
Há quanto tempo não abraçamos um amigo (a) e dizemos o quanto ele (a) é importante para nós? Talvez ele, assim como nós, esteja esperando que demos o primeiro passo, o primeiro telefonema, o primeiro e-mail ou SMS. Dizemos que ninguém lembra de nós, mas nós também, muitas vezes, não demonstramos que queremos proximidade e lembrança aos que amamos.
Há quanto tempo não refletimos acerca dos benefícios que a Divina providência nos agraciou ao longo dos anos? Olhe para você nesse momento. Você foi criado á imagem e semelhança de Deuse desde o seu nascimento Ele tem feito tudo para que você seja feliz e sinta-se realizado, mas infelizmente, algumas vezes você não correspondeu a essa expectativa e acabou trocando os pés pelas mãos, mas Ele está sempre ali e se você fizer um balanço de sua vida verá que Ele cumpriu o que se esperava dEle e o que deu errado tenha sido a oportunidade que você perdeu para se conectar a Ele e se beneficiar do que Ele te disponibilizou.
Resumindo: Há quanto tempo não agradecemos a Deus pelo dom da vida que nos concedeu?
Ao despertar pela manhã, juntamos nossas mãos, inclinamos nossa cabeça para a frente e pronunciamos a nossa primeira oração ao Eterno expressando a Ele toda a nossa gratidão pela nova oportunidade que nos concede para vivermos uma vida plena e nos aproximarmos ainda mais dEle. Dizemos: “Modê ani lefanêcha, Mêlech Chai vecayam, shehechezárta bi nishmati bechemlá. Rabá emunatêcha.” Ou seja: Sou grato a Ti, ó Rei vivo e eterno, por ter restaurado dentro de mim minha alma com misericórdia. Grande é Tua confiabilidade.”
Sim! Grande é a confiança que temos no Eterno e em tudo que Ele nos concede por acréscimo do Seu infinito amor.
Lembra-se de quando ainda éramos crianças e tudo à nossa volta parecia ser maravilhoso, intrigante e desafiador?
Pois é, a vida continua a mesma, nós é que a vemos de maneira diferente. Olhamos para ela como se fosse um fardo pesado e sem serventia que precisa ser transportado de um lado ao outro independentemente de nossa vontade.
Sei que a vida para alguns parece ser muito difícil de ser vivida, porque às vezes, tudo parece conspirar para que não tenhamos paz e para que nos sintamos fracassados por não termos tido condições de adquirir aquilo que pensávamos ser importante para nossa evolução pessoal.
Se isso aconteceu ou está acontecendo com você, tenha a certeza de que há solução para esse problema existencial que tem repercutido negativamente em sua vida. Acredite: você pode reverter esse quadro. Cada vez que abrimos mão de algo que desejamos em favor de algo mais valioso, nos tornamos pessoas mais fortes. Tenha isso em mente. Busque valores internos. Adquira valores espirituais, conhecimento e amigos verdadeiros, pois são indestrutíveis e eternos e ninguém será capaz de arrancá-los de você.
Ainda muito jovem ouvi um conselho de meu avô, de abençoada memória, que apesar de ser iletrado me disse: adquira o maior conhecimento que puder, pois tudo aquilo que você aprender nunca será tirado de você. Esse será o seu maior tesouro: a cultura é um bem eterno!” Ele tinha razão e hoje digo o mesmo a você.
A vida está aí para ser vivida com alegria e festejada com intensidade para que os bons frutos que ela nos proporciona sejam doces e saborosos a fim de que possamos glorificar ao Deus que nos criou.

Le Chaim Chaverim! Vivam e celebrem a vida amigos!

Shalom Aleichem

Ben Baruch

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Combate ao ódio e intolerância




O fascismo alemão veio e se foi. O comunismo soviético veio e se foi. O antissemitismo veio e ficou.


Há alguns dias o presidente iraniano Mahmoud Ahma-Dinejad declarou que o Holocausto jamais aconteceu. Os judeus, disse ele, inventaram um "mito" dizendo que foram massacrados. Este foi um discurso perigoso da mais alta ordem, porque não foi feito por um grupo marginal de terroristas, nem por trás de portas fechadas, mas foi exibido ao vivo na televisão iraniana.

Infelizmente, este não é um incidente isolado. Há partes do mundo onde, em décadas recentes e com intensidade cada vez maior, todos os mitos antissemitas clássicos, do libelo de sangue aos protocolos dos anciãos de Tzion, têm sido ressuscitados em livros na lista dos mais vendidos e no horário nobre da TV.

Sinto-me pouco à vontade para falar sobre antissemitismo, porque para mim ser judeu

O fascismo alemão veio e se foi. O comunismo soviético veio e se foi. O antissemitismo veio e ficou.

não é uma questão de morte, mas de vida; de celebração, não de luto; de construir um futuro, não de ficar traumatizado pelo que passou.

Porém eu passei a acreditar, nestes últimos anos, que o surgimento de uma nova cepa do antigo vírus é um dos fenômenos mais assustadores da minha vida – porque aconteceu após sessenta anos de educação sobre o Holocausto, legislação antirracista e diálogo ecumênico.
Após sessenta anos dizendo nunca mais, está acontecendo de novo. Não pode haver dúvidas quanto à mais tenaz ideologia dos tempos modernos. O fascismo alemão veio e se foi. O comunismo soviético veio e se foi. O antissemitismo veio e ficou.

Para os judeus, a lembrança do Holocausto é uma dor particular. Porém num nível mais

Um ataque à diferença é um ataque à humanidade.

profundo, tem um significado para todos nós. Judeus e outros foram assassinados porque eram diferentes; porém para alguém de outra cultura ou crença somos todos diferentes; portanto um ataque à diferença é em última análise um ataque à humanidade.
Em um dos versículos mais poderosos da Torá, Moshê, pouco antes de sua morte, disse aos israelitas para não odiarem seus inimigos tradicionais, os edomitas e os egípcios (Devarim 23:8). Se eles tivessem continuado a odiar, Moshê poderia ter tirado os israelitas do Egito, mas ele não teria tirado o Egito de dentro dos israelitas. Se você deseja ser livre, precisa pôr o ódio de lado.

Portanto, talvez não seja coincidência que no dia em que o presidente iraniano negou o Holocausto, a Human Rights Watch tenha publicado um relatório sobre o assassinato de milhares de prisioneiros políticos no Irã. Projetar o ódio num forasteiro é sempre a maneira mais eficaz de desviar a crítica interna.

É por isso que temos de lutar juntos contra a manipulação pública do ódio, onde quer que ela ocorra, não importa a quem seja dirigida – se quisermos dizer realmente, "Nunca Mais".

Rabino Chefe da Inglaterra, Professor Jonathan Sacks

Fonte: Chabad

sábado, 15 de junho de 2013

Aprendendo a agradecer




Aprendendo a agradecer



De há muito o mundo se tornou uma verdadeira “aldeia global”. As distâncias foram encurtadas através de aeronaves cada vez mais sofisticadas e velozes; e a comunicação tornou-se online. Diante desse enorme aparato tecnológico é comum nos dias de hoje vermos pessoas que não medem esforços para alcançar status social e bens materiais. Fazem disso o ideal de suas vidas e muitas se questionam "Como posso conseguir tudo aquilo que desejo?", quando deveriam perguntar: "Como posso apreciar e agradecer tudo aquilo que já tenho?". Infelizmente, muitos pedem, mas poucos agradecem. Talvez por pensarem que tudo que conseguiram tenha sido apenas por seus próprios esforços, sem que houvesse sequer um mínimo da ação Divina disponibilizando meios para que fossem coroados de êxito. Não é errado desejar progredir e se beneficiar do conforto e das facilidades que o progresso nos oferece e nem estará errado aquele que deseja possuir bens que seus esforços pessoais e profissionais possibilitaram através de um trabalho digno e honesto, mas aprendendo a dar valor e a agradecer a Deus pelo que já possuímos nos tornaremos menos apegados a esses bens transitórios. A velha máxima de que no mundo tudo é passageiro” nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje. Pensemos nisso! 
Shalom Aleichem!

Ben Baruch