sexta-feira, 31 de maio de 2013

Deus existe e está sempre presente.


Deus existe e está sempre presente.

“Partiram, pois, do monte do SENHOR caminho de três dias; a arca da Aliança do SENHOR ia adiante deles caminho de três dias, para lhes deparar lugar de descanso.” (Números 10.33)
Diz a Torá, que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para ser a coroa da criação e ter comunhão com Ele.
No capítulo 3 do Livro de Gênesis vemos a narrativa da tentação do homem e sua consequente queda. Vemos também no versículo 8 do mesmo capítulo que Adão ouviu a voz do Senhor e escondeu-se da Sua presença porque ficou envergonhado por estarem nus, ele e sua mulher, nudez que antes de sua desobediência nunca fora percebida.
Desde a criação do homem, Deus tem procurado falar ao ser humano. No princípio Deus conversava pessoalmente com o homem, mas o pecado fez separação entre nós e Ele, e hoje não conseguimos mais falar com Deus da mesma maneira como Adão e Eva falavam: face a face.

Mas Deus em sua infinita misericórdia continua falando ao homem. 

Deus levantou um homem chamado Abrahão e prometeu-lhe que, apesar dele e de sua esposa Sara serem avançados em idade e ainda ser ela estéril, a sua descendência seria abençoada e encheria a terra. Ele prontamente ouviu a voz do Senhor e se dispôs a segui-Lo apesar de não saber para onde deveria ir.
Não houve questionamentos, nem foi perguntado o que ganharia se tomasse a atitude de obedecer àquela voz que lhe falava.
Porque será que Abrahão ouviu prontamente a voz de Deus?
Sabemos pela Torá que Abrahão morava com sua família em Ur dos Caldeus, cidade próxima de Babilônia, lugar próspero e idólatra. Sabemos também que o pai de Abrahão era construtor de ídolos e possivelmente também Abrahão o seria, porque normalmente naquela época as profissões eram distribuídas entre as famílias, logo a família de Abrahão devia ser totalmente ligada a esse tipo de comércio.
Mas como alguém que está envolvido com tantos deuses, que ganha dinheiro comercializando imagens desses deuses, pode ouvir e atender prontamente a voz de Deus?
Abrahão construía deuses, mas o seu coração ansiava por conhecer o verdadeiro Deus.
Fico imaginando Abrahão ao cair da tarde fechando a sua oficina, contemplando o céu e questionando-se sobre a sua própria origem: quem o havia criado? Que futuro lhe estaria reservado? Não era possível que todas aquelas maravilhas que contemplava nos céus e na terra tivessem sido criadas por aquelas estatuas de vários tamanhos e formatos que aprendera a modelar. Não! Com certeza haveria em algum lugar um Deus verdadeiro, alguém que fosse o verdadeiro Maestro daquela orquestra celestial.
Deus vem a ele e lhe diz: Sai da tua terra e da tua parentela... (Gênesis 12.1-3) e em ti serão abençoadas todas as famílias da terra.
Muitos não querem ouvir a voz de Deus.
Muitos de nós, no nosso íntimo, fazemos a nós mesmos, as perguntas que Abrahão fez antes de ser chamado por Deus.
Talvez, neste exato momento, você esteja se questionando sobre tantas coisas: Quem realmente é você? Qual o seu papel neste mundo? E este mundo, o que será feito dele? Será que realmente Deus existe? E se existe porque não tem ouvido o seu pedido de socorro? Você olha à sua volta e vê tantas pessoas desamparadas, famintas, violentadas por uma sociedade má e corrompida, e sente-se incapaz de ajudar; e muitas vezes nós também nos sentimos assim: desamparados de Deus; famintos por receber uma palavra de alento, uma palavra de ânimo que nos faça levantar a cabeça e continuar; violentados em nossos sonhos mais profundos. Parece que a única coisa que se realiza do que sonhamos em nossas vidas são os pesadelos, as perseguições, a angústia e o abandono de todos que nos cercam!
Eu não sei o que está passando no seu coração nem na sua mente neste momento. Não sei as angústias que você tem sofrido nem as lutas que tem passado ou as derrotas que tem sofrido. Eu não sei o que você esperava receber de Deus quando começou a ler essa reflexão, mas eu quero lhe dizer algo importante e verdadeiro: Se hoje, ouvirdes a voz do Senhor, não endureçais o vosso coração. Deus está falando a você neste momento. A voz que você está ouvindo no seu coração não é outra senão a voz do Senhor, por isso não deixe de ouvi-la e atendê-la.
Não importam as lutas e aflições que temos enfrentado no nosso dia a dia, o Senhor estará sempre ao nosso lado nos sustentando com Sua forte mão. Ele é Poderoso para transformar toda dificuldade que aos nossos olhos parecem impossíveis de se resolverem. Se buscarmos resolvê-las pelas nossas próprias forças, certamente parecerão gigantescas e acabaremos sucumbindo diante delas, mas se confiarmos no Senhor Deus que nos criou à sua imagem e semelhança e nEle descansarmos, tenha a certeza de que a seu tempo todas elas se resolverão e você glorificará o nome do Senhor pelas bênçãos maravilhosas que operou em sua vida.
Muitos acreditam que Deus é um Deus distante.
Deus não está distante; ao contrário, está mais perto do que você imagina.

Em Deuteronômio 32.10 a Torá nos diz que somos como as meninas de seus olhos. Quando Deus contempla a terra é você quem ele vê primeiro. Você é mais importante que plantas, árvores, animais, porque você foi criado à sua imagem e à sua semelhança e Ele te ama tanto que se pudéssemos novamente ouvir a Sua voz, pudéssemos sentir o Seu imenso amor por nós veríamos que nunca fomos abandonados à própria sorte.

Deus existe e está sempre presente e atuante em nossas vidas! Não deixe de buscá-Lo, pois está com os braços e ouvidos sempre atentos para ouvir o seu clamor e pronto para te abençoar.
Shalom Aleichem

Ben Baruch

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Quem vai salvar o bebê?

Se alguém no Gueto de Cracóvia jamais teve uma chance de sobreviver ao Holocausto, foi Avraham Shapiro. Aos 22 anos, ele era um jovem inteligente e engenhoso cuja mente tinha sido cultivada durante anos de estudo na yeshivá. Ele sabia que os alemães estavam dispostos a aniquilar todos os judeus, e tomou as precauções necessárias para salvar a si mesmo e seus pais idosos. Conseguiu documentos de identidade falsos de primeira qualidade para os três membros da família, como estrangeiros. Construiu e estocou um bunker num local afastado, por baixo do gueto. Procurou um mapa dos esgotos e planejou uma fuga para o dia em que o gueto seria liquidado. Seu plano mestre era escapar para a Hungria, onde estaria seguro.
Então um dia uma vizinha de 18 anos, Chaya Rivca, bateu à porta de Shapiro segurando um bebê. A criança, com 20 meses de idade e que não podia ficar de pé nem sentar-se por si mesmo, era seu sobrinho Chaim. Seus pais tinham sido mandados para Treblinka. Chaya Rivca sabia que os Shapiro tinham documentos de cidadania estrangeira. Ela calculara que de todos os judeus do Gueto, os Shapiro tinham a maior chance de escapar. Ela tinha abordado a família Shapiro diversas vezes, pedindo-lhes para levar o bebê com eles em segurança, mas eles tinham recusado. Um bebê seria provavelmente algo que colocaria em risco suas próprias chances de sobrevivência.
Porém este dia – 11 de março de 1943 – foi diferente. Chaya Rivca tinha recebido um aviso de que estaria sendo deportada a um campo de trabalho. Ela simplesmente não podia levar o bebê junto. Com soluços de cortar o coração, ela implorou a Avraham, que era o único em casa naquele momento, para levar o bebê. Avraham – o pensador lógico, o planejador cuidadoso – estava preparado para superar os nazistas, mas naquele dia ele superou seu próprio caráter. Como ele declararia mais tarde: "Minha compaixão dominou meu intelecto, e decidi aceitar a criança."
Quando seus pais chegaram em casa e viram Avraham com o bebê no colo, ficaram consternados. Como podia ele colocar três vidas em perigo por causa de um ato de compaixão impensada? Avraham respondeu que o bebê agora era dele, e ou a criança escapava com eles, ou permaneceriam todos no gueto condenado.
A necessidade imediata de Avraham era forjar uma certidão de nascimento provando que o bebê era seu. Ele conhecia um rabino que tinha um carimbo oficial, mas onde encontrar um formulário? De alguma forma Avraham conseguiu encontrar uma máquina de escrever. Ele jamais tinha datilografado na vida, mas ficou acordado a noite toda, e ao raiar do dia tinha produzido uma certidão de nascimento passável.
"Naquele momento," escreveu Avraham mais tarde, "nascia um filho para Avraham Shapiro."
"Todos nós juntos!"
Dois dias depois os alemães liquidaram o Gueto de Cracóvia. Reuniram os judeus numa grande praça e os dividiram em dois grupos para deportação: os jovens para o trabalho, os idosos para asilos, e as crianças para residências infantis. Avraham sabia que tudo não passava de uma farsa. "Jamais acreditei nos alemães e sempre tentei fazer o contrário daquilo que eles diziam."
Quando alguém tentou tirar o bebê dele, Avraham recusou-se a entregá-lo, gritando: "Todos nós juntos!"
Naquele dia seria impossível alcançar o bunker que ele tinha preparado porque ficava na outra metade do gueto, separado por uma cerca de arame farpado. Avraham entregou o bebê para sua mãe e disse aos pais para não cederem. Ele encontraria um esconderijo temporário e voltaria para apanhá-los.
Após uma busca desesperada, ele encontrou um prédio vazio com degraus que iam da entrada até um porão. Em meio ao perigo, ele conseguiu levar seus pais e o bebê para lá. Avraham sabia que os alemães procurariam em todos os prédios e porões, mas a Divina Providência tinha fornecido a eles uma proteção insuspeita. Alguém no edifício tinha tido problemas de encanamento, e nas circunstâncias desesperadas do gueto não pudera encontrar um encanador. Portanto, tinham enchido um barril enorme com os dejetos do banheiro, e colocado o barril na escadaria. Com grande esforço, Avraham conseguiu virar o barril, derrubando excremento em todos os degraus que levavam ao porão. Ele calculou que os altivos germânicos não estariam dispostos a sujar as botas para procurar judeus.
Naquela noite ele ouviu os alemães entrarem no prédio. Para impedir que o bebê chorasse, o que os denunciaria, eles tinham planejado dar-lhe comida, mas tinham apenas chalá seca sem água para amaciá-la e torná-la comestível. Portanto Avraham e seus pais mastigaram rapidamente a chalá, cuspiram, e alimentaram o bebê com os pedaços amolecidos. Eles ouviram os nazistas reclamando do mau cheiro. Avraham estava certo; eles não se dignaram a descer até o porão.
Foi naquela noite, após a liquidação do gueto, que Avraham tinha planejado escapar através dos esgotos até o "lado ariano" de Cracóvia. Olhando para o bebê, no entanto, ele se viu frente a frente com um dilema. Ele ouvira falar de judeus que tinham fugido pelos esgotos com os filhos, e as crianças tinham sufocado no caminho. Não, decidiu ele, não arriscaria a vida do bebê escapando pelos esgotos. Teria de pensar num plano diferente.
Avraham sabia que eles não poderiam ficar no porão por muito tempo. Eles teriam de ir até o bunker que ele tinha preparado, mas uma cerca de arame farpado bloqueava o caminho. Avraham usando um canivete e força sobre-humana conseguiu cortar o arame e fazer um buraco na cerca. Correndo sem parar pelas ruas, vazias de pessoas vivas, mas coalhadas de corpos de judeus, a família Shapiro conseguiu chegar ao bunker.
Avraham tinha instalado previamente uma lâmpada elétrica, cortando fios da parede de seu apartamento e conectando-os no bunker. No entanto, não havia como canalizar água. Todos os dias Avraham tinha de subir e apanhar água de uma torneira. Um dia foi apanhado, Apesar de seus protestos de que eram cidadãos estrangeiros com os documentos para provar isso, os três e mais o bebê foram enviados à prisão da Gestapo.

O fogo do Amor
Usando uma cigarreira de ouro pesando 250 gramas, eles conseguiram subornar um guarda e sair da prisão. Fugiram imediatamente de Cracóvia para uma aldeia nas proximidades, onde alugaram um quarto para se esconder. Era outono, 1943. A Hungria era praticamente o último país na Europa onde a "Solução Final" não fora implementada. Contrataram um guia para contrabandeá-los pela fronteira até a Eslováquia, e de lá para a Hungria.
Durante a jornada eles se alimentaram de batatas cruas, que mastigavam, regurgitavam e davam para o bebê. A noite do Shabat, 28 de outubro, encontrou-os no meio da floresta próxima à fronteira polonesa. A família estava cansada, com frio, e com medo de ser descoberta. O guia anunciou abruptamente que teriam de passar a noite ali porque não poderiam cruzar a fronteira naquela noite. E sem mais uma palavra, o guia desapareceu.
Os Shapiro começaram a se arrumar para dormir. Avraham, que tinha carregado Chaim o tempo todo, percebeu de repente que o bebê esta mole, silente, e não se movia. Retirou rapidamente as roupas dele e viu que o bebê estava azulado.
Tremendo de medo, Avraham juntou madeira e galhos e acendeu um fogo para aquecer o bebê de volta à vida. Era um ato de requintada irracionalidade. O fogo era um anúncio de seu paradeiro, mas a compaixão de Avraham mais uma vez dominou seu intelecto. Ele segurava o bebê o mais próximo do fogo que podia sem arriscar sua segurança, virando-o de um lado para o outro, enquanto a Sra. Shapiro secava e aquecia as roupas do bebê.
Chaim reviveu. Recuperou a cor e começou a se mover. E Avraham que muitas vezes já tinha arriscado a vida durante o Holocausto, se lembraria desses minutos com medo pela vida do bebê como os mais traumáticos da guerra.
Eles esperaram durante todo o Shabat, perguntando-se se o guia iria voltar. Quando caiu a noite, o guia apareceu. Quando viu as cinzas da fogueira, ficou furioso pela falta de cuidado deles.
Estava na hora de prosseguir rumo à fronteira. Para impedir a repetição da calamidade, Avraham pegou um lençol e amarrou o bebê junto ao peito, de frente para ele. Assim ele podia verificar o bem-estar de Chaim, embora seu campo de visão ficasse prejudicado. Caminhando sobre pedras e terreno acidentado, que não podia ver, Avraham a certa altura tropeçou, rasgando a sola do sapato. Amarrou alguns trapos ao redor do pé e continuou andando. Horas depois cruzaram a fronteira da Eslováquia.

"Para o bem da criança"
Finalmente os fugitivos chegaram a Budapeste. Foram alojados em bairros de refugiados. Uma operária judia, ao saber que eles estavam com um bebê órfão que não era deles, sugeriu que o entregassem à família Schonbrun, um casal judeu religioso sem filhos e muito rico.
No Gheto
Dessa vez o intelecto e a compaixão de Avraham convergiram. O pequeno Chaim, agora com dois anos, era mal nutrido e doentio, e ainda não conseguia sentar-se sozinho. Avraham sabia que o bebê precisava de um lar estável e normal, onde recebesse três refeições por dia e estivesse a salvo do perigo que ainda pairava sobre a família Shapiro. Ele ficou impressionado, não com a luxuosa mobília da casa, mas pelas enormes estantes repletas de livros sagrados. Confiante de que estava fazendo o melhor para Chaim, Avraham entregou o menino aos Schonbrun.
Quando Avraham ocasionalmente encontrava o Sr. Schonbrun na sinagoga e perguntava sobre Chaim, recebia apenas respostas evasivas. Avraham deduziu que o casal não queria que Chaim soubesse de seu passado. "Distanciei-me da família," escreveu Avraham, "para o bem da criança."
Em 19 de março de 1944, os alemães dominaram a Hungria. Numa noite de Shabat dois meses depois, Avraham e seu pai foram apreendidos na sinagoga. Foram transferidos de um local para outro até que finalmente foram colocados num vagão de carga fechado que ia para Auschwitz. Com uma faca que comprara de um sapateiro, Avraham conseguiu aumentar o tamanho de uma janela minúscula no vagão. Enquanto o trem corria pela Eslováquia a caminho do campo da morte, Avraham e seu pai saltaram.
Eles passaram o resto da guerra na Eslováquia, disfarçados de gentios. Assim que os russos libertaram a Eslováquia, Avraham e seu pai voltaram a Budapeste, para a casa onde tinham deixado a Sra. Shapiro há quase um ano. Quando abriram e porta, a encontraram sentada à mesa comendo um pedaço de matsá. Era o primeiro dia de Pêssach, a Festa da Liberdade.

A caixa
Apenas uma vez na Budapeste do pós-guerra Avraham avistou o pequeno Chaim. A criança estava andando (sim, andando!) na rua com a babá. "Meus olhos se encheram de lágrimas," escreveu Avraham em suas memórias, "mas não me aproximei do menino."
A Hungria comunista não era lugar para judeus religiosos. Pouco depois da guerra, os Schonbrun partiram para a Bélgica, depois Montreal, no Canadá, onde Chaim cresceu e por fim se casou. Em 1950, Avraham Shapiro casou-se e foi morar em Israel.
Porém a trama de suas vidas, tecida junto por uma compaixão mais forte que a lógica ou mesmo o amor à vida, não foi cortada. Avraham procurava sempre se informar sobre Chaim, e a Divina Providência conspirou para que a tia da mulher de Chaim, que morava em Haifa, fosse grande amiga da Sra. Avraham Shapiro.
Alguns anos após seu casamento, Chaim soube por um tio que morava na Bélgica: "Há um judeu em Israel que carregou você da Polônia até a Hungria, e salvou sua vida." Chaim, no entanto, não tinha idéia sobre a identidade de seu benfeitor, que continuava a observá-lo de longe.
Em 1980, quando contava 39 anos, Chaim levou a família a Israel para o bar mitsvá de seu filho. A tia de sua mulher enviou uma mensagem a Chaim, dizendo que o judeu que lhe salvara a vida se chamava Avraham Shapiro. Avraham então com 60 anos, morava em Haifa e finalmente estava pronto para encontrar Chaim.
Naquele mesmo dia, Chaim tomou um táxi de Jerusalém a Haifa. "Nosso encontro foi bastante emotivo." relembra Chaim. "Ambos choramos muito, e conversamos durante horas."
Foi o início de um vínculo afetivo entre as duas famílias. Durante os 27 anos que se seguiram, Avraham tem comparecido aos casamentos de todos os filhos de Chaim, e Chaim tem comparecido aos casamentos de todos os netos de Avraham. "Somos muito, muito ligados," atesta Chaim. "Eu o considero quase como um pai, e ele me considera um filho."
O portão do Gueto de Cracóvia
Mas por que Avraham não fez contato com Chaim mais cedo? Por que ele demorou 35 anos para reconectar?
A resposta talvez esteja contida numa caixa. Antes de se separarem naquele dia em 1980, Avraham contou a Chaim: "Tenho algo para lhe dar." Entregou a ele uma caixa, dizendo: "Esperei 35 anos para lhe dar isso."
Chaim abriu a caixa e viu que estava repleta de pedaços de ouro. Avraham explicou que antes de a mãe de Chaim ser enviada a Treblinka, ela dera aquela caixa cheia de ouro para a irmã mais nova Chaya Rivca, e encarregou-a de usar o ouro para salvar a vida de seu único filho. Quando Avraham concordou em pegar o bebê, Chaya Rivca transferiu a caixa para ele.
Durante sua fuga da Polônia, a família Shapiro usou seu próprio suprimento de ouro. Avraham foi forçado, relutantemente, a utilizar o ouro do pequeno Chaim. Quando chegaram a Budapeste, nada restava. Isso aborrecia muito a Avraham. "Eu tinha feito uma mitsvá de salvar uma vida," explicou Avraham a Chaim, "e não queria vender esta mitsvá por quantia alguma de ouro."
Depois da guerra, assim que Avraham começou a trabalhar, deixava de lado parte de seu salário todas as semanas para comprar ouro. Foram precisos 35 anos, mas finalmente ele tinha a quantia exata de ouro originalmente contida na caixa da mãe de Chaim. Ele entregou a caixa a Chaim, contente por não ter tido nenhum lucro da enorme mitsvá de salvar uma vida. Chaim recusou-se a aceitar o ouro. Avraham doou-o para várias organizações de caridade em Israel, em nome de Chaim Schonbrun.
No Gueto de Cracóvia, a compaixão tinha superado o intelecto de Avraham. Nada jamais superou sua integridade.

Sara Yoheved Rigler
Fonte: aish.com
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Nota:
Shapiro é um pseudônimo. O protagonista prefere permanecer anônimo.
       

Uma visão íntima da intimidade

                  

            A sabedoria convencional diz que a sexualidade é um instinto natural. É uma atividade humana muito comum e inocente, é o que acontece entre um homem e uma mulher, é o que as pessoas fazem, e tudo que precisamos fazer é relaxar e aproveitar, certo?

Parece tão simples. Mas se fosse tão simples, por que precisamos ser lembrados muitas e muitas vezes que é natural, é inocente, é prazeroso, é isso que fazemos, é o que acontece, relaxe e aproveite? Na verdade, a mídia tem nos bombardeado com essa mensagem durante tanto tempo e de tantas maneiras diferentes com tamanha engenhosidade que você se pergunta por que a mensagem não foi aceita. Por que ainda nos sentimos tão pouco à vontade, tão inseguros, tão mistificados pela nossa própria sexualidade?

No mundo criado pelo Todo Poderoso, há três condições. Primeira, existe a condição mundana, secular, diária – coisas simples e comuns que possuímos. Segunda, há a condição sagrada, Divina – tão celestial que não temos essas coisas. Estas duas partes, até agora, são facilmente entendidas e aceitas. A parte difícil é a terceira condição, a sagrada. Embora sagrada signifique separada e indisponível, o sagrado não é totalmente indisponível. O sagrado é aquilo que é mais santo que o comum, mas não tão sagrado que não possamos abordá-lo de maneira alguma. É algo entre aquilo que temos e aquilo que não podemos ter.

Confuso? Deixe-me usar um exemplo simples. O Todo Poderoso nos concede a bênção de filhos. Seus filhos. Meus filhos. Porém quando dizemos "meus filhos", é um "meus" possessivo? Eu possuo meus filhos? A resposta, certamente, é não. Eles não são realmente meus. Não pertencem a mim. Quando digo "minha mulher", isso é algo possessivo? "Meu marido" significa que algo pertence a mim? É claro que não. E mesmo assim, podemos usar um termo tão familiar como "meu" ao nos referir a estas coisas na vida. É a santidade na vida, e se não formos cuidadosos, em nossa arrogância, podemos alegar posse de coisas que jamais pertencerão a nós, e perder sua santidade.

Então, onde entra a sexualidade nisso tudo? Por sua própria natureza – não por decreto Divino, não pela crença religiosa ou ditame – a sexualidade pertence à arena do sagrado. Nós a experimentamos, mas não podemos possuí-la. Podemos ir até lá, mas lá não é o nosso lugar. Podemos ser sexuais, mas não podemos possuir nossa sexualidade. O motivo disso é muito natural e muito básico. Ser íntimo significa ir a um local que é particular, sagrado, que é reservado. A sexualidade significa uma pessoa entrando na parte privada, sagrada da existência de outro ser humano.

Você não pode possuir a intimidade de outra pessoa. Mesmo que a pessoa deseje dar posse.
Não pode fazer isso. Não é partilhável. É uma daquelas coisas na vida que o Todo Poderoso nos dá que jamais podemos possuir. Não posso possuir meus filhos. Não posso possuir meu cônjuge. Não posso possuir meu Criador. Nem sequer posso possuir minha vida. E certamente, não posso possuir a parte intrínseca, sagrada e impartilhável de outra pessoa.
Bem, se isso é indisponível, se não posso possuí-lo, então que conexão, que relacionamento eu tenho com isso?
Esta é a santidade que podemos experimentar, mas não podemos ter. E é por isso que o prazer nas relações íntimas é mais intenso que qualquer outro prazer. Você pode apreciar uma boa refeição. Pode apreciar a boa comida, é um grande prazer, mas não é o prazer da sexualidade porque você possui a comida. É sua. Você plantou os vegetais, cultivou-os, colheu e os saboreou. São seus. Não há reverência envolvida. O prazer da sexualidade é ser uma combinação de ter e não ter. É uma combinação do comum e de algo de outro mundo ao mesmo tempo. É algo a que você tem direito, mas não pode ter e possuir. E quando você sente essa combinação, o prazer de estar no espaço íntimo de outra pessoa enquanto ao mesmo tempo se lembra que ali não é o seu lugar – não é e jamais poderá ser o seu lugar – é isso que torna a sexualidade diferente.

A palavra chave é familiaridade. Com o sagrado, você não pode dar-se ao luxo de se familiarizar. Com o realmente Divino, não há perigo. Está fora do seu alcance – pode esquecer. Com o secular e o mundano, bem, você deveria se tornar familiarizado. Portanto, onde a familiaridade gera desprezo? Onde a familiaridade é realmente destrutiva e indesejável? Na santidade. Se você tornar-se familiarizado, muito familiarizado, com a intimidade da vida de outra pessoa, seja física, emocional ou mentalmente, então você comprometeu a santidade.

Em nosso mundo “diga-tudo-às-claras”, visualizar o poder de destruição da familiaridade pode ser difícil. Porém você não chama seus pais pelo primeiro nome… porque é familiar demais. Não usamos o nome do Todo Poderoso em vão… porque é familiar demais. E para nossos avós e bisavós, relações íntimas eram algo sagrado, sobre o qual não se falava… porque isso seria familiar demais. O relacionamento entre marido e mulher ficava restrito atrás de portas fechadas. Era algo sagrado, algo que não se desperdiçava, partilhava ou sequer falava a respeito. É por isso que nossos avós não podiam falar sobre o relacionamento deles. Não estavam guardando segredos – estavam guardando algo sagrado.

Hoje em dia, a sexualidade humana é algo com o que espera-se que você esteja familiarizado. Alegamos já estar familiarizados com nossa sexualidade e temos vergonha de admitir que não estamos. Removemos a santidade, tudo porque pensamos que nossos severos pais estavam guardando um segredo de nós. A mídia continua a nos bombardear com essas mensagens sutis, brilhantes, da "naturalidade" e "abertura" da sexualidade humana, e isso não está nos convencendo. Por mais que tentemos, não podemos ignorar aquilo que nossos avós sabiam: o leito nupcial é algo sagrado e a única maneira de dar certo é quando você o trata com santidade.
Ainda precisa de provas? Olhe mais de perto para os mesmos avós. Aquelas duas pessoas, que estiveram casadas durante cinquenta, sessenta ou até setenta anos, ainda ficam um pouco tímidas entre si. Ainda têm vergonha uma da outra. Ainda excitam uma à outra, Isso é sexualidade humana. Isso é santidade. E esta é a última palavra em intimidade.
Manis Friedman
Fonte: Chabad

terça-feira, 28 de maio de 2013

Alzheimer: Quando é Tarde Demais Para Agradecer



Qual o maior ato de bondade que alguém pode realizar? Segundo a tradição judaica, é preparar os mortos para o enterro. Uma pessoa morta não pode agradecer pelos serviços que você presta, nem gratificar o seu ego. Não há retribuição. Embora a maior parte das pessoas goste de fazer bondades para os outros, em última análise queremos que nossas boas ações sejam reconhecidas, notadas ou valorizadas.

Eu me pergunto: cuidar vinte e quatro horas por dia de um parente idoso que sofre de Alzheimer conta como cuidar de um morto vivo? Na verdade, descobri que é a tarefa mais sem agradecimento que existe, além de ser exaustiva, emocional e fisicamente. Embora eu esteja certa de estar cumprindo a mitsvá de honrar os pais, parece mais que estou cuidando de um estranho em vez de cuidando da minha mãe.

Até surgir o Alzheimer, minha mãe nunca tinha abusado de mim, fosse física, verbal ou emocionalmente. Alguns dias ela não se lembra do meu nome. Ontem, chegamos a um novo patamar: ela não lembra mais que eu sou sua filha.

Minha mãe, tão meticulosa sobre higiene pessoal e sempre vestida com elegância, não pode mais ser forçada a tomar um banho ou a vestir roupas limpas e que combinem. Ela, que adorava crianças, agora detesta ficar na mesma sala com os netos e bisnetos e não se acanha em dizer isto a eles (uma neta pequena ficou tão traumatizada que agora chora e estremece com medo sempre que vai visitar a avó, e raramente vai vê-la em minha casa). Essa pessoa furiosa, assustadora e deprimida não é minha mãe – é uma estranha.

Gosto de cozinhar; não é raro eu preparar e servir refeições para 25 pessoas. Como é irônico que agora uma das partes mais estressantes do meu dia seja planejar a refeição para apenas uma pessoa. Tanto tempo, ideias e despesa a fim de preparar uma refeição para minha mãe. Esforço-me para ter variedade, apelo visual e nutrição. Se uma só refeição for pulada, isso pode resultar, para minha mãe, em náusea, fraqueza e desidratação.

Primeiro, é preciso ser um mágico para antecipar as necessidades dela – quando minha mãe está faminta, ela quer comer agora mesmo. Porém dois minutos após o jantar, ela pode esquecer que comeu e reclamar que está morrendo de fome – então preciso começar tudo de novo. Um cardápio que ela achou delicioso dias ou mesmo horas atrás agora “parece que saiu da lata do lixo”, está “podre”, tem “insetos” ou então está “frio demais” ou “quente demais”. Além disso, pode estar tocando outro alimento, o que torna toda a refeição indesejável, está salgada demais, não tem sal suficiente, temperada demais, sem gosto de nada – eu nunca aprendi a cozinhar?

Ela pode estar faminta, mas vai dizer “Não sinto a menor fome” e depois de alguns acessos de fúria, alguma coerção e subornos, come resmungando – e devora toda a refeição. Um desjejum que seria comido por uma pessoa saudável em 15 minutos pode demorar uma hora para minha mãe. Eu gostaria de dizer que aceitei esta enorme responsabilidade com um sentimento de amor e alegria. Estou tentando, mas ainda não cheguei lá. Posso não estar feliz com a aflição de minha mãe, mas não estou furiosa com D'us. Não pergunto: Por que eu? Porém a intervalos regulares, pergunto: Como posso entender melhor aquilo que D'us deseja de mim?

Imagem no Espelho
Há pouco tempo minha filha mais velha teve seu sexto filho; o mais velho tem apenas oito anos. Após arranjar alguma ajuda extra para cuidar de minha mãe (graças ao meu marido, minhas filhas casadas e uma funcionária), viajei para ficar com minha filha e netos e ajudar durante alguns dias. A hora das refeições era talvez a mais difícil do dia. Uma das crianças não comia se alimentos diferentes se tocassem no mesmo prato. Outra dizia que a comida estava quente demais ou fria demais. Outra se tornava muito irritada se não fosse servida agora mesmo. Uma delas disse que a comida estava temperada demais, outra que estava sem graça. Uma outra falou que a comida parecia vermes e olhos (mas comeu assim mesmo). Um deles recusou-se a comer qualquer coisa. O outro levou dois minutos para comer; o pequeno enrolou para engolir durante 30 minutos, após muita adulação. O suco derramado e as roupas manchadas! O barulho e as ocasionais brigas entre irmãos!

Ocorreu-me que o comportamento deles espelhava o de minha mãe. Porém quando as crianças agiam, eu não me senti tensa ou aborrecida – havia alegria e nachas*. Não é irônico que quando um bebê não corresponde ou se suja, mesmo assim o achamos adorável? Infelizmente, o mesmo não pode ser dito sobre comportamento idêntico vindo de uma pessoa idosa. Enquanto eu corria de uma criança para outra, beijando um ali, servindo uma refeição, separando roupas sujas, limpando uma mancha – as coisas que todas as mães no mundo inteiro fazem – pensei retoricamente: Onde está a gratidão? A natureza de uma criança é narcisista, e a expectativa supera a apreciação. E mesmo assim as amamos incondicionalmente.

Por que eu achava tão difícil fazer isto com minha mãe?

Foi quando me ocorreu a revelação: O que D'us deseja de mim?

Se somos criados à Sua imagem e Ele é nosso Pai, não somos como a criança mal-agradecida? Aceitamos como algo que nos é devido às bondades “regulares” que recebemos diariamente – o fato de termos comida para comer, e geralmente saborosa! Termos roupas para vestir, e elas são (na maioria) limpas e atraentes! Temos um quarto para chamar de nosso, e uma cama para dormir!

Porém se algumas dessas coisas nos fossem negadas, mesmo por um curto período, seríamos desaforados porque passamos a esperar por isso, assim como o ar que respiramos e o sol que nasce (mais coisas para agradecer!). As bênçãos diárias que recitamos pela manhã são um veículo para mostrar gratidão a D'us. Elas nos ajudam a termos consciência da Sua bondade e a não considerar qualquer parte da nossa vida como algo que nos é devido. Isso nos eleva acima do senso de habilitação infantil e nos encoraja a levar uma vida mais consciente – e conscienciosa. E por mais imperfeitos que sejamos, D'us nos ama incondicionalmente.

Se as duras críticas que recebo de minha mãe, apesar dos meus esforços para cuidar dela, fazem meus ouvidos arderem e meu coração ficar pesado de tristeza e frustração, devo olhar para mim mesma e perguntar: eu agradeci adequadamente a ela por todas as noites em que a deixei sem dormir enquanto ela cuidava de mim? Agradeci por ela me preparar refeições diárias e por lavar as minhas roupas? Por ajudar-me com meu dever de casa? Por aconselhar-me e me encorajar?

A maioria de nós poderia jamais acabar de achar coisas pelas quais agradecer aos pais. Agora que aos poucos minha mãe está se tornando um recipiente vazio, tragicamente é tarde demais para eu consertar as coisas. Reconhecer verbalmente a ela suas bondades passadas seria criar confusão e incompreensão.

Porém não é tarde demais para eu agradecer a D'us. Quando acordo pela manhã, recito modeh ani (agradeço a Ti) com uma convicção cada vez maior. Recito as bênçãos com mais sinceridade, e aprecio mais as coisas grandes e pequenas. Ironicamente, minha lista de gratidão aumenta com a mesma rapidez do declínio de minha mãe.

Sarah Bloomberg
Fonte: Chabad
* Nachas : palavra iídiche que significa orgulho, alegria


segunda-feira, 27 de maio de 2013

As pessoas podem mudar

                         
A maioria das pessoas nunca muda realmente. Triste, mas verdadeiro. Algumas pessoas nem sequer tentam.
Porém aqueles de nós que tentam muitas vezes passam por frustração e desapontamento, pois encontram as mesmas limitações todas as vezes.
A vida pode começar a parecer bastante repetitiva.

Criar Algo do Nada
Por que na maioria dos casos a sua vida continua parecida com alguma variação daquilo que era antes?
A resposta é: porque estamos criando algo de algo. Estamos tentando criar um futuro novo e diferente baseado nas limitações do nosso passado.
Imagine que você é um ceramista e tem um pedaço de argila. Você pode estudar o seu ofício e fazer vasilhas que são mais lisas, mais fortes ou mais bonitas que antes. Porém depois que tudo estiver pronto, ainda são apenas vasilhas de barro.
Quem disse que você tem de ser um ceramista? E quem disse que você pode apenas fazer artigos de argila?

D'us Cria Algo do Nada
Há um princípio cabalista fundamental da Criação conhecido como yesh ma'ayin – "algo do nada". Este princípio explica que D'us está trazendo o mundo inteiro, incluindo você e eu, à existência do nada absoluto a todo momento.

D'us não criou este mundo de uma vez e recolheu-Se ao céu, onde supervisiona a distância e intervém quando apropriado. Ao contrário, Ele está ativo e intencionalmente falando ao mundo à existência do nada no presente momento, de novo, e de novo, e de novo. De fato, se D'us parasse de criar este mundo – com todos os seus mínimos detalhes – a qualquer momento, o mundo e tudo que existe nele desapareceria como se jamais tivesse existido.
Baseado nisso, duas coisas ficam claras:
1 - O mundo não tem existência fora de D'us. Tudo que experimentamos na vida é parte de D'us e Sua intenção e propósito para a Criação.
2 - D'us deseja o mundo – e você como um ser individual – com um desejo pessoal e intenso. Tudo que você faz tem grande importância e significado para Ele. É por isso que Ele continua criando você.
Lembro-me de um antigo comercial onde um menino diz algo mais ou menos assim: "Eu devo ser bom porque D'us me fez, e D'us não faz coisas ruins”.

A verdade é muito mais poderosa que isso. D'us não faz qualquer coisa ou qualquer pessoa sem um profundo objetivo. Ele deseja apaixonadamente você e da mesma maneira quer que você O deseje. E Ele está esperando – com a respiração suspensa – que você abrace o propósito Divino para o qual você foi criado. Para transformar sua vida, seus relacionamentos e suas circunstâncias numa "morada" para o Divino.

O Que é Nada?
D'us cria a partir do Nada, ayin, que significa possibilidade absoluta, infinita.
Sem limitações ou restrições. Nada mesmo.
Quando você não precisa ser qualquer coisa específica, está livre para ser qualquer coisa. A Cabalá chama este potencial infinito de "nada" – não porque não há nada ali, mas porque não há quaisquer limitações que definam ou restrinjam esta infinita possibilidade em qualquer maneira.

Você já está criando algo a partir do Nada
Como um ser humano criado à imagem de D'us, você também está habilitado a criar algo a partir do nada. E você faz isso, o tempo todo.
Infelizmente, na maior parte do tempo o que criamos são as histórias sobre aquilo que não podemos fazer, que somos incapazes de fazer, que jamais teremos – juntamente com todos os motivos e porquês.
Estas histórias estão continuamente sendo recriadas do nada na vida de cada um de nós. Mas ao contrário de D'us, que cria conscientemente, nós criamos essa realidade inconscientemente. É uma espécie de programação com defeito. Sim, talvez tenhamos razões para aquilo que acreditamos serem as nossas limitações, mas aquelas razões, embora possam ajudar a explicar nosso passado, não têm o poder de limitar nosso futuro. A menos que pensemos que elas têm este poder, e ajamos dessa maneira.
A maioria das pessoas não acorda pela manhã sentindo reverência pelo próprio potencial, em conexão com o Divino propósito, repleta de alegria de viver, pronta a criar. Com maior frequência acordamos conscientes demais das nossas limitações, nossos desapontamentos, frustrações ou necessidades não preenchidas. e do fardo dos problemas que precisamos resolver. Não admira que tantos de nós estejamos cansados ainda antes de sair da cama.

Harold e o Crayon Roxo
Há um belo livro infantil chamado "Harold e o Crayon Roxo". Nesse livro, Harold, um bebê, desenha coisas com seu crayon roxo nas paredes de seu quarto. Castelos, montanhas, estradas e tigres. A parte interessante é quando Harold escala as montanhas, percorre as estradas, explora os castelos e foge dos tigres. Às vezes ele vai tão longe no desenho que não consegue achar uma maneira de voltar para casa – mas então, simplesmente pega seu crayon roxo e desenha a estrada de volta.
Harold está criando algo a partir do nada.
Você também pode criar algo do nada.
Sua vida, seu presente e seu futuro, é na verdade um ayin – um "nada" de infinito potencial. Sim, é verdade que sendo uma alma num corpo físico, há alguns limites para aquilo que você pode criar.
Mas você não tem ideia daquilo que eles são.
Você deseja experimentar amor incondicional? Como você se comportaria se estivesse comprometido a amar outros incondicionalmente, em especial aquelas pessoas que anseiam por seu amor? Seus pais. Seus filhos. Seu cônjuge. Seus amigos. E que tal se você percebesse, aceitasse e apreciasse a maneira pela qual eles amam você – mesmo que não se pareça exatamente com a maneira que você deseja que se pareça. O que poderia acontecer hoje se você se comportasse daquela maneira? E se você permanecesse engajado com aquela experiência no decorrer do tempo – o que poderia acontecer aos seus relacionamentos mais íntimos, sua família, sua comunidade, seu mundo? Não se iluda deixando de lado essa questão. Pense realmente sobre ela.

Você deseja experimentar seu poder de viver como um criador, em vez de como uma vítima em sua vida? Como você se comportaria caso se recusasse a deixar que seus temores e falhas passadas colocassem quaisquer limites naquilo que você faz agora?
O que você faria se resolvesse fazer aquilo que está adiando? O que poderia realmente criar ou realizar com o tempo se fizesse aquelas coisas? E talvez ainda mais importante, como seria a vida para você exatamente agora, se escolhesse ser uma pessoa que não se deixa deter pelo medo?
Você quer estar em contato mais íntimo com seu Criador e seu Divino propósito? Como você se comportaria se fosse uma pessoa comprometida a ver a presença íntima, infinita e amorosa de D'us em todos os aspectos de sua vida? E se toda ação que você fizesse fosse baseada na presunção de que nada está errado – porque D'us está intencionalmente criando seu mundo agora mesmo em prol de seu supremo objetivo e realização?
Como seria sua vida – agora – se você agisse daquela maneira? E quanto aos seus relacionamentos? Sua energia? Sua felicidade? Sua paz de espírito?
Como um fazendeiro que ara seu campo, planta sementes, rega-as e cuida delas, às vezes leva tempo para ver os resultados dos seus esforços. Porém se você está disposto a criar algo a partir do nada, não precisa ficar à toa enquanto espera que as coisas cresçam. A própria decisão de ser um criador em sua própria vida traz com ela algumas recompensas poderosas, intrínsecas; recompensas como felicidade, realização – e milagres.
           

Shifra Hendrie

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A luz de Israel sempre brilhará



Conta-se que, certa vez, ao passar por uma rua de Paris, Napoleão ouviu judeus se lamentarem em uma sinagoga. Era a noite de Tishá b’Av. Entrando na sinagoga, perguntou-lhes por que choravam, prometendo vingança contra aqueles que os haviam feito sofrer. Os judeus responderam que era tarde para tanto: a tragédia ocorrera havia muitos séculos. Naquela data, 1700 anos antes, o Templo Sagrado de Jerusalém fora destruído e, o Povo Judeu, exilado de sua terra. Ao ouvir aquilo, Napoleão declarou: “Um povo que, passados quase dois mil anos, se lamenta por sua terra e seu Templo, certamente merecerá vê-lo reconstruído”.

Durante as Três Semanas de Luto, que se iniciam no dia 17 de Tamuz e se encerram no dia 9 de Av, este ano nos dias 8 e 29 de julho, respectivamente, o Povo Judeu lamenta a queda do Templo Sagrado, a destruição de Jerusalém e a sua dispersão pelos quatro cantos do mundo. Durante quase 2.000 anos, vivemos fora de nossa Pátria ancestral, mas a levamos conosco, na memória e no coração, juntamente com a lembrança de nossa Capital Eterna, Jerusalém, e de nosso Templo.

Há uma ligação, eterna e inquebrável, entre a alma coletiva do Povo Judeu, a Terra de Israel e Jerusalém. Há um vínculo espiritual que nos liga a essa Terra. A ligação de nosso povo com a Terra de Israel permeia também a Torá. Praticamente todos os seus versículos a mencionam. Por esse motivo, os que almejavam fundar um Estado Judaico se recusaram a estabelecê-lo em qualquer outro lugar.

Israel é nosso lar ancestral e eterno, é o lugar na Terra onde mais paira a Presença Divina e, acima de tudo, é o segredo para o futuro do Povo Judeu e de toda a humanidade.

Não é apenas o Povo Judeu que não consegue viver sem a Terra de Israel. Eretz Israel também sofre com a ausência de seu povo. Evidência disso é que durante os 2000 anos de exílio judaico, a Terra foi negligenciada, tornou-se árida, e em nenhum momento de sua história foi um país soberano.

Neste último Yom Yerushalaim, Dia de Jerusalém, o Presidente Shimon Peres declarou que, ao longo dos últimos 4000 anos, 22 impérios tentaram conquistar Jerusalém. Contudo, apenas o Povo Judeu fez da cidade a sua capital: foi o Rei David quem escolheu Jerusalém como a capital do seu império. Desde a queda de Jerusalém, a Cidade Sagrada, nunca mais foi declarada capital de nenhum outro país. Foi apenas com a criação do Estado de Israel que Jerusalém reconquistou seu lugar de honra como sede de governo de um país soberano. Muitos povos declaram seu amor por Jerusalém, mas apenas os judeus sempre a consideraram sua Capital Eterna.

É interessante notar que não são apenas os judeus os que creem que a presença judaica na Terra de Israel, particularmente em Jerusalém, seja o segredo para a redenção da humanidade. Milhões de cristãos ao redor do mundo apoiam Israel por acreditar que o retorno dos judeus a Israel seja uma condição necessária para a chegada da era utópica para toda a humanidade.
Ao mesmo tempo, não nos deve surpreender o fato que aqueles que alimentam a escuridão no mundo, sonhem em extirpar os judeus de lá.

Mas apesar dos desafios e ameaças, a luz de Israel se torna cada dia mais forte e Israel há de triunfar sobre toda a escuridão.
Vicky Safra

Fonte: Revista Morashá

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O que podemos esperar do amanhã?


O que podemos esperar do amanhã?


O Rei Davi era um homem segundo o coração de Deus e muitos conhecem as várias situações vividas por ele através de suas narrativas no Livro dos Salmos.
Davi teve grandes momentos de alegria e de gozo na presença Divina. Momentos nos quais pode perceber a mão de Deus se movendo em seu favor.
Um exemplo desse cuidado Divino aconteceu quanto enfrentou e matou o gigante filisteu Golias com uma única pedrada ou quando, ao recuperar a arca da aliança, dançou freneticamente diante da mesma e de seu povo, chegando ao ponto de escandalizar sua mulher Mical, filha do antigo rei Saul. Mas Davi também passou por momentos terríveis e angustiantes, como nos dias em que foi perseguido por Saul e teve que fingir-se de louco na cidade de Gate (Salmos 56) para não ser morto, ou ainda, quando seu filho Absalão, depois de praticar um levante com alguns homens, possuiu todas as suas mulheres no terraço do palácio real, expondo o rei a uma vergonha pública. E se isso não bastasse, para tristeza de Davi, esse mesmo Absalão acabou morto durante uma perseguição.
Por essa razão, os Salmos falam muito ao coração de todos nós, porque Davi escrevia sobre aquilo que estava passando. Eram experiências pessoais.
Foi com este sentimento que Davi escreve o Salmo 14 e num breve trecho diz o seguinte:
Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem.
Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus.
Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.
Acaso, não entendem todos os obreiros da iniquidade, que devoram o meu povo, como quem come pão, que não invocam o SENHOR?
Tomar-se-ão de grande pavor, porque Deus está com a linhagem do justo.
Meteis a ridículo o conselho dos humildes, mas o SENHOR é o seu refúgio.
Tomara de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o SENHOR restaurar a sorte do seu povo, então, exultará Jacó, e Israel se alegrará. (Salmos 14.1-7)

Este Salmo é um misto não apenas de medo e desespero, mas também de esperança em dias melhores.
Davi já havia passado por tantas dificuldades, por tantas traições e perseguições que não via a hora em que Deus estabelecesse para sempre o Seu reino neste mundo e que finalmente todos pudessem viver em paz e harmonia.
Davi começa confrontando o pensamento e a forma de viver daqueles que não temem a Deus e a reação de seu povo diante dEle.
Chegamos a um nível em nossos dias, em que a maioria das pessoas chega mesmo a duvidar da existência de Deus.
A violência e as desigualdades sociais são muito grandes. Exemplo disso são os sofrimentos impostos por aqueles que possuem mais recursos financeiros sobre os que possuem pouco ou nenhum recurso.
Inconcebivelmente existem pessoas que se dizem ateus convictos, que negam totalmente a existência de Deus, que confiam somente em suas capacidades humanas e intelectuais. São pessoas que se consideram superiores e como diante das coisas espirituais se perdem num labirinto de suas próprias convicções, preferem negá-las a enfrentarem a realidade de que suas ponderações são infundadas e fundamentadas apenas em hipóteses construídas por suas mentes egoístas e orgulhosas que não aceitam que exista um Ser Superior que governe o Universo e tem Suas próprias leis e princípios.
Por acreditarem apenas em suas potencialidades e por entenderem que a vida do homem está circunscrita à vida terrena, praticam toda sorte de abominações contra o seu próximo. O que acontece ao seu redor não tem nenhuma importância. Para eles o que realmente importa é a própria vida. Seu provérbio preferido é: Cada um por si e que vença o melhor.”
Esse é o tipo de raciocínio e sentimento que move o homem natural e não precisamos ir muito longe para verificar que isso é verdadeiro. Basta andar pelas ruas de nosso bairro. Vizinhos que nem se olham no rosto, quando muito dão um “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”. Alguns até têm a “preocupação” de perguntar se vai “tudo bem”, mas estão tão apressados que nem esperam para saber a resposta. Não existe um diálogo fraterno, apenas um monólogo indiferente. Essa situação não é muito diferente em alguns lares, onde a demonstração de amor e entrega transformou-se em indiferença e disputa. Ninguém se entende. Não há diálogo. Quando não se tratam com gritaria e ofensas, muitas vezes nem conversam.
No trabalho nem precisamos comentar muito. A maioria quer o lugar do chefe ou do patrão. Todos querem ter uma condição de vida melhor. Muitos dizem: “Foi para isso que estudei? Eu trabalho feito louco e no fim acabo fazendo tudo, e esse idiota (referido-se ao superior) não faz nada e ganha três vezes mais do que eu.”
Esse era também o ambiente na época em que Davi escreveu esse Salmo e é nesse mesmo contexto que vivemos em nossos dias. Época de maldades sem limites, onde a vida humana não vale absolutamente nada. Época onde se tira a vida do semelhante por puro prazer e no caso de nosso país pela certeza da impunidade, principalmente por parte dos adolescentes.
Esse Salmo nos ensina algumas coisas acerca do que podemos esperar do amanhã.
Em primeiro lugar, ensina que apesar da maldade do homem, Deus continua a vir ao seu encontro.
Deus tem prazer em abençoar, isto é fato incontestável para nós que cremos na Sua existência e por essa razão está sempre procurando uma oportunidade para derramar do Seu Amor sobre nós, independente da condição social, raça, credo religioso ou conhecimento teológico que tenhamos.
Deus é Justiça, Paz, Imutável, Onisciente, Onipotente, Todo-Poderoso, mas o que mais me anima a buscá-LO é saber que Ele é Soberanamente Bom e o tamanho de Seu Amor por nós é inimaginável por nossa mente limitada.
Deus não criou o homem para viver no pecado nem para viver em sofrimento. Não o criou para matar seu semelhante ou para humilhá-lo. Ele o criou para ter uma vida feliz. Criou-o para ter comunhão com Ele, criou-o para o louvor de Sua Glória. Criou-o para ter intimidade com Ele.
Talvez você esteja passando por algumas dessas situações que mencionamos. Se estiver, tenha a certeza de uma coisa: Deus se preocupa com você e vem ao seu encontro todos os dias. Nesse exato momento, aí mesmo onde você está, Ele está ao seu lado para demonstrar todo o Seu amor. Por essa razão abra o seu entendimento. Abra o seu coração porque Ele quer te abençoar grandemente. É da “natureza” Divina: Ele é abençoador e diz a Torá que tudo o que Ele criou é bom, sendo assim você é importante para cumprir os propósitos Divinos em sua vida.
No livro de Jó 28.28, o Eterno nos ensina que: “o temor do Senhor é o principio da sabedoria e o apartar-se do mal é o entendimento.”
Sabemos que ninguém consegue mudar da noite para o dia, mas precisamos começar a mudança o quanto antes. Precisamos dar o primeiro passo e seguir adiante sem nos preocupar com o que deixamos para trás.
Comece a pensar nisto. Comece a mudar os seus pensamentos, o seu modo de falar e agir. Comece a buscar a Deus. Tenha o desejo de mudar, porque dos céus o Eterno está olhando para cada um de nós, procurando quem entenda, procurando se há quem O busque com um coração sincero.
Em segundo lugar, ensina que na busca desesperada de encontrar a Deus acabamos, muitas vezes, nos afastando dEle.
Às vezes, desejando encontrar Deus acabamos trocando os pés pelas mãos. Ao invés de buscarmos a Deus em Espírito, através do estudo de Sua Palavra, da oração e do cumprimento das ordenanças que nos deixou, acabamos tentando buscá-lO através de doutrinas e movimentos que nada têm de comunhão com Ele.
Às vezes, no desejo de buscar uma coisa boa, prazerosa e espiritual, acabamos encontrando coisas ruins que vão nos conduzir não apenas ao afastamento da presença de Deus, mas até mesmo à morte física.
Hoje em dia existe uma imensidão de doutrinas que se proclamam as mais espirituais ou que garantem que através do cumprimento de seus ensinamentos seremos conduzidos a Deus, mas apesar de algumas delas conterem alguns ensinamentos parciais sinceros, depois de analisados percebemos que estão sempre condicionadas aos caprichos humanos de seus líderes.
Desde que os primórdios da criação, o homem busca aproximar-se de seu Criador. No início, acreditava que pudesse consegui-lo através de sacrifícios humanos e que, em assim procedendo, Deus pudesse se agradar deles. O homem criou inúmeros deuses na esperança de que eles pudessem resolver seus problemas mais íntimos, mas nessa intenção de aproximação, acabou se distanciando ainda mais de Deus.
Hoje, ainda existem doutrinas que tentam se aproximar de Deus através das observâncias mais esdrúxulas e sem o menor sentido. Existe uma enxurrada tão grande de seitas que seriam necessários bilhões de deuses para que cada um pudesse ter o seu próprio deus, como acontece na Índia e em tantos países.
Na Índia existem milhões de deuses, cada família tem o seu. Eles veem Deus nos insetos, aves, animais. Se olhassem para essas criaturas como tendo sido criadas pelo verdadeiro Deus, estariam certas, mas erram ao crerem que elas são o próprio Deus.
Em terceiro lugar, ensina que Deus é a nossa salvação, o nosso socorro bem presente.
Davi lança um grito desesperado, esperando o socorro Divino no versículo 7, quando diz: “Tomara de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o SENHOR restaurar a sorte do seu povo, então, exultará Jacó, e Israel se alegrará.”
Apesar conhecer até que ponto iria a maldade humana, Davi esperava confiantemente que Deus enviaria um redentor para o povo e desejava que isso ocorresse o quanto antes.
Deus conhece o sofrimento do homem e quer esta aproximação e está sempre aguardando com os braços e ouvidos abertos para atender ao clamor dos que O buscam com inteireza de coração e desejo sincero de mudança.
O que é que Deus exige de nós?
Financeiramente: NADA. Materialmente: NADA.
O que exige de nós é o cumpramos os ensinamentos que nos entregou. Ele exige de nós uma mudança de vida. Quer o nosso coração entregue totalmente a Ele.
O mundo chora as suas crises. Se buscarmos, veremos que hoje mesmo em diversas partes do mundo muitos estão passando por elas e não sabem como enfrentá-las e vencê-las.
São crises existenciais de pessoas que não veem perspectivas para suas vidas. Encontram-se perdidas em meio a conflitos íntimos e não sabem a quem recorrer ou em quem confiar.
Muitos dizem não haver amanhã para o ser humano. São os pessimistas de plantão, mas estão redondamente enganados porque a Torá nos ensina que Tudo que o Eterno criou é bom e tem um propósito. Nada na criação foi por acaso ou não estava nos planos Divinos.
A coroa da criação é o ser humano, sendo assim o cuidado do D”us para conosco é constante.
O que podemos esperar do amanhã se O buscarmos? Sempre o melhor, nada menos que isso!
Que o Eterno te abençoe e te guarde em todos os momentos e que seu amanhã seja de paz, alegria e muita comunhão com Ele.


(בן  ברוך) Ben Baruch