domingo, 4 de agosto de 2013

O silêncio das palavras


O silêncio das palavras

Frequentemente encontramos pessoas que por terem facilidade para se expressar, acabam falando muito mais do que deveriam. Ufanam-se por dominarem o idioma e criticam os que têm pouca ou nenhuma cultura. Invariavelmente, essas pessoas se sentem as mais importantes do mundo, mesmo quando exprimem suas ideias em terreno desconhecido.
Quando estão diante de situações adversas procuram conduzir o diálogo para terrenos que conhecem, fazendo com que todas as atenções sejam canalizadas nelas, que os holofotes as iluminem e que os presentes possam “usufruir” de toda a capacidade e brilhantismo com que seus conceitos e conhecimentos são expostos. Já dizia tão brilhantemente inspirado o Rei Salomão: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade.” (Ec 12.8). Sim, pura vaidade, pois mesmo que essas pessoas possuam a capacidade intelectual que dizem possuir, deveriam espalhá-la de forma construtiva, a fim de que todos pudessem se beneficiar.
Pessoas assim, normalmente falam mais do que deveriam e acabam despertando em seus ouvintes um misto de admiração por um lado e de indiferença por outro, pois monopolizam em torno de si a atenção dos presentes e muitas vezes falam tanto que seus interlocutores simplesmente são forçados a ficarem calados; aquilo que inicialmente deveria ser um diálogo transforma-se em um monólogo cansativo e desagradável.
Existem momentos em que o silêncio é a maior das virtudes e pode nos ajudar muito mais do que a verbalização do que pensamos.
Manejar o silêncio é mais difícil que manejar a palavra. Lembre-se: “Melhor ser senhor de seus pensamentos do que escravo de suas palavras!”
Como nos ensina Salomão:
“Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens; veio contra ela um grande rei, sitiou-a e levantou contra ela grandes baluartes. Encontrou-se nela um homem pobre, porém sábio, que a livrou pela sua sabedoria; contudo, ninguém se lembrou mais daquele pobre. Então, disse eu: melhor é a sabedoria do que a força, ainda que a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas. As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos.” (Ec 9.14-17)

Saber ouvir é tão importante quanto falar. Pense nisso! Ouça com atenção e quando solicitado a dar sua opinião, faça-a de forma clara, para que todos entendam e possam dela se beneficiar.


Muita paz a todos!

Ben Baruch

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