segunda-feira, 20 de maio de 2013

Nunca perca a esperança!!


Nunca perca a esperança!!

Muitos, antes de conhecerem a Deus, costumam dizer que a única coisa da qual tinham certeza absoluta que aconteceria era a morte física.
Dizemos frequentemente que a nossa vida pertence a Deus, mas não nos damos conta do valor que estas palavras têm em si mesmas.
Ao lermos o texto de 2 Reis 4.8-35 nos deparamos com a história de uma mulher que, por ser cordial e temente a Deus, acabou sendo abençoada por Ele através da vida do profeta Eliseu e do drama que a acometeu com a morte de seu único filho.
Diz o texto que sempre que o profeta Eliseu passava pela Cidade de Suném, uma rica mulher oferecia-lhe pão para que se alimentasse e se fortalecesse para o restante de sua viagem.
Depois de um tempo, conversou e convenceu seu marido a deixá-la construir um aposento com móveis e uma cama preparada para que Eliseu pudesse descansar e se alimentar antes de seguir viagem, pois via nele as qualidades de um verdadeiro homem de Deus.
Eliseu queria retribuir o favor àquela bondosa mulher, mas não sabia como, pois sendo abastada financeiramente, nada havia em suas posses que pudesse pagar pelo bem que ela sempre lhe prestara. Foi então que seu servo Geazi o informou que ela não tinha filhos e sendo seu marido avançado em idade era bem provável que acabasse tornando-se viúva e sem filhos.
De posse desta informação e sem que a bondosa mulher lhe pedisse algo, disse-lhe que em breve teria uma criança em seus braços.
Um ano se passou e uma criança nasceu, conforme a palavra do profeta. Ela cresceu e num determinado dia ao encontrar-se com seu pai no campo, sentiu-se mal e foi conduzida de volta à sua casa para que se recuperasse, mas isso não aconteceu.
Deitado no colo materno veio a morrer.
Sua mãe, crendo que a cama que havia providenciado para o profeta Eliseu pudesse ser abençoada por ser o local de descanso do mesmo, deita seu filho sobre ela na esperança de que recuperasse a vida, mas isso também não aconteceu.
O clima naquela casa era de profunda tristeza. Uma mulher vê seu único filho perecer sem que nada pudesse ser feito em seu favor.
Para aquela mãe o mundo havia desabado sobre sua cabeça. Ela via diante de seus olhos o corpo inerte daquele em quem depositara todas as suas esperanças. Seu marido já tinha uma idade avançada e caso viesse a ficar viúva e sem filhos, certamente passaria por dificuldades, pois naquela época, a mulher tinha submissão total ao homem. Para alguns rabinos as mulheres não tinham alma e uma viúva sem filhos acabava dependendo exclusivamente da caridade pública.
Junto com a madeira que envolveria seu único filho, a terra cobriria também todos os sonhos acalentados por aquela sofrida mãe.
Diante desta situação decidiu ir pessoalmente encontrar-se com o profeta Eliseu para que este ressuscitasse o seu filho.
Quando o profeta recebeu aquela pobre mulher, o Eterno não lhe revelou o que havia acontecido com seu filho, mas percebeu imediatamente o inevitável clima de tristeza e, por que não dizer, de desespero que invadia o coração daquela pobre mãe.
Depois de relatar-lhe tudo o que havia ocorrido e movido de íntima compaixão por aquela mulher que tantos benefícios lhe havia concedido, envia seu servo para que colocasse seu bordão sobre o menino para que de nada adiantou. O menino permanecia inerte.
Diante do desespero da mãe, Eliseu não ficou somente no consolo aparente, mas foi até a sua casa e depois de fechar a porta ficou apenas com o menino. Orou ao Senhor e deitou-se sobre o corpo dele. Nada aconteceu. Eliseu anda de um lado para o outro do quarto e novamente se deita sobre o menino. Dessa vez o Senhor o atende. O menino espirra por sete vezes e abrindo os olhos retornou à vida.

Quantas vezes achamos que a morte física é a única saída para o estado de dificuldades pelas quais estamos passando?
Se isso estiver acontecendo com você nesse momento, não chore, nem se entregue ao abatimento e à prostração. Saiba que Deus nos chama para sermos consolados por Ele.  A pergunta é: Estamos ouvindo a sua voz ou continuamos nos lamentando, acreditando que não há saída para a nossa situação?
Mesmo diante da indiferença de seu marido que não achava oportuno chamar o homem de Deus para que curasse seu filho, aquela mãe angustiada e sofrida não se abateu e foi ao seu encontro.
Se você acredita que nada mais poderá te consolar e te colocar em pé em razão dos sofrimentos pelos quais tem passado ou acredita, erroneamente, que a vida perdeu a graça e que não vale mais a pena viver diante das dificuldades que surgem a todo instante em seu caminho, saiba que Deus cura as feridas e as mágoas que carregamos e nos conduz em alegria. Não existem impedimentos para nos relacionarmos com Ele quando estamos dispostos a fazê-lo.
O menino da narrativa abriu os olhos e recuperou a vida.
A mãe do menino, agradecida pela bênção recebida, prostrou-se aos pés do profeta para agradecer-lhe. Certamente em lágrimas pelo que Deus havia feito por seu intermédio.
E nós, o que temos feito quando somos beneficiados por Deus? Rendemos louvores a Deus, agradecendo pelo que recebemos ou simplesmente viramos as costas como se fossemos merecedores dos favores Divinos e seguimos o nosso caminho como se nada tivesse acontecido?
Que possamos todos os dias perceber essas manifestações Divinas em nossas vidas e nos transformemos para podermos devolver-lhe toda a Honra, Glória e Louvores merecidos por Ele.
Quando acharmos que a morte é inevitável e que não há mais esperanças para solucionar nossos dramas, enfermidades e dificuldades de toda espécie, procuremos olhar para dentro de nós mesmos a fim de encontrar em nosso interior a essência Divina de que somos constituídos e nos conectemos ao Eterno, buscando nEle a solução para nossos problemas e incertezas. Ele sempre responde aos que O buscam.
Deus é sempre a nossa esperança de mudança e nEle a certeza de nada nem ninguém pode nos afastar de Seu infinito Amor.
Shalom Aleichem

(בן  ברוך) Ben Baruch

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