sexta-feira, 24 de maio de 2013

A luz de Israel sempre brilhará



Conta-se que, certa vez, ao passar por uma rua de Paris, Napoleão ouviu judeus se lamentarem em uma sinagoga. Era a noite de Tishá b’Av. Entrando na sinagoga, perguntou-lhes por que choravam, prometendo vingança contra aqueles que os haviam feito sofrer. Os judeus responderam que era tarde para tanto: a tragédia ocorrera havia muitos séculos. Naquela data, 1700 anos antes, o Templo Sagrado de Jerusalém fora destruído e, o Povo Judeu, exilado de sua terra. Ao ouvir aquilo, Napoleão declarou: “Um povo que, passados quase dois mil anos, se lamenta por sua terra e seu Templo, certamente merecerá vê-lo reconstruído”.

Durante as Três Semanas de Luto, que se iniciam no dia 17 de Tamuz e se encerram no dia 9 de Av, este ano nos dias 8 e 29 de julho, respectivamente, o Povo Judeu lamenta a queda do Templo Sagrado, a destruição de Jerusalém e a sua dispersão pelos quatro cantos do mundo. Durante quase 2.000 anos, vivemos fora de nossa Pátria ancestral, mas a levamos conosco, na memória e no coração, juntamente com a lembrança de nossa Capital Eterna, Jerusalém, e de nosso Templo.

Há uma ligação, eterna e inquebrável, entre a alma coletiva do Povo Judeu, a Terra de Israel e Jerusalém. Há um vínculo espiritual que nos liga a essa Terra. A ligação de nosso povo com a Terra de Israel permeia também a Torá. Praticamente todos os seus versículos a mencionam. Por esse motivo, os que almejavam fundar um Estado Judaico se recusaram a estabelecê-lo em qualquer outro lugar.

Israel é nosso lar ancestral e eterno, é o lugar na Terra onde mais paira a Presença Divina e, acima de tudo, é o segredo para o futuro do Povo Judeu e de toda a humanidade.

Não é apenas o Povo Judeu que não consegue viver sem a Terra de Israel. Eretz Israel também sofre com a ausência de seu povo. Evidência disso é que durante os 2000 anos de exílio judaico, a Terra foi negligenciada, tornou-se árida, e em nenhum momento de sua história foi um país soberano.

Neste último Yom Yerushalaim, Dia de Jerusalém, o Presidente Shimon Peres declarou que, ao longo dos últimos 4000 anos, 22 impérios tentaram conquistar Jerusalém. Contudo, apenas o Povo Judeu fez da cidade a sua capital: foi o Rei David quem escolheu Jerusalém como a capital do seu império. Desde a queda de Jerusalém, a Cidade Sagrada, nunca mais foi declarada capital de nenhum outro país. Foi apenas com a criação do Estado de Israel que Jerusalém reconquistou seu lugar de honra como sede de governo de um país soberano. Muitos povos declaram seu amor por Jerusalém, mas apenas os judeus sempre a consideraram sua Capital Eterna.

É interessante notar que não são apenas os judeus os que creem que a presença judaica na Terra de Israel, particularmente em Jerusalém, seja o segredo para a redenção da humanidade. Milhões de cristãos ao redor do mundo apoiam Israel por acreditar que o retorno dos judeus a Israel seja uma condição necessária para a chegada da era utópica para toda a humanidade.
Ao mesmo tempo, não nos deve surpreender o fato que aqueles que alimentam a escuridão no mundo, sonhem em extirpar os judeus de lá.

Mas apesar dos desafios e ameaças, a luz de Israel se torna cada dia mais forte e Israel há de triunfar sobre toda a escuridão.
Vicky Safra

Fonte: Revista Morashá

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