sábado, 28 de julho de 2012

Deus não me ama! Ele nunca me atende!!


DEUS NÃO ME AMA! ELE NUNCA ME ATENDE!!

Não é preciso ser um “expert” em antropologia, sociologia ou até mesmo psicologia para afirmar que os dias nos quais vivemos é palco de uma série de dificuldades e incertezas nunca antes presenciadas com cores tão vivas e frequentes. A violência, o desemprego, a aflição, a insegurança da grande maioria da população, tanto nos grandes centros urbanos quanto nos menores municípios é de conhecimento público, pois todos nós sentimos na pele os seus danosos efeitos.
Muitos podem pensar que esse é um problema setorial, restrito ao nosso país, o Brasil, mas não é. É um problema social de amplitude global. Esse quadro não tem se restringido a países sub ou em desenvolvimento, mas ocorre com muita frequência em países desenvolvidos e, em relação a alguns aspectos, de forma ainda mais intensa.
Diante deste quadro de adversidades e conflitos desesperadores, podemos encontrar dois grupos de pessoas que andam por caminhos diametralmente opostos, no que tange às suas posturas e reações:

1º - O grupo daqueles que não conhecem a Deus:
Não são poucas as pessoas que, no desejo de minimizarem a aflição e a angústia que parecem teimar em fazer parte do seu dia a dia, acabam batendo de porta em porta em busca de socorro, ou quem sabe, apenas um pouco de alívio, uma simples trégua que poderia ajudá-las a reequilibrarem suas emoções, fazendo com que pudessem retomar a suas vidas; mas que, diante da recusa de muitos em ajudá-las e vendo não poucas vezes os seus familiares passando por necessidades e privações, que parecem não ter fim, acabam, num ato impensado ou, quem poderá julgar, até mesmo por desvio de caráter, ocasionado pelo desespero, partindo para atos condenáveis como roubo, prostituição e tantos outros delitos para conseguirem levantar os recursos necessários à própria sobrevivência e a de seus familiares.
Apontar o dedo em sinal de acusação e estabelecer a sentença exige muita responsabilidade e conhecimento de todos os aspectos da situação, coisa que na maioria das vezes desconhecemos e isso nos torna impotentes para ajuizar a sentença. Mas quem somos nós para estabelecê-la? Quem somos nós para julgar ou até mesmo avaliar o que passa na cabeça e no coração de uma pessoa desequilibrada e desorientada numa situação como esta? Muitos ao não conseguirem alcançar seus objetivos, chegam às raias da loucura e terminam por cometer até mesmo o suicídio.
Esta é a posição de muitos daqueles que não têm a Deus em suas mentes e corações. É a atitude das pessoas que colocam as suas ansiedades e expectativas em si mesmas, e quando não conseguem atingir seus objetivos se desesperam e se entregam a atos que muitas vezes condenariam se fossem analisá-los no comportamento alheio.

2º - O grupo dos que conhecem e buscam intimidade com Deus:
Quando se vêem em aflição buscam ao Senhor. Oram, jejuam, clamam entre lágrimas de sofrimento e de esperança, desejando que Ele lhes conceda o livramento.
O Senhor com certeza ouve a nossa oração e conhece a sinceridade do nosso coração. Mesmo antes de abrirmos os nossos lábios, Ele sabe o que vamos pedir e o de que realmente necessitamos.
Muitas vezes pedimos coisas que não seriam boas para nós e parece que Ele não responde às nossas orações. Se isso estiver ocorrendo com você, não se abata! Ele sabe melhor que nós o de que verdadeiramente necessitamos.
Mas será que a resposta de Deus satisfará a nossa vontade? E se Ele disser não? Estamos preparados para nos submeter à Sua vontade?

Temos na Palavra de Deus um exemplo “vivo” que pode nos ajudar a entender esse agir de Deus na vida dos que O buscam e servem.  Ele pediu o ato extremo: a própria morte. Estamos falando do profeta Elias.
Elias havia desafiado e saíra vitorioso diante de uma disputa épica contra os profetas de Baal e todo o séquito de admiradores de Jezabel, esposa do Rei Acabe, mas essa vitória causou a ira da rainha que ordenou que seus soldados matassem Elias. Este, num ato puramente humano, a que todos estamos sujeitos, mesmo homens de muita fé diante de situação semelhante, fugiu, escondeu-se e num ato extremo de medo e desesperança pediu para si a própria morte: “Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais.” (1 Reis 19:4 )
Todos conhecemos o poder, a vida e a importância do profeta Elias para o Povo Judeu. Esse homem que teve sua vida totalmente dedicada ao serviço do Eterno, não foi ouvido por Ele em sua desesperada oração, mas, apesar de suas dúvidas e incertezas o Eterno o preservou porque os planos que a ele estavam destinados ainda eram muito grandes.

É PECADO PEDIR? Não, não é pecado pedir, mas é importante saber receber e principalmente aceitar a resposta de Deus!!
É inegável que Deus se preocupa conosco. Deus, através do seu infinito amor, pode nos conceder tudo. Afinal, Ele é o Criador e Senhor de todas as coisas.
Deus pode nos conceder bens materiais, conforto, estabilidade financeira e tantas outras coisas que a maioria das pessoas busca e entende como sendo o melhor para suas vidas, mas existe um outro aspecto nas bênçãos que o Senhor nos concede e que muitos esquecem ou até mesmo desconhecem.
Quando Davi retomou a Arca da Aliança que estava em poder dos filisteus e a trouxe para Israel, Mical, filha de Saul e esposa de Davi, que representa nesse caso o olhar de reprovação do mundo, diz que ele estava ridículo com aquela estola sacerdotal, dançando e mostrando-se diante do povo. Ela não era capaz de compreender a alegria que invadira o coração de Davi.
O Salmista nos ensina que: “pode o choro durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer”. (Sl 30.5)
Não importa o tamanho da dificuldade que você esteja passando, creia que pela manhã as coisas irão se alterar. Talvez você não consiga resolver imediatamente o seu problema, mas com alegria no coração e com a mente tranquila Ele conseguirá falar com você, mostrando-lhe o melhor caminho a seguir.
Quando você clamar ao Senhor e parecer que a Sua resposta demora ou que Ele não vai lhe conceder o seu pedido da forma como você quer, não se levante a reclamar e a murmurar, dizendo que “Deus não te ama e nunca te atende”, mas continue orando ao Senhor, buscando sabedoria para entender os Seus propósitos para sua vida.

Se você que está lendo essa simples reflexão, faz parte do grupo dos que amam e buscam a Deus, estiver passando por lutas que parecem intermináveis não se desespere, pois com certamente o Senhor lhe mostrará a direção a seguir e em breve ela se reverterá em bênçãos e você poderá testemunhar ao mundo o imenso amor e cuidado desse Deus maravilhoso a quem servimos. Não cesse de buscá-Lo, a resposta do Senhor não tarda para os que O buscam com sinceridade.

Se ao contrário, você fizer parte daqueles que ainda não amam e buscam a Deus e estiver passando por lutas e conflitos íntimos, perguntando-se se Deus realmente existe e se preocupa com os que O buscam, compreenda que muitas vezes Ele permite que você passe por essas dificuldades para que possa alcançá-lo. Deus não tem prazer no sofrimento nem na morte de ninguém como nos fala a Sua Palavra, a Bíblia, em Ezequiel 18:32: “Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus, convertei-vos, pois e vivei”.
Por isso meu querido amigo (a) se você já tentou de tudo e não viu solução para o seu problema, nem descanso para o seu coração, estude a possibilidade de entregar os seus caminhos (vida) a Deus. Faça uma experiência com o Senhor. Eu garanto que sua vida vai mudar e que a angústia e a dor que ferem a sua alma vão passar. Não acredite apenas porque estou falando, acredite porque a Palavra de Deus é quem nos garante isso. Disse o Salmista Davi no Salmo 37:5 : “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele,e ele tudo fará”
Se você sentiu no seu coração o desejo de entregar-se a Deus, faça-o. Não espere mais tempo. Ele aguardou ansiosamente por este momento!
Entregue o seu coração e a sua vida a Ele e deixe que Ele cuide de você e dirija seus passos. Ele te mostrará o quanto você é importante e revelará todo o amor que deseja derramar sobre a sua vida.
Confie nEle. Ele é Fiel para cumprir a Sua Palavra. Nele podemos confiar sempre.

Querido amigo(a) se você optou por seguir ao Eterno eu quero parabenizá-lo(a), pois foi a decisão mais importante que você tomou na vida. Eu o(a) convido a conhecer o que Deus tem para você. Estude sempre a Palavra de Deus, a Bíblia. Nela você encontrará tudo o que necessita para ter uma vida vitoriosa.

Que o Senhor te abençoe ricamente.

(בן  ברוך) Ben Baruch
                                   

domingo, 22 de julho de 2012

Família: Instituição Divina em sua plenitude


Família: Instituição Divina em sua plenitude

Décadas atrás, alguns “profetas” de plantão estabeleceram que a instituição “família” chegaria ao fim. Com certeza não faltaram adeptos que procurassem colaborar para que este “vaticínio” se concretizasse.
Os tempos mudam, a civilização evolui, a ciência progride e a capacidade intelectual dos habitantes do planeta se desenvolve a cada dia, fazendo com que conquistas tecnológicas, tidas como de “última geração” tornem-se ultrapassadas em apenas alguns meses e às vezes uma semana depois de colocadas à disposição da sociedade.
Todas essas conquistas, todavia, são passageiras e sujeitas muito mais às interferências do homem do que propriamente de Deus, mas apesar desses altos e baixos, dessas idas e vindas do saber humano, a família permaneceu e permanecerá para sempre, mesmo que sufocada pelos modismos e desprestigiada por um grupo minoritário de homens e mulheres que desejam ditar “novas fórmulas” para que ela se mantenha “atualizada”.
A família é uma instituição Divina e sem ela a sociedade não sobrevive. A maior demonstração de sua força está exatamente no amor dos que a ela são agregados. Esse amor faz com que sobreviva a tudo e a todos, porque partindo do Criador, faz com que todos convirjam a Ele.
Muitas pessoas preferem exaltar a Justiça Divina como se fosse Seu principal atributo. Eu, todavia, entendo que todos os atributos Divinos alcançam a mesma escala: Infinita.
Se apenas um de Seus atributos não estiver nessa Infinita condição, certamente não estaremos falando acerca de Deus, mas acerca de qualquer deus “levantado” e promovido pelo mesmo segmento da sociedade que tem buscado minar a instituição familiar através de conceitos deturpados e muitos deles supostamente amparados pela “vontade” Divina.
Os atributos Divinos certamente não podem ser mensurados por nossa limitada capacidade intelectual ou espiritual, mas se pudesse dizer qual deles fala mais de perto ao meu coração eu não tenho dúvidas em afirmar que escolho, sem detrimento dos outros, o Amor.
Ao longo da existência humana Deus tem demonstrado o quanto nos ama e mesmo nos momentos em que somos provados por Ele ou até mesmo confrontados, por mais que venhamos a sofrer dores físicas ou morais, ao alcançar o equilíbrio percebemos que tudo que nos aconteceu foi em nosso próprio benefício e se ao superarmos as adversidades vivermos de maneira diferente, perceberemos que e quanto o Eterno nos ama.
Sou um apaixonado pelo Amor Divino.
Invariavelmente, os que exaltam mais a Justiça Divina como forma de condenação, repressão e isolamento como sendo a forma por Ele empregada para manifestar a Sua vontade, estão na verdade querendo que sua própria justiça – humana – se concretize como se partisse do Criador. Vemos isso com muita frequência nos grupos onde o fanatismo e a materialidade são evidentes, buscando, muitas vezes, através dessa “rigidez” divina exercer a autoridade e subjugação humana do grupo a que pertencem com ares de “espiritualidade” superior.
Aproximemo-nos desse Amor Real que somente o Eterno pode nos oferecer e começaremos a olhar para o nosso irmão de maneira diferente, procurando perceber e valorizar suas virtudes, ajudando-o a corrigir-se de suas faltas, sem, no entanto, exaltá-las e torná-las públicas.
O verdadeiro amor, em minha humilde opinião, passa pela compreensão do erro do semelhante a que todos estamos sujeitos e é por essa razão que Deus permite que pessoas tão diferentes convivam sob o mesmo teto, num aprendizado mútuo, a fim de alcançarem o prêmio maior a que todos almejamos: estar na presença do Eterno e desfrutar de sua amável companhia.
Muita paz e amor a todos.

(בן  ברוך) Ben Baruch

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Intolerância religiosa



Bom dia. E que manhã incomum é esta, porque deve ser a primeira vez na história em que um rabino foi convidado a fazer o Pensamento do Dia por um Arcebispo de Canterbury, o editor convidado de hoje. E há uma história por trás dessa história.

Tudo começou nas noites mais sombrias da História, quando estava ocorrendo o Holocausto. Foi então que o grande Arcebispo de Canterbuty, William Temple, e um grande rabino-chefe, J. H. Hertz, se reuniram para criar o Concílio de Cristãos e Judeus, empenhado a lutar contra o antissemitismo e outras formas de ódio religioso ou racial.

Acho difícil descrever a transformação que ocorreu. Durante quase 2.000 anos judeus e cristãos ficaram divididos por uma barreira de hostilidade e suspeita. Veja só as palavras que isso acrescentou ao vocabulário da Europa: expulsão, inquisição, auto de fé, gueto, pogrom. Quem, conhecendo aquela história, poderia prever que ela seria revertida? E apesar de tudo, foi. Hoje judeus e cristãos podem se encontrar em amizade e respeito, sabendo que, sim, nossas crenças são diferentes, mas ficamos maiores, não ameaçados, por essa diferença. Creio que este é um dos maiores sinais de esperança num mundo ameaçado pela ira e pelo desespero. E agora podemos pegar esta amizade e aumentá-la, para que envolva hindus, sikhs, muçulmanos, budistas e todas as outras fés que formam esta nação, este planeta.

Este ano, 2006, tem sido difícil para a religião. Com muita frequência a face que temos visto no Iraque, Afeganistão, Cashemira, Somália, Sudão, no Oriente Médio e às vezes mais perto de casa, tem sido violenta, de confrontos – lembrando-nos das famosas palavras de Jonathan Swift, que "temos religião suficiente para nos fazer odiar uns aos outros, e não o suficiente para nos fazer amar uns aos outros." Amar uns aos outros além das fronteiras da fé tem sido o grande desafio da vida religiosa.

E atualmente a humanidade está enfrentando seu maior teste desde o Século Dezessete, quando guerras religiosas mancharam a face da Europa. Foi então que nasceu o secularismo – não porque as pessoas deixaram de acreditar em D'us, mas porque pararam de acreditar na capacidade do povo de D'us de viver pacificamente uns com os outros.

Porém judeus e cristãos têm demonstrado que isso pode ser feito; se pode ser feito com uma fronteira, pode ser feito com outras. Podemos realmente escrever um novo capítulo na conturbada história entre as fés, um capítulo que termine em amizade, o maior e mais notável antídoto contra o medo.

Rabino Jonathan Sacks

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sofrimento? Coloque-se na dependência de Deus


Sofrimento? Coloque-se na dependência de Deus

Ao longo da vida tomamos decisões que nos trarão grandes infortúnios em diversas áreas e se pudéssemos voltar no tempo e ver em que condições tomamos certas posturas, verificaremos que na maior parte delas o fizemos sem buscar a orientação do Senhor.
Às vezes nos sentimos confusos diante de certas situações e não sabemos ao certo o caminho que devemos seguir. Isso é comum e acontece com qualquer ser humano.
Em diversas situações seguimos o nosso próprio impulso. Nos achamos autossuficientes em tudo e esquecemos de buscar a vontade de Deus.
Acreditamos em nossa capacidade intelectual e financeira, entendendo que por estarmos respaldados nesses “atributos”, que o mundo considera como ideais, nada poderá nos acontecer.
Frequentemente, quando resolvemos fazer as coisas sem buscar a vontade de Deus, acabamos nos decepcionando e vendo que não conseguimos nada pelas nossas próprias mãos.
Vivemos dias terríveis em que os homens procuram buscar o seu próprio espaço na sociedade e na grande maioria das vezes não têm a menor consideração pelo semelhante e muito menos temor a Deus, que consideram “coisa de gente iletrada e supersticiosa”. Infelizmente muitos ainda pensam assim.
Existem momentos em nossas vidas que nos encontramos tão caídos que parece que tudo está acabado. Momentos em que as nossas forças estão terminando e acabamos não poucas vezes nos perguntando: “Que mal eu fiz a Deus para merecer estar passando por esta situação?” Parece que existe uma conspiração mundial contra nós.
Somos como aquele vale de ossos secos narrados em Ezequiel 37, nos quais não havia vida.
Não temos esperanças no porvir. A vida não tem mais sentido e alguns chegam mesmo a pedir a própria morte; outros mais fracos e desesperados tiram a própria vida. Ouvimos isso a todo o momento nos diversos meios de comunicação.
Existem momentos em que nos sentimos tão abandonados que é como se estivéssemos sozinhos no meio de um deserto, tudo o que vemos à nossa volta é morte e destruição; muito embora estejamos rodeados por milhares de pessoas, quer seja num ginásio de esportes, no meio da rua ou em qualquer outro lugar público, nos sentimos isolados.
Quantas vezes nos sentimos abandonados e sozinhos dentro de nossa própria casa? Nossos pais não nos dão a devida atenção; nossas esposas nem reparam na maneira de nos vestirmos, se estamos ou não barbeados; onde os maridos não têm uma palavra de carinho para as suas esposas e são estranhos muito embora vivam debaixo do mesmo teto por tanto tempo.
Chegamos a um nível de desespero que começamos a colocar a nossa fé em dúvida. Será que Deus realmente existe? Se existe, por que não olha para mim? Será que Ele está tão distante que não pode me ouvir?
Somos ossos secos nos quais não há fôlego de vida. Nos sentimos como se fossemos os maiores sofredores do mundo. Ficamos deprimidos e reclamamos de tudo e de todos.
            Você já se sentiu ou está se sentindo assim? Também se sente abandonado e não sabe a quem buscar?
Tenho uma excelente notícia para você que se sente assim: Saiba que Deus existe e se preocupa com você e que não o abandonou nem o abandonará se você O buscar.
            Neste capítulo 37 do livro de Ezequiel o Senhor leva o profeta a ter a visão de um vale de ossos secos nos quais não havia vida, e pergunta-lhe se porventura ele acreditava que aqueles ossos poderiam reviver.
            Quando estamos olhando para os nossos problemas e nos esquecemos de buscar a Deus, podemos acreditar que a nossa situação nunca vai se alterar, mas isso não acontece quando buscamos estar na dependência dEle.
Olhe para o seu problema, seja ele de que tamanho for e se coloque no lugar do profeta Ezequiel e apresente-o diante do Senhor, o seu problema é o seu vale de ossos secos e o Senhor está fazendo a você a mesma pergunta que fez a Ezequiel: Filho do homem, acaso poderão reviver estes ossos? No lugar de Filho do homem coloque o seu nome: Antonio, José, Maria, João, ou seja lá qual for.
O Senhor está lhe chamando hoje a olhar para dentro de si mesmo e verificar se você ou a sua situação estão parecidos com um vale de ossos secos para transformar essa situação.
Talvez você esteja andando da maneira como a vida o carrega, tocando a sua vida da forma que você consegue. É claro se você está lendo esse artigo você não morreu ainda, mas talvez aquela chama que ardia dentro do seu peito esteja apagada, morta neste momento.
Talvez aquele sentimento de amor esteja amortecido em algum canto do seu coração.
Talvez aquele brilho de alegria que havia nos seus olhos, quando você se colocava nas mãos do Eterno não seja mais o mesmo, talvez esteja opaco.
Talvez as suas noites já não sejam tão apaixonantes como antes, mas deu lugar a um vazio na alma. Um sentimento de perda invadiu o seu ser e você não sabe como fazer para parar este processo de morte que se iniciou na sua vida.
Quero lhe dizer uma coisa meu querido amigo: Se você se colocar na dependência de Deus, nesse momento, Ele estará de braços abertos esperando para lhe dizer que, tenha você a idade que tiver, esteja enfrentando o problema que for: “Eu, o Senhor, estou aqui para fazer com que este vale de ossos secos que há dentro de você se transforme num exército de vida! Hoje Eu vou fazer de você um jardim florido onde a minha graça e o meu perfume possam ser notados por todos que estiverem à sua volta, não importa a distância que as pessoas estejam de você”, e para que isso possa se realizar Ele te concederá pelo menos três garantias para você ser abençoado:

1- O Senhor nos dará vida em abundância
Ele nos Criou à sua imagem e semelhança para vivermos e não para morrermos. Nos criou para termos comunhão com Ele e para que essa comunhão transformasse nossos dias em bênçãos sem medidas. Ele se alegra quando nos alegramos e “vibra” todas as vezes em que nos sentimos plenos da Sua presença.

2- O Senhor nos dará força
Salmo 46.1 nos diz que Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
Salmo 28.7,8- O Senhor é a minha força e o meu escudo, nele o meu coração confia.
Se você reconhecer que o Senhor é a sua força e se colocar diante dEle com humildade, Ele lhe concederá tranquilidade e nada, nem ninguém, poderá intervir. Você vai continuar tendo lutas, mas elas não o destruirão porque o Senhor pelejará por ti.

3- O Senhor nos dará paz que tanto almejamos
Em Zacarias 8.7,8 temos uma promessa e uma garantia do Eterno: “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo, tirando-o da terra do Oriente e da terra do Ocidente; eu os trarei, e habitarão em Jerusalém; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, em verdade e em justiça”.
Quando tudo parecer perdido, creia, confie e entregue-se totalmente ao Senhor. Ele é fiel. Confie nEle. Espere tudo dEle. Ele pode dar tudo a você.
Aonde havia ossos secos, desertos e caminhos de morte passará a ter vida, muita vida, vida em abundância na graça e na presença do Senhor. Creia nisso e não permita que nada, nem ninguém o afaste de buscar a Deus não somente nos momentos de angústia e de incertezas, mas também nos momentos de alegria.
Deus nos ama, nunca duvide disso, e tem o melhor para nós, por isso devemos buscá-Lo incessantemente.
Deus não é Deus de hora marcada, que só irá nos atender em dias e horários específicos, ao contrário, Ele está sempre de braços abertos esperando que O busquemos para que sejamos abençoados.
Normalmente, ao invés de buscarmos a Deus, preferimos consultar o irmão, o vizinho, aquele em quem mais confiamos, porque acreditamos que eles poderão nos ajudar por conhecerem as nossas necessidades e esquecemos de buscar Aquele que verdadeiramente tem a resposta para as nossas vidas: Aquele que nos criou.
Não queremos dizer que devemos nos tornar desconfiados e incrédulos em relação aos amigos, entendendo que eles não podem nos ajudar em nenhuma situação. Nem tanto ao mar nem tanto a terra...
Cremos que os amigos devem se ajudar mutuamente, mas não podemos fazer com que essa ajuda nos afaste de buscarmos em primeiro lugar a vontade e o conselho do Senhor. Um parente ou amigo poderão até mesmo nos dar um conselho que seja inspirado por Deus, mas para que isso aconteça devemos buscar a Deus em primeiro lugar e se você crê que um determinado amigo poderá também lhe ajudar por conhecer de perto o seu problema e por você ter a certeza de que ele é verdadeiramente alguém que pode ser usado por Deus, coloque isso diante de Deus e peça que Ele dê sabedoria e entendimento ao seu amigo, para que o oriente da melhor maneira possível.
Deus conhece cada parte de nosso corpo, cada célula, Ele conhece tudo em nós. E muito antes de abrirmos os nossos lábios para colocar algo diante dEle,  Ele já sabia o que há no nosso coração e estava somente esperando por esse momento para falar conosco.
A Bíblia, na qual creio sem reservas, nos ensina que o Senhor dá aos seus enquanto dormem e de nada adianta sofrermos por antecipação durante a madrugada, pois o nosso livramento vem sempre das mãos do Senhor, por isso devemos buscar sempre estar na Sua dependência. Se procedermos assim não estaremos livres de lutas, mas certamente teremos mais tranquilidade para resolver os nossos problemas.
Não há problema tão grande que o nosso Deus não possa resolver. Faça a sua parte, ore a Deus, confie nEle e descanse, porque a Seu tempo a vitória será alcançada.
Muita paz e que sua vida seja plena em vitórias.

(בן  ברוך) Ben Baruch

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Lutando com a velha pergunta: Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?


É uma velha pergunta: Por que as pessoas boas sofrem e as más prosperam? Pensadores e filósofos de todas as gerações, como também todas as pessoas afligidas pelas causas da existência, se esforçaram para encontrar claridade sobre esse assunto.
Moisés, que era profeta, pediu a D'us: "Me mostre o Seu rosto", representado por "Deixe me ver como as coisas realmente são" e a resposta de D'us foi: "Nenhum ser humano nesta vida pode ver ou apreender o significado dos Meus caminhos." Porém, D'us mostrou a Moisés Suas costas, insinuando que somente o futuro, ou seja, após os acontecimentos, que Ele proverá significado, coerência e perspectiva a tudo.
Existem momentos em nossa vida em que nos sentirmos como se estivéssemos suspensos, à beira de um abismo, quando o mundo parece estar se movendo incontrolavelmente, jogando uma porção de eventos em nós que nos ameaçam. O rei David ,no livro de Salmos, clama a D'us dizendo: "Quando Você esconde Seu rosto, sou lançado neste estado de confusão, a ponto de perder a capacidade de suportar." Em outro lugar ele exclama: "E é só quando Você derrama Sua luz que as coisas se esclarecem, que nosso estado é iluminado."
DOR E DISCERNIMENTO
Eu corri para o hospital onde minha querida amiga Debbie tinha acabado de dar a luz a um bebê com Síndrome de Down. Assim que entrei em seu quarto fui saudado pelo que parecia ser uma reação de contradições – lágrimas que caiam de seus olhos e ao mesmo tempo um grande sorriso que iluminava seu bonito rosto.
"Eu nunca teria escolhido ou pedido este desafio", ela francamente admitiu, "mas se D'us estava procurando por uma casa amável e doce para esta pequena alma, Ele achou o lugar certo."
A resposta repentina de Debbie, se confrontando contra a adversidade, mostra sua atitude corajosa, baseada na fé. Admite que houve a dor e pesar, mas simultaneamente reconhece e concorda com a vontade de D'us, o Onisciente, o Conhecedor de todos os Seres, cuja sabedoria insondável dirige e orquestra tudo o que ocorre em nossas vidas.
A fé não elimina o sofrimento, mas provê uma perspectiva de significado e propósito para as coisas.
O senhor Bertrand Russel, filósofo e agnóstico famoso, em uma conversa com um clérigo, afirmou que não acreditava na existência de um D'us num mundo em que uma criança chorava de dor. O clérigo respondeu que, assim como ele, não acreditava em um mundo em que uma criança chore de dor e não exista nenhum D'us para justificar tudo isto. Obviamente o homem paga suas dívidas em vida. A dor é a sina inevitável da condição humana. A fé não elimina o sofrimento, mas provê uma perspectiva de significado e propósito para as coisas. Permite que tomemos conhecimento que, embora os caminhos de D'us sejam frequentemente impossíveis de se entender, além de nossa compreensão, não são arbitrários ou caprichosos. Eles seguem Seu plano para o destino final do ser humano, o que leva em conta passado, presente e futuro.
Somente um Ser que não seja circunscrito e limitado ao tempo, pode ver o retrato inteiro. Todos nós existimos numa fatia pequena do tempo, fora do contexto, e só temos acesso a um segmento minúsculo do quebra-cabeça enorme que fará sentido somente quando todos os pedaços forem colocados em seu lugar.
PROCURANDO O SIGNIFICADO NO SOFRIMENTO
Meu sogro, de santificada memória, gostava de contar a história de um homem que foi injustamente encarcerado por muitos anos nos tempos do Czar, na Rússia. Antes de começar seu encarceramento, implorou ao guarda para lhe dar algo construtivo para fazer durante sua longa e solitária estadia na prisão. O guarda apontou para uma roda na parede da cela completamente vazia. Ele aconselhou o prisioneiro a girar a roda, de modo que, de acordo com o guarda, ativaria um sistema de irrigação que faria florescer árvores e vegetação. 
Por 20 anos o prisioneiro girou a roda incansavelmente imaginando seus magníficos jardins, resultado de seu trabalho duro. Depois de passado muito tempo, ele foi libertado. Seu primeiro pedido foi para ser levado aos jardins, produto de seus muitos anos de incansável trabalho de girar a roda. Os guardas então riram arrogantemente de sua ingenuidade e lhe disseram que a roda que tinha girado todos aqueles anos não era conectada a nada. 
Ao ouvir esta terrível notícia o prisioneiro imediatamente caiu e morreu. O calabouço e a prisão de muitos anos não destruíram seu espírito, mas não poderia sobreviver sabendo que todos aqueles anos não serviram para nenhum propósito. Realmente, se o sofrimento não tem nenhum significado, a vida é reduzida para nada mais, além de uma piada cruel, e não vale nada o esforço exigido para viver no dia a dia. Como Nietzsche uma vez disse: "Aquele que tem uma razão para viver sobrevive de qualquer modo." 
Existem momentos em que, inicialmente, os eventos parecem ser trágicos ou menos desejáveis, e a história abaixo prova que este é um ímpeto para o crescimento e o desenvolvimento, realmente uma bênção para a vida.
Miriam, uma mulher jovem, muito bonita, que foi afetada por uma doença debilitante e terminal, expressa sua gratidão ao fim de sua longa luta. Ela fez com que a deixassem fazer o que quisesse de sua vida. Antes de sua enfermidade, se encontrava totalmente distraída. Sacudida pela série de acontecimentos, ela ficou sóbria e foi forçada a achar um caminho construtivo de existência e significado dentro dela.
O Sfat Emet, um comentarista Chassidico, explica o conceito de D'us à procura de homem. Ele o vê expressado pelas consequências sofridas por Adão e Eva em seu fatal engano de comer da Árvore do Conhecimento. A dificuldade aparente na narrativa é a de por que a serpente, que foi a responsável por atrair o homem a fazer o ato, foi simplesmente condenada para uma vida de rastejar com sua barriga e a comer somente o pó, enquanto que o destino humano, depois disso, seria de trabalho duro e infinita labuta. "Pelo suor de sua testa você comerá o pão", e "com dor você deve dar a luz" seriam seus destinos. É justo que aquele que cometeu o pecado, a serpente, deveria ser posta à vida, levando-se em conta o fato de que o pó pode ser encontrado em todos os lugares, enquanto os descendentes de Adão e Eva teriam que lutar em todos os aspectos da existência, isto é, para se sustentar, para criar as crianças, etc.? 
O Sfat Emet sugere que a serpente realmente sofreu o último castigo. Ela comeria o pó que está sempre presente e, deste modo nunca mais precisaria responder ou falar com D'us sobre seus atos. Ela nunca teria que erguer sua cabeça ao céus para perguntar a D'us por qualquer coisa. Na realidade, D'us a rejeitou e nunca mais quis ouvir falar sobre ela. 
Em contraste, Adão e Eva e sua descendência inevitavelmente encontrariam os desafios para se alimentar e educar seus filhos. Seus esforços, em última instância, os motivariam a buscar e pedir a D'us, que deseja ter uma relação amorosa com cada um de nós. Não existe destino pior que do que o afastamento de D'us. Frequentemente, a adversidade pode ser um catalisador poderoso para a conexão com D'us. 
Miriam entendeu que sua enfermidade, mesmo sendo dolorosa e desafiadora, era um convite, um despertar, um telefonema de seu amoroso Criador, que a forçou a parar para pensar e avaliar sua vida, entender que estava no caminho errado. No final das contas, deu a ela a oportunidade de, depois de procurar muito por sua alma, criar uma ligação com a fonte de sua vida, o Criador.
O ACIDENTE DE MEU GENRO
Meu genro, Rabino Elimelech Eliezer Ben Hena Fraydel, um Rosh Yeshivá (diretor de um Centro de Estudos americano), estava em Israel, a caminho de Tzfat para conduzir um Shabat inspirador para seus alunos. Ele estava num ônibus fretado com 60 de seus estudantes de rabinato, quando o motorista adormeceu, colidindo num inválido veículo do exército, que estava se preparando para entrar na estrada, e foi lançado pelo pára-brisa. Ele sofreu um dano pesado no cérebro e quatro meses mais tarde ainda estava inconsciente. Ele é pai de 12 crianças. 
Minha filha, Baila, não o acompanhou nesta viagem porque estava no começo de uma gravidez. O rabino Elimelech Eliezer é um mentor para milhares de pessoas. Sua Yeshivá é um exemplo sem igual, um modelo de aprendizado e vivência de todos os aspectos da vida com paixão. Ele é uma imponente figura, muito alta, cuja presença e brilho traziam uma notável alegria e energia onde quer que fosse. "Gevaldig" (incríveis), era sua resposta pronta e consistente para toda investigação sobre como as coisas estavam indo. 
No final das contas, ele não sabia onde estava indo quando partiu em sua viagem. Nenhum ser humano, não importa o quão grande e poderoso seja, pode predizer as circunstâncias de suas vidas. Só D'us sabe e está sob Seu comando. Porém, o que podemos controlar são nossas respostas em relação ao que ocorre conosco. A habilidade de resposta – a habilidade de escolher nossa resposta – é sempre nossa prerrogativa. 
Victor Frankl, em seu trabalho de logoterapia, afirma que até nos campos de concentração, onde a morte era inevitável, havia uma escolha de como se morreria, se era com dignidade e compaixão pelos outros, ou se revoltando contra D'us, comportando-se desumanamente em relação aos outros. A vida nos apresenta diariamente muitos desafios e os recursos de uma pessoa está nas respostas que escolhemos. Alguém habilmente observou que a vida de todo mundo já está escrita de uma forma ou de outra, em uma prisão de limitações. O desafio está então em fazer o que nós focalizamos nas grades que nos confina, ou devemos passar por elas e chegar mais além?
TRANSFORMANDO A FERIDA

Um rei, nos tempos antigos, possuía um diamante de incomparável beleza.
Era o seu tesouro mais estimado. Em tempos de festa, ou quando ele hospedava hóspedes estrangeiros, orgulhosamente exibia seu diamante. Em uma destas ocasiões, quando tirava o diamante da caixa, este caiu no chão e sofreu um feio corte que severamente arruinaria sua extraordinária beleza. O rei, com o coração partido, anunciou que a pessoa que consertasse seu estimado diamante teria todos os seus pedidos concedidos por ele. Mas se ele falhasse, seriam sumariamente executado. 
Artesãos vieram de todos os lugares, mas ao observarem a extensão do dano, se recusaram a tentar. Finalmente um artesão concordou em se empreender na arriscada tarefa. Ele foi provido com um quarto e as ferramentas requisitadas e depois de muito tempo apresentou o diamante para o rei. O rei, ao olhar a peça, deu um suspiro. O diamante ainda tinha o volumoso corte, mas o artesão o transformou em um talo e ao redor dele esculpiu pétalas que formavam uma magnífica flor. Tão surpreendente quanto o diamante era antes, agora ele estava muito mais primoroso e bonito.
Existem pessoas entre nós que são capazes de pegar as feridas da vida e transformá-las em recursos internos, as transformando em forças que as fazem pessoas mais profundas, compreensivas e com mais compaixão do que podiam ter sido caso contrário. 
Mas uma observação deve ser feita. Deve-se tomar nota de que pegar a estrada principal não significa que nós negamos a dor, ou que olhemos para aqueles que estão aflitos e esperamos deles uma devoção total e virtuosa, ou de sermos passivos ao que ocorre com o próximo. Nosso papel é fazer tudo que podemos para minimizar o sofrimento e o infortúnio de nossos semelhantes.
Quando outra pessoa está em crise não é o tempo apropriado para ensinar a fé. Melhor, deve-se aliviar a situação, oferecendo nossos recursos sentimentais, materiais e espirituais.
Alguns pontos para sobrevivência em tempos de crise (D'us nos livre) estão abaixo:
1. Tome cuidado com a pergunta "por que". Isto é, Por que D'us fez isto comigo? Por que devo passar por isto? Estas perguntas frequentemente não nos levam a parte alguma. Talvez uma abordagem mais construtiva seja mudar a pergunta do estilo de "por que" para uma pergunta como "qual e o que". Dadas as circunstâncias, qual é o meu papel? O que D'us quer que eu faça? Qual deve ser minha resposta? Quais metas devo colocar para mim mesmo para sobreviver fazendo disto uma experiência de crescimento?
2. Se Deixe ir e deixe com D'us – a base de todos os programas de 12 passos. Renunciar a ilusão de controle pode ser muito libertador. A advertência de um psicólogo, é que, em muitas instâncias quando as pessoas “se entregam a D'us’', elas passam a ter algumas expectativas de como as coisas deveriam ser. Quando não encontram, perdem rapidamente suas esperanças na capacidade de D'us e voltam para trás. Sua atitude parece ser a de que "eu me entregarei a D'us, desde que Ele faça as coisas do meu modo." Embora "virar a página", ou melhor, "recomeçar", possa soar fácil, é realmente um ato de profunda confiança no qual as pessoas cedem o controle para algo nunca visto antes e, para muitos, incerto. Às vezes, o resultado não é um caminho conveniente, indolor ou claro em direção a resolução do problema, e sim uma longa e sinuosa estrada. “Se Deixe ir e deixe com D'us” é uma frase cativante, mas a verdade é que muitos de nós simplesmente não tem a fé e a coragem para dar um passo mais longo, ou seja, um pulo em algo do qual ainda não têm certeza.
3. A fé é uma resposta aprendida. Não é algo natural a uma pessoa ou uma revelação. Deve se trabalhar duro para desenvolver sua fé. É uma disciplina interna. A palavra em hebraico para fé é 'emunah', que compartilha uma raiz com a raiz, 'emun', que quer dizer treinar. A alma deve treinar para alcançar uma resposta significante. E Isto é feito ao se relacionar com pessoas que são um modelo de fé, grupos de apoio, experiências, lendo materiais, fitas e tendo uma orientação apropriada. A introspecção e meditação podem ser muito úteis.
4. O poder da oração. A oração e a leitura de Salmos são ferramentas poderosas para cultivar o laço mais significante de todas as relações – nossa conexão com D'us. Somente esta conexão nos dará forças para navegar nos testes e tribulações da vida. Muitos Cabalistas e rabinos intuíram que o acidente do meu genro foi orquestrado por D'us a fim de evocar orações mundiais a seu favor. Precisamente, como era amado e honrado nos corações de tantos, foi escolhido para unir as orações de judeus em todos lugares para D'us. Toda pessoa pode começar onde está, e construir pouco a pouco seu dia a dia.
Os sábios do Talmud nos ensinam que o verso no livro de Zachariá, "Naquele dia o Todo-poderoso será Um e Seu Nome será Um", se refere ao tempo em que todos os pedaços do quebra-cabeça estiverem em seu devido lugar, e a luz esclarecedora de D'us iluminará a escuridão. 
Atualmente, em nossos tempos, nós recitamos duas bênçãos separadas. Quando eventos bons acontecem, nós recitamos, "Santificado é Você, D'us, Que é bom e faz o bem." Porém, se a natureza do evento é morte ou infortúnio (D'us nos livre), nós declaramos, "Santificado é Você, o Justo Juiz."
Em nosso mundo de ilusão, isto é o melhor que podemos fazer em meio à dor, ao sofrimento, à perda, e à tragédia. Mas, no futuro próximo, quando formos os beneficiários desta última luminosidade, só haverá uma bênção para tudo, agradecendo a D'us por tudo que é bom. Nós entenderemos então por que todas as coisas tiveram que ser como foram e como são, e que desde o princípio elas foram, em última instância, para nosso bem.
Que este dia chegue rapidamente em nossos tempos.

Rebbetzin Feige Twerski 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vivamos em comunhão com todos.


Vivamos em comunhão com todos.

Comprovadamente, o homem é um ser social e não pode nem consegue viver isoladamente sem que haja em seu interior uma ruptura emocional e espiritual.
Durante a nossa existência podemos enfrentar situações que de uma forma ou de outra nos conduzam a uma indisposição com nossos semelhantes. Quando isso acontece, causa tantos males que sentimos em nosso interior a necessidade de nos reconciliarmos com nossos irmãos. Porém, precisamos entender que mais importante do que nos reconciliarmos é evitar que haja o rompimento das relações amigáveis entre nós e também entre os membros da família, da comunidade, do trabalho, da escola, etc.
Desejamos refletir um pouco sobre a necessidade da comunhão entre as pessoas, pois a partir do momento em que realmente há comunhão em nossas vidas não haverá rompimento de relações e assim não precisaremos nos reconciliar com o nosso irmão.
Sempre utilizo a palavra “irmão”, pois independentemente da fé que professemos, somos todos filhos do mesmo Pai: Deus.
Fomos criados por Deus para vivermos em comunhão e não em atrito com nossos irmãos.
Vivemos um período impar na história da humanidade: nunca estivemos tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes uns dos outros.
A globalização interligou os povos e hoje tomamos conhecimento do que acontece em qualquer parte do planeta quase que imediatamente, independente da distância que estejamos dos acontecimentos. Infelizmente até mesmo algumas guerras puderam ser acompanhadas nas telas de nossos televisores e computadores.
Não há dúvidas de que a Internet tem sido um veículo fantástico para que exista essa aproximação entre as pessoas.
Não são poucos os que, utilizando-se desta ferramenta, localizaram amigos que há tanto tempo não viam e puderam restabelecer a velha amizade, perdida muitas vezes em razão da distância que os separavam, e muito embora nem sempre o contato seja pessoal, já dá para matar virtualmente a saudade. Sem dúvida este foi um grande avanço tecnológico.
Mas ao mesmo tempo em que o homem alcançou toda esta tecnologia, tornou-se também mais egoísta e mais fechado em si mesmo.
Os diálogos familiares são cada vez mais esporádicos e não são poucos os pais que “nem vêem o crescimento de seus filhos”, ou mesmo filhos que não presenciam o envelhecimento de seus pais.
Quantos de nós nos sentimos estranhos em nossos próprios lares?
As conversas ao redor da mesa de refeições deram lugar para os bate-papos virtuais com os amigos e a convivência doméstica perdeu seu elo principal: a comunhão entre seus membros.
Todos nós necessitamos trocar experiências e principalmente amor.
Amor... Talvez esta seja a palavra mais vulgarizada nos dias de hoje. O sentimento puro que ele representa perdeu-se nas noites do tempo. Apesar de muitos até dizerem que se amam isso, em muitos casos, não passa de simples balbuciar de palavras sem analisar o seu verdadeiro sentido. É como se saíssem automaticamente dos lábios de quem as profere.
O mesmo que diz amar o seu semelhante é capaz de, num ataque repentino de fúria ou ciúme, matá-lo em nome de um “amor” que na verdade não passa de orgulho e ego feridos.
Somos chamados por Deus para viver em comunhão com Ele e se assim o desejamos é necessário que aprendamos a ter comunhão também como nosso próximo.
Não é a cultura acadêmica que adquirimos ao longo dos anos que determina o quão estreita é a nossa comunhão com Deus e sim a impressão que Ele deixa em nossas vidas.
Quando as pessoas nos olham conseguem ver o amor de Deus espelhado em nossas atitudes ou simplesmente passamos despercebidos de todos? Quando vemos nosso semelhante abandonado por todos, olhamos para ele com olhar de amor e desejo de ajudar e procuramos exteriorizar esse desejo ou simplesmente passamos para o outro lado da rua e procuramos disfarçar como se ele não existisse?
A impressão que devemos deixar à nossa volta não é exteriorizada através de roupas e costumes, das doutrinas humanas ou das demonstrações de beatitude, como fizeram tantos ao longo da história humana, mas através de uma vida compromissada com Deus e com o amor ao nosso próximo.
Temos testemunhado do amor de Deus ou simplesmente “oramos” para que o Senhor envie alguém, não a nós mesmos, para ajudar nossos semelhantes, esquecendo de que o mais próximo de nosso próximo somos nós mesmos?
Quanto mais falamos a respeito de Deus e de nossas experiências com Ele, mais desejamos a Sua presença e isso se reflete na nossa vida diária. Devemos testemunhar sempre o amor de Deus por suas criaturas, em qualquer oportunidade, lembrando sempre da urgência desta mensagem.
Se procurarmos ter uma vida de comunhão com nossos irmãos, compreendendo suas dificuldades, e também entendendo as nossas limitações, estaremos dando um grande passo para que a vida à nossa volta seja cada dia melhor, e lembre-se de que, muito embora você se ache incapaz de mudar o mundo, você pode começar mudando a si mesmo e dessa forma começará a construir um mundo melhor à sua volta e isso poderá contagiar outros a fazerem o mesmo.
Que a nossa comunhão possa mostrar ao mundo que espelhamos o amor e a comunhão que do Eterno recebemos.

A construção de um mundo melhor começa em nós mesmos. Façamos o nosso melhor, o quanto antes.

Muita paz a todos!

(בן  ברוך) Ben Baruch

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A importância da comunicação na construção do lar


 “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo”. Provérbios 25:11.

São muitos os problemas que afetam as famílias hoje em dia, mas pensamos que o fator ”comunicação”, que envolve uma comunicação errônea, sem tato, sem cortesia, destituída de palavras bondosas e amadoras, bem como o uso de palavras ferinas, agressivas, com um tom de voz condenatório e autoritário, ou até o uso da arma do silêncio, tem contribuído para a infelicidade de muitas pessoas, e a dissolução de lares. Infelizmente, por muitos casais não saberem se comunicar, eles estão contribuindo para o aumento de mais 90% dos problemas conjugais.

Existe uma conexão estreita entre a comunicação e as relações interpessoais. A comunicação e as relações interpessoais são elementos chaves em nosso desenvolvimento pessoal, na percepção do que somos (em potência) e a quê estamos chamados a ser.

A comunicação influencia nosso bem-estar geral. A comunicação está para as relações interpessoais como a respiração está para a vida. O conhecimento do outro, o ir ao encontro do outro e manter relações de “trocas” desenvolve uma autonomia construtiva, criadora, animadora. A vida é comunicação; portanto, comunicar-nos bem é tão necessário para nosso desenvolvimento integral quanto respirar ar puro, a pleno pulmão, é necessário para nosso bom desenvolvimento físico e espiritual.

O próprio Deus viu que a comunicação era importante para vida de seus filhos, pois Ele mesmo procurava-os para com eles conversar: “E chamou Senhor Deus ao homem...”. Gênesis 3:9.

A Importância da Comunicação

O que significa comunicar-se? De acordo com o dicionário de Antônio Houaiss, significa “transmitir ou permutar pensamentos, sentimentos, informação ou fatos semelhantes, oralmente ou por escrito”. Antônio Houaiss – Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa.

A Palavra de Deus diz: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”. Amós 3:3.

Encontramos no processo de comunicação, dois tipos de diálogo:

1. Diálogo Problemático – Um diálogo que não seja cooperativo pode assumir diversas formas. Pode ser combativo, caótico, insuficiente, ou interrompido prematuramente como um meio de evitar um conflito.

2. Diálogo Cooperativo – Um diálogo cooperativo permite o casal juntar informações compartilhar opiniões, para juntos chegarem a um acordo. Quando um casal sabe usar o diálogo cooperativo eles conseguem gostar de ficar juntos, trocar informações com facilidade e trabalhar em conjunto para alcançar objetivos compartilhados

O primeiro passo para uma boa comunicação é uma atitude de aceitação. Se não houver aceitação da pessoa tal como ela é, não haverá possibilidade de comunicação.

No clima da aceitação e do perdão, podemos abrir o nosso coração e deixar que a outra pessoa nos veja sem disfarces, assim como verdadeiramente somos no nosso íntimo.

A importância de atacarmos o problema e não a pessoa

Os conflitos não são necessariamente um mal; podem levar ao crescimento bem como ao desentendimento. Para que os conflitos possam ser solucionados de forma a promoverem a comunicação e não interromper a mesma, existem alguns passos que devem ser seguidos

- Atacar o problema e não a pessoa; falar o que está sentindo e porque está sentindo-se assim; se restringir ao assunto em questão; oferecer sugestões práticas com as críticas, deixando de lado palavras como: “sempre, nunca, ninguém, todo o mundo”, que sendo um exagero, destroem a credibilidade do argumento e colocam a discussão desde o início num plano de irrealidade.
- Deve-se saber ouvir
- Saber falar
- Ter consciência que as palavras podem construir, edificar ou arrasar alguém
- Deve-se exercer o autocontrole
- Recorde as datas importantes
- Façam planos para o futuro
- Peça ao companheiro soluções práticas para seus problemas.

Conversar, ouvir, entender, prestar atenção, ceder, ajudar, perdoar e compartilhar sentimentos, pensamentos e visão: eis os segredos para a felicidade conjugal.

Fonte: Creio.com.br

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Uma chaga chamada orgulho!


Homens, por que vos queixais das calamidades que vós mesmos amontoastes
sobre as vossas cabeças? Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos espanteis, pois, de que a taça da iniquidade haja transbordado de todos os lados.
Generaliza-se o mal-estar. A quem inculpar, senão a vós que incessantemente
procurais esmagar-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência; mas, como pode a benevolência coexistir com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males. Aplicai-vos, portanto, em destruí-lo, se não lhe quiserdes perpetuar as funestas consequências. Um único meio se vos oferece para isso, mas infalível: tomardes para regra invariável do vosso proceder a lei do Cristo, lei que tendes repelido ou falseado em sua interpretação.
Por que haveis de ter em maior estima o que brilha e encanta os olhos, do que o que toca o coração? Por que fazeis do vício na opulência objeto das vossas adulações, ao passo que desdenhais do verdadeiro mérito na obscuridade? Apresente-se em qualquer parte um rico debochado, perdido de corpo e alma, e todas as portas se lhe abrem, todas as atenções são para ele, enquanto ao homem de bem, que vive do seu trabalho, mal se dignam todos de saudá-lo com ar de proteção. Quando a consideração dispensada aos outros se mede pelo ouro que possuem ou pelo nome de que usam, que interesse podem eles ter em se corrigirem de seus defeitos?
Dar-se-ia o inverso, se a opinião geral fustigasse o vicio dourado, tanto quanto o vicio em andrajos; mas, o orgulho se mostra indulgente para com tudo o que o lisonjeia. Século de cupidez e de dinheiro, dizeis. Sem dúvida; mas por que deixastes que as necessidades materiais sobrepujassem o bom senso e a razão? Por que há de cada um querer elevar-se acima de seu irmão? Desse fato sofre hoje a sociedade as consequências.
Não esqueçais que tal estado de coisas é sempre sinal certo de decadência moral. Quando o orgulho chega ao extremo, tem-se um indicio de queda próxima, porquanto Deus nunca deixa de castigar os soberbos. Se por vezes consente que eles subam, é para lhes dar tempo a reflexão e a que se emendem, sob os golpes que de quando em quando lhes desfere no orgulho para os advertir. Mas, em lugar de se humilharem, eles se revoltam. Então, cheia a medida, Deus os abate completamente e tanto mais horrível lhes é a queda, quanto mais alto hajam subido.
Pobre raça humana, cujo egoísmo corrompeu todas as sendas, toma novamente coragem, apesar de tudo. Em sua misericórdia infinita, Deus te envia poderoso remédio para os teus males, um inesperado socorro à tua miséria. Abre os olhos à luz: aqui estão as almas dos que já não vivem na Terra e que te vêm chamar ao cumprimento dos deveres reais. Eles te dirão, com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas da vossa
passageira existência são mesquinhas a par da eternidade. Dir-te-ão que, lá, o maior é aquele que haja sido o mais humilde entre os pequenos deste mundo; que aquele que mais amou os seus irmãos será também o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da sua autoridade, ver-se-ão reduzidos a obedecer aos seus servos; que, finalmente, a humildade e a caridade, irmãs que andam sempre de mãos dadas, são os meios mais eficazes de se obter graça diante do Eterno. - Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)