quarta-feira, 30 de maio de 2012

Até quando Senhor?


Até quando Senhor?

O mundo tem presenciado catástrofes em várias partes e apesar de se manifestarem em níveis e graus generalizados e nunca imagináveis pela maioria das pessoas comuns, parece que o coração do homem também aumenta na mesma proporção para a desumanidade.
É certo que os dias em que vivemos foram preditos pelos profetas e os vemos descritos ao longo dos textos bíblicos.
No passado, quando catástrofes ocorriam, não poucas vezes os povos de uma determinada região eram totalmente exterminados em razão da fragilidade de suas habitações ou mesmo da incapacidade que tinham de prever tais acontecimentos, e mesmo diante desses fatos, os sobreviventes que tomavam conhecimento do ocorrido, pouco ou nada se modificavam, quer moral, quer espiritualmente.
A situação hoje não se alterou muito, pois apesar de todo avanço tecnológico, o coração do homem continua o mesmo: egoísta, insensível, alheio às recomendações Divinas, indiferente ao sofrimento alheio, avarento em relação aos que sofrem com a fome e com o frio e principalmente cruel em relação aos que necessitam e não têm a quem recorrer.
Os que procuram espiritualizar todos os seus atos e têm a Bíblia como regra de fé e prática, esquecendo-se de que também são seres humanos e ainda vivem as mesmas vicissitudes físicas que os demais, entendem que pelo fato dos acontecimentos trágicos pelos quais tem passado a humanidade estarem descritos na Bíblia estes não podem ser modificados ou cancelados, sendo antes a concretização do “plano Divino” para a raça humana e por essa razão não fazem nada para ajudar os que sofrem. Quanta desumanidade diante do dom da vida que lhes foi concedido por Deus, em quem costumam colocar toda a culpa por esses acontecimentos!!!
Para outros, tão preocupados com os afazeres cotidianos, a “pouca” ajuda que poderiam dar de nada adiantaria em razão da grande quantidade de miseráveis que aparecem todos os dias em todos os lugares, até mesmo “muitas vezes” às portas de suas casas. Quanta crueldade em relação a seus irmãos que assim como eles também foram criados à imagem e semelhança de Deus!!!
Outros ainda, tão “desamparados” que são das bênçãos da riqueza material, acreditam que o pouco com que poderiam colaborar, seria tão “insignificante” que nem valeria a pena tentar e por essa razão omitem-se, chegando mesmo a “orar a Deus” para que o “cálice da ajuda” lhes seja afastado dos lábios, ou antes dos bolsos, que como dizem “é o membro mais exposto do ser humano, pois quando é tocado, todo o corpo sente um calafrio”. Quanta insensatez diante das possibilidades que o Senhor lhes concedeu para minimizar o sofrimento alheio, que muitas vezes necessita muito mais de uma palavra de consolo ou um ombro amigo do que uma cesta de alimentos!!!
E o que poderíamos falar em relação aos governantes mundiais, que mesmo prevendo catástrofes terríveis com seus aparatos tecnológicos, não movem uma palha para impedir que as pessoas, principalmente as menos favorecidas, sejam vitimadas por elas? Quanta ingratidão diante do poder temporal que lhes fora entregue pelo Criador de todas as coisas, com a finalidade de promover a igualdade entre os Seus filhos!!!
A pouco mais de dois anos, vimos os sofrimentos pelos quais passaram nossos irmãos do Haiti e infelizmente, vimos também pessoas sendo presas pelas autoridades internacionais porque estavam tentando fazer contrabando de crianças ao invés de adotá-las. O fim que desejavam dar a elas, até o falar nos causa náuseas, por essa razão preferimos louvar a Deus pelo livramento que Ele concedeu àquelas crianças que foram resgatadas a tempo e pedir a Ele que promova o resgate daquelas que já haviam deixado o país e lhes conceda um lar decente onde possam ser amadas por seus novos pais.
Observando a maldade nos corações humanos Davi escreveu em um de seus Salmos:
“Até quando, SENHOR, os perversos, até quando exultarão os perversos? Proferem impiedades e falam coisas duras; vangloriam-se os que praticam a iniquidade. Esmagam o teu povo, SENHOR, e oprimem a tua herança. Matam a viúva e o estrangeiro e aos órfãos assassinam. E dizem: O SENHOR não o vê; nem disso faz caso o Deus de Jacó.” (Salmo 94.3-7).

Assim como o Salmista, também perguntamos e oramos ao Senhor:
Até quando Senhor, teremos que presenciar essa situação humilhante e degradante por que passam tantos de nossos irmãos espalhados por esse mundo que criaste?
Até quando Senhor, veremos a felicidade nos lábios de homens cruéis que se locupletam diante do sofrimento do próximo?
Até quando Senhor, veremos o coração de uma mãe esfacelado ante o choro de um filho faminto, sem que ela possa suprir-lhe ao menos a necessidade básica da vida orgânica?
Até quando Senhor, presenciaremos a arrogância de nossos governantes que, negligenciando o juramento que fizeram diante de Ti e daqueles que os elegeram, preocuparem-se muito mais com o bem estar de seus familiares do que com os milhões de necessitados do mínimo que seja, que buscam apenas sobreviver?

Em seus corações insensíveis eles dizem que o Senhor nada vê, mas nós sabemos que nada foge aos Teus olhos de amor e ao Teu cetro de justiça e é por essa razão que rogamos a Ti Senhor: dá-nos um coração sensível que possa sentir o sofrimento do nosso irmão, um olhar amoroso que veja nele um igual e mãos operosas que labutem em favor deles para minorar os seus sofrimentos e reconduzi-los à Tua presença para que Te louvem e Te glorifiquem pelo livramento concedido.

(בן  ברוך) Ben Baruch

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A Verdade busca seguidores.



A Verdade busca seguidores.

Frequentemente, vejo postagens nas redes sociais, onde as pessoas seus pontos de vista, quer seja escrevendo ou compartilhando postagens de amigos, de pessoas públicas ou ainda de celebridades, e os que comentam, muitas vezes usam a expressão: “é verdade...” para demonstrar que concordam com o que foi escrito.
Vivemos dias em que a palavra “Verdade”, tem sido empregada a todo o momento de forma indiscriminada, como se nada representasse.
As pessoas não conseguem simplesmente expressar suas ideias, seus pensamentos, contar ou comentar algum acontecimento no qual se envolveram ou ouviram falar, sem acrescentar ao final do comentário: “É verdade...”, “pode confirmar com Fulano ou com Beltrano, etc...” Alguns vão mais além: “Olha, o que estou dizendo é verdade, se não for, quero ficar cego neste momento!”
Por que isto tem acontecido? Tem acontecido porque a o coração do homem se transformou em um terreno onde frutos como o egoísmo, a avareza, e a indiferença em relação ao semelhante encontraram solo fértil para se desenvolverem.
Para muitos, não importa o que se faça ou que se diga, o importante é estar numa posição de destaque, não importando se estão ferindo esta ou aquela pessoa. O que importa é ser o melhor, o mais valente, o mais poderoso.
Em nossos dias vale mais o temor (no sentido de provocar terror) do que o amor. Temor no sentido de medo mesmo: “Você sabe com quem esta falando?...”
Este é o mundo em que vivemos, onde os homens pegam em armas e roubam, ferem e matam os seus semelhantes sem se preocuparem com a vida humana. Aliás, até isto já está virando artigo de prateleira: você pode escolher o tipo físico da criança que vai nascer e por aí afora.
Este é o espírito da sociedade atual. Uma sociedade movida à violência, sexo livre, corrupção na maioria dos segmentos públicos e privados, onde a vida humana não vale absolutamente nada, onde a pessoa é identificada apenas por um número e por essa razão a palavra Verdade está tão “avacalhada”. Perdeu-se o verdadeiro sentido do que ela representa.
Isto não tem acontecido somente no mundo em que vivemos, entre incrédulos e ateus, mas também e infelizmente, no seio daqueles que dizem seguir e servir a Deus.
Os escândalos são cada vez mais frequentes. Homens que dizem as maiores aberrações, mentiras deslavadas e tudo em nome de Deus e em nome da Verdade para se beneficiarem financeiramente em detrimento de seus infelizes seguidores que vêm neles, verdadeiros “semideuses”.
Querido amigo, a Verdade representada pelo Único e Verdadeiro Deus apresentado a nós pela Sua Palavra, procura homens e mulheres compromissados com a Verdade que Ele personifica.
Todos nós, ao nascer fizemos votos de viver uma vida íntegra e compromissada com esta Verdade, mas ao longo do caminho muitos de nós se desviaram e hoje não dão muita importância a esses votos.
Sem generalizar, aqueles que creem na reencarnação dizem não se lembrar do que projetaram para essa existência e por isso têm tanta “dificuldade” em assumir um papel diferente na sociedade, justificam-se pelas atitudes necessárias ao meio em que vivem para continuarem no caminho em que estão; os que não creem nessa possibilidade dizem que a vida é uma só e que devemos aproveitá-la da melhor maneira possível e, portanto, o melhor a fazer é “se dar bem” e que cada um cuide de sua própria vida. Infelizmente o segundo grupo forma a maioria.
Cada um de nós, em um dado momento de nossas vidas teremos que confrontar a Verdade e caberá apenas a nós mesmos a maneira como seremos recebidos no mundo espiritual. Lá não haverá sofismas, desculpas esfarrapadas, nem a possibilidade de alegar ignorância pelo fato de não nos lembrarmos dos compromissos assumidos. Não. Ali esses argumentos não se sustentam nem exime ninguém das consequências de seus atos.
A morte é inflexível. Alcança a todos e podemos viver nesse mundo da maneira que desejarmos: dissoluta ou compromissadamente, servindo de exemplo e referência da Verdade ou da mentira, mas seja qual for a escolha que fizermos, quando deixarmos este mundo seremos forçados pelas Leis imutáveis e eternas do Criador a colocarmos na balança, nossos atos e palavras, tenham sido elas verdadeiras ou mentirosas e nesse momento responderemos por cada uma delas.

Se temos esse conhecimento e essa compreensão o melhor a fazer em nosso próprio benefício é nos conduzirmos pelas veredas da Verdade e não da mentira que os homens tentam transformar em “verdade”.

Muita paz a todos!
(בן  ברוך) Ben Baruch

sábado, 26 de maio de 2012

Vale a pena conquistar o mundo?



Vale a pena conquistar o mundo?

Diante das lutas e incertezas que a vida nos apresenta, muitas pessoas, principalmente na época em que vivemos, entendem que se alcançarem uma posição de destaque na sociedade isso lhes dará a tão almejada tranquilidade física, espiritual e emocional.
Diariamente tomamos conhecimento de pessoas que ao longo da vida conquistaram muito dinheiro e hoje desfrutam de grande prestígio e poder; muitas até alcançaram cargos públicos e detém o poder temporal absoluto sobre o povo – que vem a ser o caso de tantas ditaduras espalhadas pelo mundo e de cujas atrocidades diariamente temos noticias. Afinal de contas, pensam elas, que pelo fato de serem poderosas e quer as pessoas gostem ou não, todas lhes devem obediência e servidão.
Essas pessoas têm tudo o que, aos olhos de muitos, alguém poderia sonhar ou precisar para ter uma vida feliz e sem problemas. Esse é o pensamento daqueles que andam freneticamente em busca de poder e riquezas; que fazem desta busca o alvo de suas vidas, como se as conquistas matérias que conseguimos neste mundo pudessem ser levadas conosco quando a morte nos alcançar. São os faraós atuais. Se pudessem, colocariam em seus túmulos todos os seus pertences para utilizá-los quando acordassem no mundo espiritual.
Quantos têm buscado conquistar esse poder temporal e através dele adquirir riquezas, acreditando encontrar nelas a solução para todos os seus problemas?
Não é difícil imaginar seus pensamentos: “Quem sabe, se eu conseguisse juntar certa quantia em dinheiro as pessoas não me veriam de maneira diferente?...”
Se isso fosse verdadeiro, os materialistas estariam tranquilos em seus palácios suntuosos e seus espaçosos escritórios, de onde dominam a tudo e a todos, demonstrando o seu imenso poder econômico – que infelizmente em nossos dias, está servindo de parâmetro para muitas pessoas –, mas não estão, porque as dificuldades, os problemas e os sofrimentos veem para todos os habitantes da Terra, pois os parâmetros Divinos e a necessidade de crescimento espiritual são bem diferentes dos estabelecidos pela sociedade em que vivemos.
Na visão de muitos, a pessoa vale pelos bens que possui e pelo que conquistou financeiramente, ou seja: quanto tem depositado e aplicado em instituições financeiras, quantas propriedades possui, quantos empreendimentos administra e por aí afora. Na visão de Deus, conforme os Escrituras nos revelam, a pessoa vale pelo relacionamento que tem com o Eterno, com o que ela reparte com os demais e pela sua capacidade de amar ao próximo. E adverte: Quando olhamos para os valores que Deus nos ensinou através de seus profetas, percebemos que são flagrantemente contrários aos ensinos que são apregoados em nosso mundo atual:
Jó 5:17 Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso.
Salmos 1:1  Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Salmos 32:1  Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto.
Salmos 32:2  Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.
Salmos 34:8  Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.
Salmos 40:4  Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira.
Salmos 41:1  Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal.
Salmos 65:4  Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios; ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa — o teu santo templo.
Salmos 72:17  Subsista para sempre o seu nome e prospere enquanto resplandecer o sol; nele sejam abençoados todos os homens, e as nações lhe chamem bem-aventurado.
Salmos 84:5  Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,
Salmos 89:15  Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó SENHOR, na luz da tua presença.
Salmos 94:12  Bem-aventurado o homem, SENHOR, a quem tu repreendes, a quem ensinas a tua lei,
Salmos 112:1  Aleluia! Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR e se compraz nos seus mandamentos.
Salmos 128:1  Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!
Salmos 144:15  Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR!
Salmos 146:5  Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus,
Segundo a orientação Divina, o critério para identificarmos se um homem é ou não um bem-aventurado, não deveria partir da observação daquilo que tem conseguido acumular exteriormente, ou seja, seus bens materiais e sua posição social, mas daquilo que brota de seu interior, do seu coração, da sua alma, porque, ao contrário das coisas materiais e temporais, eles são tesouros eternos.
O tesouro que esse homem consegue juntar é guardado nos céus e não na Terra. São valores espirituais que o ajudarão a conquistar uma vida plena e realizada espiritualmente.
            Ter dinheiro não é “pecado” nem delito, ao contrário: é uma bênção quando conquistado honestamente e quando o usamos com sabedoria, e não objetivamos apenas o nosso próprio beneficio, mas também dos necessitados de toda ordem que a Providência Divina coloca em nosso caminho. Mas quando agimos de forma diferente ele – o dinheiro – acaba se tornando um laço em nossas vidas, fazendo com que busquemos satisfazer somente aquilo que nos agrada, pouco ou nada nos importando se esse comportamento nos afasta ou não dos propósitos espirituais que projetamos ao nascer.
Salomão, assim nos ensina: “Não te fatigues para seres rico; não apliques nisso a tua inteligência. Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus.” (Pv 23.4,5)
Por que isso acontece? Porque quanto mais essas pessoas adquiriram, mais preocupações acabaram tendo. Quando não tinham tantas propriedades e recursos nada temiam diante das outras pessoas, ao passo que agora, como têm tantas coisas para administrar, muitas vezes não conseguem mais viver em paz. Vivem cercadas de guarda-costas e acabam enclausuradas em suas propriedades.
Antes da fortuna podiam sair com tranquilidade e se alegravam com isso. Hoje não conseguem nem sair de casa, com medo de serem assaltadas ou sequestradas.
Muitas vezes, passam a acreditar que todas as pessoas que se aproximam estão em busca de algum tipo de vantagem. Não acreditam nem admitem, em muitos casos, que as pessoas se aproximam porque simplesmente as amam.
Isso é bênção ou maldição?
Você ainda acredita que é melhor viver assim?
Não estamos afirmando que devemos viver pauperrimamente para nos aproximar de Deus. O que queremos afirmar é que se buscarmos mais as riquezas materiais, em detrimento das espirituais, acabaremos com tantas preocupações que não conseguiremos mais encontrar um tempo para Deus.
Muitos de nós, na busca de alcançar sucesso e prestígio na vida, acabamos nos associando com pessoas completamente diferentes de nós.
Quando conseguimos ver com clareza percebemos o quão errado estávamos e nos perguntamos como é que aceitamos estar associados com aquele tipo de pessoas. Naquele momento não achávamos que estávamos errados, mas que errados estavam todos aqueles que nos aconselhavam do mau caminho em que estávamos andando.
Não devemos nos enganar: quanto mais nos aproximamos desenfreada e desmedidamente das facilidades que o mundo nos oferece e sentimos prazer nelas, mais nos distanciamos das coisas de Deus.
            Nunca devemos ter a pretensão de achar que somos espirituais o suficiente para não cair em armadilhas diante do poder e das riquezas que o mundo nos oferece.
            Se quisermos buscar essas “conquistas”, precisamos nos lembrar das palavras Davi quando disse: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.” (Sl 46.1)
            Esse desejo de buscar refúgio e descanso na presença de Deus deve ser uma constante na vida de todos nós. Devemos empenhar todos os nossos esforços nesta conquista e isso não se refere às coisas materiais, mas sim, as espirituais.
            Que o Senhor nos dê entendimento e sabedoria para vivermos no presente século e que essa busca desenfreada pelo poder e pelas riquezas materiais não contaminem o nosso coração, fazendo com que nossa estadia nesse mundo seja infrutífera, atrasando assim o nosso progresso espiritual e levando-nos ao arrependimento tardio, quando, deixando esse mundo e abrindo os olhos no mundo espiritual, percebermos que fracassamos e que teremos que recomeçar em uma nova existência o que poderia ter sido realizado na que deixamos.

Pense bem nisto e dê valor ao que realmente vale a pena.

(בן  ברוך) Ben Baruch

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Apresente-se a Si Mesmo


Você já entrou num trem e de repente descobriu que estava indo na direção errada?
O mesmo acontece na vida. Estabelecemos metas e fazemos planos – e às vezes descobrimos que estamos no "trem errado".
Bi-vinat literalmente significa "entender o coração". O coração é o foco das emoções, Dizemos: "meu coração está pesado, meu coração está leve, tenho o coração partido", etc. Entender seu coração é entender o seu verdadeiro "eu".

Muitas pessoas passam pela vida presumindo aquilo que são. Nunca separam um tempo para "encontrar" a si mesmas. Não tenha medo de descobrir que o "verdadeiro você" pode ser diferente do "você atual".
Muitas vezes a crise chega no meio da vida, quando as pessoas se perguntam: "Qual a finalidade de minha vida? Tudo isso vale a pena?" Já ouvimos histórias de pessoas que de repente mudaram de rumo, deixando o emprego e se divorciando. Você sabe, como o médico de sucesso que decide que jamais deveria ter estudado medicina, para começar – portanto larga a profissão e se torna artista.
Conhecer a si mesmo é a essência de estar vivo. Se você não se conhece, não está vivendo. Se você não sabe o que o faz vibrar, então é um robô, uma marionete, um zumbi. Portanto, não espere acontecer uma crise. A vida é muito curta para tomar o trem errado.

Dando Início ao Processo
Pense em alguém que você ficaria fascinado em conhecer, alguém que você realmente gostaria de descobrir o que o impele.
Agora perceba que a pessoa mais fascinante que jamais encontrará é… você mesmo.
Sente-se, diga olá, e apresente-se a si mesmo. Familiarize-se consigo mesmo como se tivesse acabado de encontrar um primo há muito desaparecido. Entreviste-se. Faça perguntas sobre sua vida e sobre o rumo que está tomando. Fale de seus sonhos – tanto aqueles que está realizando quanto aqueles que empurrou para o fundo da mente.
Fale do fundamental. Você quer ser rico. Quer ser famoso. Quer ser bom. Deseja realizações. Quer um significado. Quer ser criativo. Mas porque deseja tudo isso? O que o estimula? O que você realmente deseja da vida?
O processo de autodescobrimento envolve uma série de questões, sempre sondando mais fundo até que emerge a verdade subjacente. Faça a si mesmo as dez perguntas que faria a um amigo íntimo. Então espere as respostas. Não se preocupe, ninguém zombará de você.

1 – Qual é o propósito da vida?
2 – Qual é o meu objetivo na vida?
3 – Por que escolhi esta carreira?
4 – Como passo meu tempo livre?
5 – Qual é minha motivação para fazer o que eu faço?
6 – O que realmente me faz feliz?
7 – Sou tão feliz quanto gostaria de ser?
8 – É mais importante ser rico ou ser feliz?
9 – Quais são meus planos para o futuro? Por quê?
10 – Quais são meus sonhos e ambições secretos?

Não se surpreenda se as respostas não forem imediatas. Este processo pode levar vários meses. Apegue-se a ele e descubra o que o faz vibrar. As respostas estão ocultas ali. Afinal, você tem um parceiro fascinante.

Finalmente, a pergunta mais importante:
"Para que estou vivendo?"

Parece uma pergunta simples, mas muitos ficam constrangidos por fazê-la. Uma voz interior diz:
"Ora, por que fazer uma pergunta tão básica?" Você resiste porque sabe que isso requer muita pesquisa de alma, e isso é difícil. E quando você conhece profundamente a si mesmo, então você mudou. Mudou seu relacionamento consigo próprio e com o mundo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Refletindo o amor de Deus.


Refletindo o amor de Deus

Quando observamos a trajetória de vida de homens e mulheres como Lubavitch Rebe ( Menachem Mendel Schneerson), Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá e tantos outros, que além das dificuldades naturais, oriundas do meio em que viveram, ainda tiveram que conviver com escárnios, desaprovações e obstáculos impostos por seus detratores e constatamos que eles conseguiram vencer a todos esses percalços, legando-nos, assim, a confiança e a força necessária para que, se desejarmos, possamos refletir o amor de Deus através de nossas próprias vidas, sabemos que é possível sermos bem sucedidos como eles o foram.
Eles poderiam optar por vários caminhos e ao final sentirem-se realizados pessoal e profissionalmente, mas preferiram escolher o caminho da solidariedade e do amor ao próximo.
Fizeram da ajuda material e espiritual aos necessitados de toda espécie o ideal de suas vidas e a ela se entregaram de corpo e alma.
Exemplos de perseverança e ousadia como os apresentados por eles deviam nos encorajar a olhar para dentro de nós mesmos e nos fazer buscar, lá no íntimo, no centro da centelha Divina que em cada um de nós, aquela chama de amor pela vida e pelas oportunidades que ela nos oferece, e enxergar em cada ser humano alguém como nós mesmos, necessitados do amor e da compreensão do Altíssimo que espera Se revelar em e através de cada um de nós.
Acostumados às facilidades da vida moderna, menosprezamos os pequenos detalhes da natureza física e principalmente humana e sofremos as consequências dessa indiferença.
Acostumados a ouvir notícias sobre os descalabros humanos, acabamos entendendo que não há mais nada que valha a pena no mundo e que o melhor é seguir em frente, cuidando da própria vida e fazendo o que estiver ao alcance para que as infelicidades alheias não nos atinjam direta ou indiretamente.
Como nos enganamos!...
Esquecemos que fomos criados para a felicidade suprema e que tudo que Deus criou é bom e perfeito e que somos participantes com Ele na construção de um mundo melhor. Ele nos mostra através do exemplo de vidas como a desses três batalhadores e acima de tudo vencedores, que podemos atingir os mesmos objetivos e fazer com que o mundo à nossa volta seja melhor, mais solidário e harmonizado com tudo que o cerca.
Hoje existe uma massificação de informações acerca da necessidade que temos de cuidar da natureza de forma sustentável para que as futuras gerações não venham a sofrer pelos nossos desmandos e ações inconsequentes, mas não vemos o mesmo empenho no tocante a fazer com que a vida de nossos semelhantes seja melhor, menos rigorosa ou sofredora e que as oportunidades dadas aos mais abastados financeiramente sejam estendidas aos mais carentes.
Não precisamos olhar para o outro lado do mundo para encontrar essas desigualdades. É comum apontarmos para países em situação de pós-guerra ou em regiões de conflitos da África para exemplificar a dureza do coração dos governantes que pouco ou nada se importam com esses famintos sofredores. Basta andar pelas ruas das grandes cidades brasileiras ou até mesmo nos rincões do Sertão nordestino e constataremos que estamos longe, muito longe, de colocar em prática os ensinos que o Criador deixou registrados em sua Torá não apenas aos contemporâneos narrados nas Escrituras Sagradas, mas também às gerações futuras, da qual cada um de nós faz parte.
Infelizmente, vemos sombras ao invés de luz...
Que o Eterno nos ajude a olharmos com os olhos da alma para tudo e para todos que nos cercam a fim de valorizarmos tudo aquilo que Ele nos concede a cada dia por amor e acréscimo de Sua misericórdia.
Felizmente, Ele não nos enxerga como fazemos em relação aos nossos semelhantes, mas olha-nos com amor e compreensão, entende nossas limitações e encoraja-nos a todo instante a seguirmos em frente, mesmo quando tudo à nossa volta parece um mar de dificuldades e nos sentimos desamparados e sozinhos.
De tempos em tempos envia seus Emissários para conviverem conosco, mostrando-nos, através de suas próprias vidas, que é possível amar indistintamente aos nossos semelhantes. Ensinam-nos, enfim, a refletir o amor de Deus que há em cada um de nós.
Talvez nesse momento o “espelho” de nossa alma não consiga refletir esse amor por estar embaçado pelas nossas atitudes equivocadas, mas se desejarmos limpá-lo com atitudes sinceras e prosseguir nessa tarefa poderemos contemplar aos poucos que não há nada que não possa ser transformado para melhor em nossas vidas e quando ao olharmos para irmãos necessitados que surgirem à nossa frente sentirmos nosso coração arder e bater intensamente saberemos que o espelho” de nossa alma está começando a refletir o amor que Deus colocou em cada um daqueles que criou.
Pode parecer que esse reflexo seja insignificante aos olhos dos homens, mas não se importe com isso, continue se entregando a esse exercício de amor e dedicação e quando você menos esperar verá o quanto valeu a pena.

Querido amigo, somos capazes de realizar essa operação, por isso não espere muito para começar. Hoje é o dia e a hora é essa! Mãos À obra!!!

Shalom Aleichem!
(בן  ברוך) Ben Baruch

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Reconcilia-te contigo mesmo.



Reconcilia-te contigo mesmo.

Em Yom Kipur, o dia do Perdão, apresentamos diante de Deus os nossos pedidos de perdão pelos pecados cometidos e de arrependimento por tudo que fizemos de errado diante dEle e Ele, Bendito seja,  nos perdoa a fim de que possamos iniciar o novo ano sem o peso dos erros do ano que findou. No entanto, quando o erro cometido teve como prejudicado o nosso semelhante, somos ordenados a pedir perdão ao próprio ofendido, o seja: é ele, o nosso semelhante quem deverá nos perdoar. A isso podemos chamar também de reconciliação, mas tão importante quanto nos reconciliarmos com nosso irmão é fazê-lo também em relação a nós mesmos.
Muitas pessoas não conseguem viver o presente porque ainda estão atreladas a erros e angústias do passado, que teimam em aparecer toda vez que um novo projeto de vida se apresenta diante delas.
Não podemos mudar o passado, mas podemos construir um novo futuro a partir da maneira como vivemos o nosso presente.
É de suma importância buscar a reparação de um dano causado a outrem, mas quem sabe a reconciliação de que tanto precisamos não seja em relação a nós mesmos?... Essa talvez seja a mais difícil de todas, pois não conseguimos nos enganar, sabemos realmente quem somos e do que somos capazes, por essa razão, creio, em minha humilde opinião, que devemos antes de qualquer atitude externa, nos reconciliar com o nosso interior e a partir de então, buscar uma vida mais significativa, onde os frutos do bem se sobressaiam às obras más que nos induzem a erros que não gostaríamos de praticar e que nos impedem de avançar para uma vida plena, onde o Amor e a Luz Divina resplandeçam em cada gesto que realizarmos.
A tarefa não será fácil, mas torna-se necessária e urgente.
Entendendo e acima de tudo aceitando que nossa vida nesse mundo faz parte de um plano maior e que nossa breve passagem por ele, visa apenas e tão somente nos ensinar a nos conhecer melhor e através dessa conquista fazer com que passemos a utilizar todo o potencial que acumulamos ao longo de nossa caminhada espiritual olharemos para nós mesmos de maneira diferente.
Façamos um breve, mas importante teste: Olhe-se diante de um espelho e pergunte a si mesmo quem realmente é você. Seja sincero em sua autoanálise e perceberá quanta dificuldade temos em nos definir como pessoas. Neste momento você está sozinho, não há interlocutores ou plateia à sua volta e mesmo assim é muito difícil olhar-se nos olhos e responder sem ressalvas.
Somos assim mesmo. Olhar para os supostos erros alheios é mais fácil, confortador e até mesmo encorajador do que olhar para os nossos próprios erros.
Assim como você, eu e tantos outros passamos pela mesma dificuldade e necessitamos aplicar de forma ampla os ensinamentos Divinos em relação a nós mesmos.
À medida que nos apresentamos com sinceridade diante de nós mesmos e confrontamos nossas ações com humildade e desejo de progredir, conquistamos muito mais que a autoconfiança: conquistamos a ousadia de nos confrontar, lutar e acima de tudo, vencer nossas más inclinações.
Querido amigo, não subestime a sua capacidade de perdoar e lembre-se de que ao se perdoar dos erros cometidos e conseguir reverter o quadro para melhor, mudando suas atitudes e procurando não mais cometê-los você estará apto a perdoar e a se reconciliar com seu irmão, porque verá que ele, muitas vezes, possui as mesmas dificuldades que você enfrentou e superou. Sua experiência fará a diferença na hora de ajudá-lo, porque talvez ele esteja apenas aguardando a oportunidade de ouvi-lo para transformar a sua própria vida.

Não esqueça de que a vida sempre nos contempla com o melhor quando olhamos com objetividade para as oportunidades de mudança que ela nos oferece.

(בן  ברוך) Ben Baruch

sábado, 19 de maio de 2012

Um mundo melhor para todos.




Um mundo melhor para todos.

Residindo em uma cidade como São Paulo, onde os conflitos sociais são mais destacados que em pequenas localidades, podemos observar como as pessoas se comportam diante das necessidades do próximo.
Boa parte se mostra indiferente e, julgando-se importante ou superior, contempla de longe, como mero espectador aos mais necessitados. Para eles, aquelas pessoas, jogadas nas calçadas, refletem apenas o resultado de uma vida desregrada que as conduziu a uma série de dissabores e frustrações que culminaram no abandono familiar e no alijamento social.
Quando o problema não é de extrema dificuldade como no caso desses irmãos que carregam seus pesados fardos e sofrem seus dramas pessoais nas ruas, mas dentro de casa ou entre os amigos, boa parte da população se justifica e se prendem ao famigerado provérbio popular que diz que “cada um deve procurar resolver os próprios problemas”, não sendo nem obrigação nem oportuno meter-se na vida dessas pessoas.
É assim que pensam os egoístas e com frequência são eles os que mais necessitam de orientação para mudar a forma de pensar e agir.
Felizmente não são todos que pensam dessa forma. Ainda há esperança!!
Alguns se preocupam tanto que ao simples fato de notarem que alguém precisa de cuidados, prontamente oferecem ajuda, apesar de às vezes nem ao menos saberem como fazê-lo. Para esse seleto grupo de Atalaias do Amor de Deus, o próximo não é um estranho, mas é como se fizesse parte de seu próprio corpo. Ele sente as angústias, as dificuldades, os problemas e os sofrimentos do próximo como se fossem seus e isso os compele a fazer algo, mesmo que aos olhos indiferentes de alguns, seus esforços pareçam insignificantes, fadados ao fracasso e sem perspectivas de sucesso futuro.
Para eles, é preferível aplicar os primeiros socorros e aguardar atendimento especializado do que não fazer nada para estancar os ferimentos daqueles que sofrem e que a Providência Divina colocou em seu caminho.
“Cada pessoa é um mundo inteiro. Faça um favor a uma pessoa, e faça um mundo de diferença”.
As maiores e melhores mudanças são aquelas que produzimos em nosso interior e exteriorizamos aos que nos cercam: amor, atenção e companheirismo podem melhorar tudo à nossa volta.
Nosso mundo necessita urgentemente de pessoas compromissadas com a verdade e com a ética, mas acima de tudo busca angustiadamente por pessoas que sejam apenas humanas e olhem com humanidade para seus irmãos; que sintam suas necessidades e se ofereçam para ajudar no que puderem.
Amar ao próximo como a ti mesmo, como nos ensina o texto de Levítico 19.18, concitando-nos à ajuda mútua e sem reservas.
Se o Eterno nos orienta nesse sentido é porque somos capazes de agir assim. Façamos então por merecer a Sua confiança: agindo prontamente quando as oportunidades se apresentarem ou quando tomarmos conhecimento de que alguém espera por nossa ajuda.
Agindo assim, cada um de nós, apesar do tamanho e da divulgação da boa ação empreendida, poderemos colaborar para a realização de um mundo melhor para todos.
Lembre-se do conselho de nossos sábios: “Quando uma Mitsvá surgir à sua frente, por menor que seja, cumpra-a, pois o mundo inteiro poderá estar dependendo do seu cumprimento.”


(בן  ברוך) Ben Baruch