sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

De onde virá o nosso socorro?



De onde virá o nosso socorro?

Existem momentos em nossas vidas que nos sentimos tão desamparados, impotentes e desiludidos diante dos fatos negativos que nos atingem, que simplesmente pensamos que Deus nos abandonou.
Olhamos à nossa volta e não encontramos nada ou alguém que possa nos socorrer. É como se estivéssemos em um barco à deriva em meio a uma grande e terrível tempestade.
Nessas horas, na esperança de solucionar o mais brevemente possível os nossos problemas e conflitos, tentamos fazer uma retrospectiva dos fatos que ocasionaram a situação em que nos encontramos. As dificuldades são as mais variadas: materiais, sentimentais, existenciais e muitas vezes, por mais que rebusquemos em nosso íntimo, não conseguimos encontrar os motivos ou as respostas que nos aliviem a dor e o sofrimento pelos quais estamos passando.
Quando isso acontecer em sua vida, saiba que você não está sozinho. Não será o primeiro nem o último ser humano que passará por essa situação.
É possível que você esteja se sentindo assim hoje e talvez esteja fazendo a mesma pergunta que o Salmista Davi fez quando estava em grande perigo: “Elevo os meus olhos para os montes. De onde me virá o socorro?” (Sl 121)

Hoje em dia as pessoas procuram várias respostas para esta pergunta, mas nem todas conseguem obtê-las ou aceitá-las quando são confrontadas com a realidade de seus sentimentos ou convicções.

Para aqueles que olham para a vida apenas com os olhos da matéria, pode ser que a resposta esteja relacionada ao fato de conseguirem um emprego melhor: “Ah! Se eu estivesse no lugar do meu chefe, ganhando o que ele ganha... todos os meus problemas estariam resolvidos. Poderia morar em uma casa mais confortável; os meus filhos estudariam nos melhores colégios, a minha esposa teria mais tempo e condições para se vestir melhor, ficaria mais linda do que é e eu teria um sono tranquilo”.
Quantas vezes você também fez essa colocação? Quantas vezes você colocou o seu “eu” em primeiro lugar? Achando que seria capaz de resolver todos os seus problemas ganhando mais dinheiro?
Os problemas materiais – sejam eles de que ordem forem – não ocorrem somente na casa de pessoas de menor poder aquisitivo, ocorrem também, e com frequência, nos lares mais abastados.

Para o sentimentalista o socorro virá do fato de encontrar um grande amor. Encontrar alguém com quem possa compartilhar seus problemas e sua existência; alguém que possa ser solidário em todas as ocasiões, que possa estar ao seu lado as 24 horas do dia.
Mas muitas vezes o intenso desejo que temos de encontrar alguém que nos complete e a nós se entregue totalmente, faz com que nos esqueçamos de nos entregar totalmente a este alguém. Quando isso acontece, mascaramos a nossa insegurança e damos a ela do nome de “seletividade”. Às vezes nos fechamos tanto em nossos problemas que esquecemos que Deus nos concede diariamente a graça de estarmos vivos e esquecemos de demonstrar amor por aqueles que nos cercam.
Talvez a nossa carência afetiva seja produto de um sentimento de egoísmo que está brotando em nosso coração e está fazendo com que nos sintamos os mais desprezíveis, os maiores sofredores do Universo e na verdade o problema não está fora, mas dentro de nós mesmos.
Todos nós, sem exceções, sentimos a necessidade de amar e de ser amado, mas se a nossa confiança de socorro estiver centralizada apenas na busca da pessoa amada, será como uma peça de cristal muito fino, que diante de um ruído um pouco agudo acaba se quebrando.

Para o existencialista, todavia, o socorro pode estar relacionado a encontrar uma religião ou alguém que o proteja. São os chamados “parasitas espirituais”. Não têm existência própria, não querem crescer, não querem mudar a sua maneira de pensar e viver, querem ser socorridos o tempo todo, mas não movem um dedo sequer para receber o auxílio. Preferem apegar-se ao seu líder espiritual, sugando dele todas as forças, acreditando que ele é um ser sobrenatural e que o poder e a força do Universo estão contidos nele e se ele não o ajudar ninguém mais poderá fazê-lo. Depois que sugaram tudo o que aquele líder poderia dar-lhes, vão em busca de outro.
Ninguém pode viver fechado dentro de si mesmo acreditando que é o centro de todas as coisas e que tudo e todos à sua volta existem e foram criados para servi-lo.

Como vimos até aqui, os materialistas acreditam que o socorro virá da riqueza financeira acumulada. Os sentimentalistas crendo que do egocentrismo e do egoísmo virá o seu socorro e os existencialistas crendo que o fato de estarem ao lado de lideres abençoados estarão protegidos e encontrarão repouso e socorro e não necessitarão fazer absolutamente nada.
Mas ao contrário de todos eles, o Salmista Davi nos afirma que o nosso socorro vem do Senhor nosso Deus, que fez o céu e a Terra.
O socorro Divino é presente o tempo inteiro.
Quando você achar que não conseguirá resistir, quando entender que as suas forças se acabaram, creia que o Senhor virá em seu socorro.
O profeta Habacuque nos fornece uma orientação maravilhosa para nos fortalecer nas horas em que as adversidades nos acometem. Ele afirma que Deus nos consola dizendo: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente...” (Habacuque 3.17-19)

Que o Senhor posso encontrar em nós corações dóceis que confiem e aguardem somente nEle. Que diante da Sua orientação possamos buscar o que nos reservou: nada menos que o melhor, pois tudo o que Ele nos concede é para o nosso bem estar e crescimento espiritual. Creia nisto, busque essa orientação, ponha-a em prática em sua vida e seja feliz!

Muita paz a todos!
(בן  ברוך) Ben Baruch

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Afinal, quem realmente somos?


Afinal, quem realmente somos?

Longânimo é aquele que suporta pacientemente o mal ou a provocação que lhe é desferida e que, mesmo sabendo estar certo em seu posicionamento, recusa-se a perder a esperança na possibilidade de melhorar seu relacionamento com o ofensor.
O que isso quer dizer?
Quer dizer que apesar de saber que a razão está ao seu lado, que teria todos os motivos para fazer valer os seus direitos, que se tomasse uma atitude mais drástica em relação ao seu ofensor, todos, não somente entenderiam, mas aprovariam sua conduta, ele faz exatamente o contrário: tenta de todas as formas promover a paz e a reconciliação. Mesmo diante da recusa de seu interlocutor, recebendo em contrapartida ainda mais impropérios e sentimentos odiosos ele permanece fiel ao seu ideal: promover sempre a paz e o entendimento.
Salomão dizia que uma pessoa que age assim é melhor que o herói de guerra: “Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.” (Pv 16.32)
Certamente, aquele que voltou de uma sangrenta batalha, merece todas as homenagens pelo seu retorno, afinal de contas, estava colocando sua vida em perigo e lutando não apenas por si mesmo, mas pelo bem-estar de toda a nação.
Por mais que tentemos, seria difícil imaginar quantas lutas, angústias e perigos esse soldado enfrentou para manter-se vivo. Apenas aqueles que estiveram com ele no campo de batalha podem dimensionar todo o seu sofrimento, pois passaram pelos mesmos desafios.
Inúmeras foram as vezes em que viu a morte de perto e em certos momentos acreditou que não conseguiria escapar aos ferozes ataques inimigos.
Poucas pessoas são capazes de entender o estado íntimo de homens como esses, que são forçados a matar seus semelhantes para pouparem a própria vida, contrariando princípios que até então regiam suas vidas e praticar atos que nunca imaginaram realizar.
Notadamente, esses homens merecem receber condecorações por tão bravos feitos realizados pelo maior de todos os combates: o de terem conseguido sobreviver a todas aquelas atrocidades.

Hoje em dia também podemos identificar esses heróis. São os nossos heróis urbanos. Convivem entre nós e assim como os soldados que após a guerra caminham pelas ruas sem seus uniformes, também enfrentam seus dilemas e guerras pessoais, mas nem sempre são notados por todos à sua volta.
Eles não pegam em armas de fogo para conseguirem sobreviver; fazem parte, na sua grande maioria os executivos, empresários e políticos, mas também os vemos nas camadas mais pobres da população, em trabalhos subalternos, lutando para sobreviver com os parcos recursos que essa sociedade desumana e cruel lhes impõe.
De um lado temos homens e mulheres bem sucedidos profissional e financeiramente, e de outro, homens e mulheres que se sentem frustrados por não disporem dos meios necessários para galgar posições que a ser ver lhes trariam projeção e tranquilidade.
Todos, à sua maneira, almejam estar em melhores condições, entendendo que com isso sentir-se-ão mais protegidos e amparados.
Não é crime nem pecado almejar um lugar de destaque neste mundo, buscar uma vida mais confortável ou a satisfação de suas maiores aspirações. Creio ser uma necessidade básica de todos os seres humanos essa busca por algo melhor.
Mas infelizmente, muitos daqueles que procuram alcançar seus objetivos, agem como os heróis que voltaram dos campos de batalha: entendem que todos à sua frente são inimigos em potencial e devem ser destruídos.
São homens e mulheres que enfrentam todos os tipos de adversidades e conseguem não apenas sobreviver a elas, mas se fortalecem cada vez mais, preparando-se para novas lutas e conquistas, mas a maioria delas não está preparada para a maior de todas as batalhas: a luta contra si mesmo.
Como é difícil o homem vencer a si mesmo.
No campo de batalha, quase sempre, vence o que está melhor preparado, o mais valente, aquele que dispõe do melhor armamento, que adota a melhor estratégia, mas quando estamos a sós, não sabemos o que fazer em relação a nós mesmos.
Olhamos para os nossos defeitos e achamos que são naturais perante uma sociedade selvagem como a que vivemos.
Olhamos para o nosso descaso em relação ao nosso semelhante e entendemos que se estivéssemos na mesma situação fariam o mesmo conosco e por esta razão não fazemos absolutamente nada para ajudá-lo.
Presenciamos a indiferença que há em nós em relação a Deus e dizemos que se não agirmos ninguém poderá nos ajudar, nem mesmo Ele.
Conseguimos facilmente identificar os erros de todos à nossa volta, mas não conseguimos identificá-los com a mesma facilidade em nós mesmos, apesar de sabermos que estão presentes. A diferença é que quando os erros são cometidos por outras pessoas os condenamos, mas quando somos nós que os praticamos: justificamos.

Você já percebeu como conseguimos justificar todos os nossos defeitos?
Nosso amigo fala mal das pessoas que conhece porque tem inveja delas, mas nós fazemos o mesmo comentário porque queremos ajudá-las...
Nosso amigo não faz favor a ninguém porque é arrogante, e prepotente, mas nós não fazemos porque nunca temos tempo, apesar de estarmos sempre livres para atividades que nos agradem...
Nosso amigo tenta “puxar” o tapete do chefe porque não tem capacidade de ocupar o seu lugar por meios naturais, mas nós fazemos a mesma coisa porque apesar de todos saberem que somos capazes nunca nos valorizam...
Vivemos na época das conquistas.
No inconsciente coletivo, o negócio hoje em dia é conquistar não importa por quais meios. Desde que se obtenha o êxito desejado tudo é válido.
Se desejamos um mundo melhor, olhemos para dentro de nós mesmos e com sinceridade busquemos identificar o que mais condenamos em nossos semelhantes. Com toda certeza identificaremos em nós muitas deficiências de que os acusamos.
Depois de identificá-las, busquemos forças em Deus para nos modificarmos e que a cada nova análise, possamos verificar que estamos condenando mais o que há em nós do que o que há em nossos irmãos.
Quando conseguirmos alcançar esse estágio, com certeza nos sentiremos melhores e veremos o mundo à nossa volta de maneira diferente: ao invés de um campo de batalha no qual lutamos arduamente para sobreviver, veremos um campo fértil onde a Misericórdia e o Amor de Deus necessitem ser semeados e seremos os primeiros a empunhar as nossas novas armas: Amor, compreensão, solidariedade, companheirismo.
Precisamos entender que ao pronunciamos uma frase, nossos ouvidos são os mais próximos de nossos lábios, fazendo com que sejamos os primeiros a ouvir o que expressamos. Sendo assim, procuremos expressar palavras que edifiquem ao invés de destruir, que aproximem ao invés de afastar, que promovam a paz com todos ao invés de disseminar a guerra em toda parte. Deus honrará nossas palavras e nos ajudará a melhorarmos dia a dia.
Que o Eterno nos dê um coração manso e humilde para identificarmos nossas deficiências e principalmente coragem e disposição para superá-las.
Muita paz a todos.



(בן  ברוך) Ben Baruch

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Fim do preconceito


O Fim do preconceito


Certa feita o grande cientista Albert Einstein, quando questionado sobre a questão do preconceito, assim se expressou: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”.
Vemos constantemente as diversas mídias tratando de questões que envolvem o preconceito em todas as suas nuances e apesar disso, muitos ainda não atingiram uma consciência plena sobre essa questão.
Já é tempo de olharmos para o próximo com amor e respeito, entendendo suas escolhas, mesmo que sejam opostas às nossas. O preconceito é uma chaga social e espiritual que prejudica os que lhe são alvo, mas em seguida se volta e destrói as defesas do próprio emitente, quer seja nessa ou em outra vida.
Por causa desse mal, que atinge nossa sociedade, muitas vidas foram ceifadas e outras tantas carregam estigmas, dores e conflitos internos que as impedem de seguir adiante e de crescer como seres humanos ou até mesmo cumprirem o papel que lhes está destinado nesse mundo.
Todos nós, sem exceção, queremos e pedimos – alguns até exigem, mudanças para que o mundo em que vivemos seja melhor, mais humano, mais solidário, que seja um local onde todos possam viver em paz e segurança, refletindo toda a beleza que o Criador colocou em cada uma de suas criaturas.
É importante desfraldar a bandeira da igualdade e é obrigação dos governantes e da sociedade como um todo se engajar nessa luta, mas lembre-se de que um mundo melhor, sem preconceitos, começa em nós.
De nada adianta falar sobre o fim do preconceito se nós mesmos não estamos dispostos a extingui-lo de nossa mente e coração.
Toda grande ação é precedida de pequenos gestos e atos. Não menospreze os pequenos começos, pois não sabemos aonde nos conduzirão. Atitudes que no momento parecem pequenas e localizadas, podem se transformar em grandes movimentos que envolvam não apenas um grupo de pessoas, mas toda uma nação e podem alcançar o mundo inteiro.

Lembre-se de que, como seres humanos, somos todos iguais, independentemente da fé que professemos, da cor de nossos corpos, da condição social em que nascemos ou vivemos ou ainda das opções que fazemos. Cada um de nós nasceu com essas diferenças físicas e sociais, mas ainda assim, continuamos sendo iguais, por termos a mesma origem: Deus. E Ele não nos criou para a divisão, mas para a união, para que através de nossas diferenças aprendamos a nos amar, nos respeitar e nos ajudar na construção de um mundo melhor para nossa e para as futuras gerações.
(בן  ברוך) Ben Baruch

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A Estrela de Davi

                     A estrela de seis pontas (hexagrama), feita de dois triângulos entrelaçados, pode ser encontrada em mezuzot, menorot, estojos de talit e kipot. As ambulâncias em Israel levam o símbolo da “Estrela Vermelha de David”. e a bandeira de Israel tem uma Estrela de David azul plantada bem no meio.

Qual é a origem desse símbolo de seis pontas?

As seis pontas simbolizam o governo de D'us sobre o universo em todas as seis direções.

No decorrer da longa e difícil história do povo judeu, chegamos à percepção de que nossa única esperança é colocar nossa confiança em D'us. As seis pontas da Estrela de David simbolizam o governo de D'us sobre o universo em todas as seis direções: norte, sul, leste, oeste, para cima e para baixo.

Originalmente, o nome Magen David – literalmente “Escudo de David” – poeticamente refere-se a D'us. Reconhece que nosso herói militar, o Rei David, não venceu pela própria força, mas pelo apoio do Todo Poderoso. Isso também é mencionado na terceira bênção após a leitura da Haftará no Shabat: “Bendito sejas, D'us, Escudo de David.”

Existem várias outras explicações sobre o significado por trás da Estrela de David. Uma ideia é que uma estrela de seis pontas recebe forma e substância de seu centro sólido. Este âmago representa a dimensão espiritual, rodeada pelas seis direções universais. (uma ideia semelhante se aplica ao Shabat – o sétimo dia, que dá equilíbrio e perspectiva aos seis dias da semana).

Na Cabalá, os dois triângulos representam as dicotomias inerentes ao homem: bem vs. mal, espiritual vs. físico, etc. Os dois triângulos também podem representar o relacionamento recíproco entre o povo judeu e D'us. O triângulo apontando “para cima” simboliza nossas boas ações que sobem ao céu, e então ativam um fluxo de bondade de volta ao mundo, simbolizado pelo triângulo apontando para baixo.

Alguns dizem que a Estrela de David é uma figura complicada entrelaçada que não tem seis (hexograma), mas sim 12 lados (dodecagrama).

Pode-se considerá-la como composta de dois triângulos sobrepostos ou sendo de seis triângulos menores emergindo de um hexograma central. Como o povo judeu, a estrela tem doze lados, representando as doze tribos de Israel.

A teoria mais prática é que durante a Rebelião Bar Kochba (primeiro século), uma nova tecnologia foi desenvolvida para escudos, usando a estabilidade inerente do triângulo. Por trás do escudo havia dois triângulos entrelaçados, formando um desenho hexagonal de pontos de apoio. (Buckminster Fuller mostrou como projetos fortes baseados em triângulos têm seus geodésicos).

A Estrela de David foi um triste símbolo do Holocausto, quando os nazistas forçaram os judeus a usarem uma estrela amarela como identificação. Na verdade, os judeus foram forçados a usar crachás especiais durante a Idade Media, tanto pelas autoridades muçulmanas quanto pelas autoridades cristãs, e até mesmo em Israel durante o Império Otomano.

Portanto, não importa se é uma estrela azul ondulando orgulhosamente numa bandeira, ou uma estrela de ouro adornando a entrada de uma sinagoga, a Estrela de David se destaca como um lembrete para o povo judeu… Em D'us nós confiamos.

Fonte: Morashá

A Estrela de Davi

                     A estrela de seis pontas (hexagrama), feita de dois triângulos entrelaçados, pode ser encontrada em mezuzot, menorot, estojos de talit e kipot. As ambulâncias em Israel levam o símbolo da “Estrela Vermelha de David”. e a bandeira de Israel tem uma Estrela de David azul plantada bem no meio.

Qual é a origem desse símbolo de seis pontas?

As seis pontas simbolizam o governo de D'us sobre o universo em todas as seis direções.

No decorrer da longa e difícil história do povo judeu, chegamos à percepção de que nossa única esperança é colocar nossa confiança em D'us. As seis pontas da Estrela de David simbolizam o governo de D'us sobre o universo em todas as seis direções: norte, sul, leste, oeste, para cima e para baixo.

Originalmente, o nome Magen David – literalmente “Escudo de David” – poeticamente refere-se a D'us. Reconhece que nosso herói militar, o Rei David, não venceu pela própria força, mas pelo apoio do Todo Poderoso. Isso também é mencionado na terceira bênção após a leitura da Haftará no Shabat: “Bendito sejas, D'us, Escudo de David.”

Existem várias outras explicações sobre o significado por trás da Estrela de David. Uma ideia é que uma estrela de seis pontas recebe forma e substância de seu centro sólido. Este âmago representa a dimensão espiritual, rodeada pelas seis direções universais. (uma ideia semelhante se aplica ao Shabat – o sétimo dia, que dá equilíbrio e perspectiva aos seis dias da semana).

Na Cabalá, os dois triângulos representam as dicotomias inerentes ao homem: bem vs. mal, espiritual vs. físico, etc. Os dois triângulos também podem representar o relacionamento recíproco entre o povo judeu e D'us. O triângulo apontando “para cima” simboliza nossas boas ações que sobem ao céu, e então ativam um fluxo de bondade de volta ao mundo, simbolizado pelo triângulo apontando para baixo.

Alguns dizem que a Estrela de David é uma figura complicada entrelaçada que não tem seis (hexograma), mas sim 12 lados (dodecagrama).

Pode-se considerá-la como composta de dois triângulos sobrepostos ou sendo de seis triângulos menores emergindo de um hexograma central. Como o povo judeu, a estrela tem doze lados, representando as doze tribos de Israel.

A teoria mais prática é que durante a Rebelião Bar Kochba (primeiro século), uma nova tecnologia foi desenvolvida para escudos, usando a estabilidade inerente do triângulo. Por trás do escudo havia dois triângulos entrelaçados, formando um desenho hexagonal de pontos de apoio. (Buckminster Fuller mostrou como projetos fortes baseados em triângulos têm seus geodésicos).

A Estrela de David foi um triste símbolo do Holocausto, quando os nazistas forçaram os judeus a usarem uma estrela amarela como identificação. Na verdade, os judeus foram forçados a usar crachás especiais durante a Idade Media, tanto pelas autoridades muçulmanas quanto pelas autoridades cristãs, e até mesmo em Israel durante o Império Otomano.

Portanto, não importa se é uma estrela azul ondulando orgulhosamente numa bandeira, ou uma estrela de ouro adornando a entrada de uma sinagoga, a Estrela de David se destaca como um lembrete para o povo judeu… Em D'us nós confiamos.

Fonte: Morashá