terça-feira, 4 de setembro de 2012

Buscando fazer a vontade de Deus


Buscando fazer a vontade de Deus

É interessante observar o comportamento que muitos de nós temos quando surge diante de nós a possibilidade de mudar o meio em que vivemos; quando recai sobre nós a incumbência de alterar o rumo das coisas que nos cercam. Frequentemente oferecemos resistências às inovações. O novo nos assusta!
Normalmente, quando ainda não passamos por determinadas experiências e temos que enfrentá-las, preferimos nos omitir e temos sempre na ponta da língua a resposta para essas situações: dizemos que temos os pés no chão e por isso não nos aventuramos para não corrermos riscos desnecessários; mas no fundo sabemos que o que nos falta muitas vezes é a coragem necessária para enfrentar desafios. 
Falta-nos a coragem necessária para enfrentar os opositores que quase sempre são os mais próximos de nós, os da nossa própria casa. Isso porque aqueles que nos cercam dificilmente crêem na nossa mudança, na nossa transformação para melhor, mas quando mudamos para pior todos aceitam naturalmente e dizem “Fulano só poderia dar nisso, ele nunca valeu nada mesmo!”.  
Por essa razão a mudança é difícil, mas muitas vezes precisamos passar por esse processo para podermos ser usados como instrumentos úteis nas mãos de Deus.
É necessário uma mudança radical em alguns casos !  Quem traia, não traia mais; quem roubava, não roube mais, quem odiava comece a amar; quem reclamava comece a glorificar e agradecer a Deus que derrama sobre nós bênçãos diárias.
A Torá sempre nos apresenta lições práticas para todas as situações da vida. Vejamos um bom exemplo disso:
“Então, respondeu Moisés e disse: Mas eis que me não crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O SENHOR não te apareceu".  E o SENHOR disse-lhe: Que é isso na tua mão? E ele disse: Uma vara.  E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra, e tornou-se em cobra; e Moisés fugia dela.  Então, disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (E estendeu a mão e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão.);  Para que creiam que te apareceu o SENHOR, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó." (Êxodo 4.1-5)

Esse capítulo do livro do Êxodo reflete bem esta situação: quando Moisés estava debaixo da proteção de faraó, matou o egípcio e foi obrigado a refugiar-se.
Casou-se e talvez o seu coração ainda estivesse quebrado pela ingratidão demonstrada por seus irmãos, quando seu único desejo era o de salvá-los. A saudade de seus irmãos crescia a cada dia e ao ouvir notícias da situação do povo hebreu, que ainda estava subjugado diante de faraó, mais ainda se angustiava e sentia no fundo do seu ser aquele desejo de fazer alguma coisa para mudar aquela situação. 
Ele havia deixado tudo: o conforto da corte, o poder que a ele era conferido, preferindo ser tratado como um dos seus irmãos, escravos naquele momento. Quem toma esta atitude, além de amor necessita ter muita coragem. E Deus honra a fé de seus servos. Deus aparece a Moisés. Fala e ordena-lhe que vá libertar o povo que estava cativo no Egito.  Mas nesse momento crucial de sua vida começaram as evasivas, as desculpas de quem estava querendo se ver livre daquele fardo terrível: a responsabilidade.
Talvez nesta hora Moisés tenha sentido “medo”. Voltar ao Egito significava retornar ao passado. Talvez o sentimento de culpa pela morte do egípcio ainda estivesse latente em sua memória, ou ainda, o desprezo dos filhos daqueles que presenciaram o crime e não entenderam que o que movia o coração dele naquele momento era o desejo de mostrar a seus irmãos que ele também era hebreu e não egípcio; que ele não tinha culpa nenhuma de ter sido salvo das águas do Nilo e ter sido criado como filho da filha de faraó.  Quantas recordações! A sua cabeça fervilhava. Parecia um caldeirão junto ao fogo. Mas ele caiu em si, sacudiu a poeira das lembranças e resolveu render-se à ordem Divina. Pronto ela estava, mas voltar ao Egito? Como? Com que armas? E em nome de quem?  
Não é fácil tomar uma decisão desta. Só a fé pode explicar este comportamento.

Deus disse a Moisés: “Vai e dize ao povo que o Eu Sou te enviou”.
Moisés sabia que era o Senhor, mas daí a enfrentar o povo, vai uma distância enorme.  Ele não iria falar com as ovelhas de seu sogro Jetro. Aqueles homens que estavam cativos no Egito tinham pouca ou nenhuma identificação com os Patriarcas. Não eram nem sombra deles! Os Patriarcas haviam experimentado o privilégio de estarem debaixo da proteção do Senhor, mas os seus descendentes não tiveram a mesma experiência. De maneira que a fé num Deus Único e presente era entendida mais no contexto religioso aparente do que verdadeiramente existencial, ou seja, eles acreditavam no poder e no cuidado de Deus, mas nem tanto assim.
Isso tudo passa pela cabeça de Moisés e nessas idas e vindas de sonhos e realidades ele cai definitivamente na real e diz ao Senhor: “mas eles não crerão em mim, eles dirão: O Senhor não te apareceu”. Deus não fica “batendo boca” com Moisés. Deus não tenta convencê-lo com palavras persuasivas de sabedoria humana para que ele compreenda o que estava sendo entregue nas suas mãos.  
E o Senhor pergunta-lhe: Que é isso que tem nas mãos? Moisés deve ter pensado: Ele deve estar brincando comigo. Eu estou aqui falando de uma coisa séria; falando acerca das possibilidades de libertação do povo hebreu e o Senhor me pergunta o que eu tenho nas mãos. Como se Ele não soubesse. Ele que criou a tudo e a todos. Mas quem sou eu para retrucar com o Senhor.
E Moisés responde: Uma vara. Então disse o Senhor: Lança-a na terra. Moisés pensa: Deve ser brincadeira. Ele deve estar querendo me acalmar, passar o tempo. Tudo bem, o Senhor falou está falado. Ele a joga no chão e a vara se transforma em cobra. “E Moisés fugia dela”.  
O Senhor diz a ele que a pegue pela cauda. Assustado ele a pega pela cauda e a cobra voltou a ser uma vara em suas mãos e o Senhor complementa: para que creiam que te apareceu o Senhor Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.  Para Moisés era apenas uma vara, um pedaço de madeira. Mas nas mãos daquele que formou tudo a partir do nada, Ele queria mostrar a Moisés e ao povo hebreu que o Seu poder era superior a toda e qualquer dificuldade. Moisés estava de certa forma limitando o poder de Deus.
A vara que Moisés trazia consigo foi o instrumento utilizado por Deus para manifestar a sua graça e, essa mesma vara acabou se tornando no canal da bênção para Moisés e para o povo hebreu. Mas frequentemente, para alguns, o canal da bênção pode se transformar em algo perigoso quando utilizado de forma errada. A vara se transformou em cobra para nos ensinar que quando os recursos que Deus coloca em nossas mãos são usados de forma errada, acabam ferindo em lugar de proteger ou acabam matando ao invés de curar.  
Isso acontece principalmente com aqueles que são usados por Deus para anunciarem a mensagem Divina. Ao invés de falarem acerca do poder salvador que Ela possui, acabam enfatizando a busca das bênçãos materiais e financeiras, segundo a sua visão e não segundo a visão e as promessas do Senhor outorgou aos que O buscam.  
A vara que Moisés utilizou para abrir o mar vermelho e demonstrar o poder de Deus foi a mesma que fez com que ele pecasse. O Senhor ordenou que ele simplesmente tocasse na rocha para que dela emanasse água para saciar a sede do povo, mas Moisés, ao invés de tocá-la, acabou batendo com violência na rocha e por causa dessa atitude, que aos olhos de Deus foi vista como um ato rebelde perdeu Moisés a bênção de entrar na terra prometida. Aquela terra que manava leite e mel e por cuja conquista ele tanto lutara, orientando e conduzindo aquele povo rebelde e insubmisso passou a ser um terreno proibido para ele.  
As coisas simples e pequenas podem se transformar em grandes canais ou instrumentos da graça de Deus, quando nos colocamos debaixo de Sua vontade.  
Temos a história de uma senhora, viúva de um dos discípulos do profeta Eliseu, que o procura e relata-lhe que depois da morte de seu marido, acabou contraindo muitas dívidas e como não tinha com que pagá-las seus filhos seriam tomados como escravos para pagamento das mesmas. Ela pede socorro a Eliseu e este a princípio tentou se esquivar, mas caindo em si e vendo a sua necessidade perguntou à mulher: O que é que tens em casa? Só uma botija de azeite, respondeu ela. O profeta lhe disse: Pegue vasilhas vazias pela vizinhança e depois feche a porta de sua casa e encha todas as vasilhas que conseguir, depois de cheias, vá ao mercado venda-as e com o dinheiro pague a sua dívida e com o resto vivam você e seus filhos.  
Aquela mulher apesar do seu estado desesperador colocou-se diante da vontade de Deus com aquilo de que dispunha.  Às vezes pensamos que para sermos usados por Deus precisamos ser os melhores, os mais intelectuais, os mais ricos, esperamos estar mais maduros para servirmos a Ele. Dizemos: Ah! Senhor, eu não tenho experiência nesta área, quem sou eu para cumprir esta tarefa? A covardia e a negligência estão estampadas em nosso rosto e pensamos que podemos enganar a Deus. Deus conhece as nossas limitações e se fosse depender da nossa capacidade não seria Deus e sua obra nunca se realizaria. Não é somente a sua capacidade intelectual que Deus quer usar. Ele vai aproveitar isso também.  
O Senhor está perguntando hoje a você: O que é que você tem nas mãos? O Senhor quer fazer de nós um canal de bênçãos, mas para que isso aconteça precisamos apresentar-lhe, além das capacidades naturais que possuímos, pelo menos três possibilidades para que sejamos usados por Ele:

1º Precisamos estar dispostos a servi-Lo!
Isaías se reconheceu pecador e incapaz, mas apresentou-se a Deus, disposto a fazer o melhor e depois que foi tocado com a brasa em sua boca, ele ouve o apelo do Senhor e se prontifica a servi-Lo e o Senhor lhe diz: A quem enviarei e quem há de ir por nós? Nesta hora, Isaías não se fez de rogado e respondeu: Eis-me aqui, envia-me a mim!   
Disposição em servir significa fazer a vontade daquele que envia. É a posição do servo: ele não questiona o que faz o seu Senhor, mas simplesmente obedece.  Se você quer ser usado por Deus esteja disposto a servi-Lo. Mesmo que muitos se levantem contra você, mesmo que você se sinta incompreendido, perseguido, humilhado ou rejeitado não desista.
Tudo neste mundo é passageiro: as alegrias são efêmeras, as paixões acaloradas esfriam, os bens materiais são consumidos com o tempo, as dores físicas e morais acabam sendo superadas, a humilhação e o desprezo cicatrizam, e isso ocorre tanto aos justos como aos injustos.  Por isso disponha-se a servir na certeza de que algo bem melhor está sendo preparado para você no mundo vindouro.
Não fique escolhendo muito o que fazer. Procure não fazer somente o que lhe agrada, mas aprenda a fazer o que é necessário.
Às vezes o que você gostaria de fazer pode necessitar de um preparo maior e mais demorado, mas você pode participar de outras atividades enquanto não estiver preparado para fazer aquilo que tanto lhe agrada.

2º- Devemos buscar a Santificação
Diz o texto bíblico: “Portanto, santificai-vos, sede Santos, porque Eu Sou Santo” (Levítico 20.7).  
Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, precisamos mudar a nossa maneira de falar, não podemos mais usar o linguajar do mundo, recheado de palavrões ou palavras maliciosas.
A busca da santificação passa pelo terreno da transformação integral de nossos costumes e nessa área não existe a possibilidade de se fazer concessões, pois como diz o Salmista Davi “Um abismo chama outro abismo...”(Sl 42.7)

3º- Precisamos ser fiéis
Muitos entendem que a fidelidade está condicionada somente a entrega dos dízimos, mas fidelidade é algo que se estende ao nosso dia a dia, à nossa maneira de viver. Ser fiel é agir de acordo com a vontade de Deus, envolve lealdade ao Senhor e à Sua causa.
Isto me faz lembrar o que está escrito no livro de II crônicas 18 sobre a vida de 3 homens: 2 reis e um profeta de Deus: O Rei Josafá foi certamente o rei mais temente a Deus após a divisão do Reino de Israel, mas existiu um momento em sua vida que, talvez cansado da tranquilidade que Deus lhe concedeu, desejou aventurar-se sem a Sua aprovação e resolveu fazer aliança com o Rei Acabe, sanguinário e idólatra, marido de Jezabel, a mesma que desejou lançar não da vida do profeta Elias após a luta travada e vencida pelo Senhor contra os profetas de Baal. Acabe, aproveitando o momento de incertezas pelos quais passava Josafá preparou uma armadilha para que este fosse morto em batalha e para isso induziu-o após uma noitada em seu palácio a fazer aliança com ele. 
Depois de formada a aliança Josafá não tinha como voltar atrás e decidiu consultar algum profeta de Deus. Acabe sugeriu vários profetas de seu reino, mas como Josafá não sentiu neles a presença do Senhor solicitou de Acabe um novo profeta. Este menciona o nome do profeta Micaías, mas adverte que este sempre profetizava contra os seus planos e passou a denegrir o nome do profeta.  
Josafá tinha tudo para entrar no “embalo” de Acabe, mas ao invés de agir assim, advertiu-o de que não deveria falar aquelas coisas contra os servos de Deus.
Nós também deveríamos proceder como Josafá, mas muitas vezes, senão na maioria delas, agimos como Acabe, nos lançamos a difamar os homens de Deus como se isto Lhe fosse agradável.  
Ser fiel é procurar fazer a vontade de Deus, buscá-Lo com todo o nosso entendimento e desejo sincero de crescer em sabedoria, não a sabedoria acadêmica que o mundo pode nos oferecer, mas a sabedoria que vem de Deus e que nos faz passar e suportar afrontas de toda espécie.  

Precisamos ser fiéis à Palavra de Deus, não importa o quanto isto nos custe.

Muita paz a todos!
(בן  ברוך) Ben Baruch

Um comentário:

  1. Opa,boa tarde,Sou da equipe detive-particular.com Olha eu aqui denovo,blog muito bom,sempre que dá passo por aqui,continua postando ai,quero ver isso aqui cada vez melhor,alguem ai sabe desse site http://www.rastreadorgps.org/ ? to querendo saber se é bom,dizem que rastrea carro,moto,pessoas até...alguem ja ouvir falar?abraços,bom trabalho ai com o blog que ta fera!

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