segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vivamos em comunhão com todos.


Vivamos em comunhão com todos.

Comprovadamente, o homem é um ser social e não pode nem consegue viver isoladamente sem que haja em seu interior uma ruptura emocional e espiritual.
Durante a nossa existência podemos enfrentar situações que de uma forma ou de outra nos conduzam a uma indisposição com nossos semelhantes. Quando isso acontece, causa tantos males que sentimos em nosso interior a necessidade de nos reconciliarmos com nossos irmãos. Porém, precisamos entender que mais importante do que nos reconciliarmos é evitar que haja o rompimento das relações amigáveis entre nós e também entre os membros da família, da comunidade, do trabalho, da escola, etc.
Desejamos refletir um pouco sobre a necessidade da comunhão entre as pessoas, pois a partir do momento em que realmente há comunhão em nossas vidas não haverá rompimento de relações e assim não precisaremos nos reconciliar com o nosso irmão.
Sempre utilizo a palavra “irmão”, pois independentemente da fé que professemos, somos todos filhos do mesmo Pai: Deus.
Fomos criados por Deus para vivermos em comunhão e não em atrito com nossos irmãos.
Vivemos um período impar na história da humanidade: nunca estivemos tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes uns dos outros.
A globalização interligou os povos e hoje tomamos conhecimento do que acontece em qualquer parte do planeta quase que imediatamente, independente da distância que estejamos dos acontecimentos. Infelizmente até mesmo algumas guerras puderam ser acompanhadas nas telas de nossos televisores e computadores.
Não há dúvidas de que a Internet tem sido um veículo fantástico para que exista essa aproximação entre as pessoas.
Não são poucos os que, utilizando-se desta ferramenta, localizaram amigos que há tanto tempo não viam e puderam restabelecer a velha amizade, perdida muitas vezes em razão da distância que os separavam, e muito embora nem sempre o contato seja pessoal, já dá para matar virtualmente a saudade. Sem dúvida este foi um grande avanço tecnológico.
Mas ao mesmo tempo em que o homem alcançou toda esta tecnologia, tornou-se também mais egoísta e mais fechado em si mesmo.
Os diálogos familiares são cada vez mais esporádicos e não são poucos os pais que “nem vêem o crescimento de seus filhos”, ou mesmo filhos que não presenciam o envelhecimento de seus pais.
Quantos de nós nos sentimos estranhos em nossos próprios lares?
As conversas ao redor da mesa de refeições deram lugar para os bate-papos virtuais com os amigos e a convivência doméstica perdeu seu elo principal: a comunhão entre seus membros.
Todos nós necessitamos trocar experiências e principalmente amor.
Amor... Talvez esta seja a palavra mais vulgarizada nos dias de hoje. O sentimento puro que ele representa perdeu-se nas noites do tempo. Apesar de muitos até dizerem que se amam isso, em muitos casos, não passa de simples balbuciar de palavras sem analisar o seu verdadeiro sentido. É como se saíssem automaticamente dos lábios de quem as profere.
O mesmo que diz amar o seu semelhante é capaz de, num ataque repentino de fúria ou ciúme, matá-lo em nome de um “amor” que na verdade não passa de orgulho e ego feridos.
Somos chamados por Deus para viver em comunhão com Ele e se assim o desejamos é necessário que aprendamos a ter comunhão também como nosso próximo.
Não é a cultura acadêmica que adquirimos ao longo dos anos que determina o quão estreita é a nossa comunhão com Deus e sim a impressão que Ele deixa em nossas vidas.
Quando as pessoas nos olham conseguem ver o amor de Deus espelhado em nossas atitudes ou simplesmente passamos despercebidos de todos? Quando vemos nosso semelhante abandonado por todos, olhamos para ele com olhar de amor e desejo de ajudar e procuramos exteriorizar esse desejo ou simplesmente passamos para o outro lado da rua e procuramos disfarçar como se ele não existisse?
A impressão que devemos deixar à nossa volta não é exteriorizada através de roupas e costumes, das doutrinas humanas ou das demonstrações de beatitude, como fizeram tantos ao longo da história humana, mas através de uma vida compromissada com Deus e com o amor ao nosso próximo.
Temos testemunhado do amor de Deus ou simplesmente “oramos” para que o Senhor envie alguém, não a nós mesmos, para ajudar nossos semelhantes, esquecendo de que o mais próximo de nosso próximo somos nós mesmos?
Quanto mais falamos a respeito de Deus e de nossas experiências com Ele, mais desejamos a Sua presença e isso se reflete na nossa vida diária. Devemos testemunhar sempre o amor de Deus por suas criaturas, em qualquer oportunidade, lembrando sempre da urgência desta mensagem.
Se procurarmos ter uma vida de comunhão com nossos irmãos, compreendendo suas dificuldades, e também entendendo as nossas limitações, estaremos dando um grande passo para que a vida à nossa volta seja cada dia melhor, e lembre-se de que, muito embora você se ache incapaz de mudar o mundo, você pode começar mudando a si mesmo e dessa forma começará a construir um mundo melhor à sua volta e isso poderá contagiar outros a fazerem o mesmo.
Que a nossa comunhão possa mostrar ao mundo que espelhamos o amor e a comunhão que do Eterno recebemos.

A construção de um mundo melhor começa em nós mesmos. Façamos o nosso melhor, o quanto antes.

Muita paz a todos!

(בן  ברוך) Ben Baruch

2 comentários:

  1. Olá amigo super do Bem, ainda bem que existem pessoas que estão dispostas a proliferar palavras de amor e de incentivo a união como vc faz aki, concordo com o texto, viver em paz com Deus e propagar o bem e o amor ao próximo é o unico caminho da verdadeira felicidade plena! Abraçooooss

    Tem sorteio no Blog, se quiser conferir seja bem vindo!

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    1. Querida Kellen, paz!
      Obrigado pelas palavras de carinho que você sempre dispensa a mim. Procuro, através dos textos que escrevo ou que posto de outros autores, fazer com que meus amigos e irmãos leitores possam ver o lado bom da vida e das pessoas e acima de tudo: amem mais a D'us e ao seu próximo.
      Já estive em seu maravilhoso espaço e estou participando. Espero ganhar...rs, mas se não ganhar, também fico feliz apenas pelo fato de tê-la como uma grande amiga.
      Abraços e muita paz.

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