sábado, 9 de junho de 2012

Feridas da alma. Quem pode curar?



Feridas da alma. Quem pode curar?

Gosto muito de observar os exemplos de homens e mulheres que ao longo da vida tiveram ou têm experiências transformadoras com Deus. Eles nos mostram muitas vezes que mesmo homens poderosos aos olhos humanos podem trazer dentro de si chagas profundas, que ninguém, a não ser o próprio Deus pode curar.
Em muitos casos, essas enfermidades não são aparentes, não são visíveis a olho nu, mas trazem em si mesmas um histórico de lutas e sofrimentos íntimos que desnudam seus portadores quando se põem em condições de serem tocados pela graça Divina.
Um desses exemplos é a história do General Naamã descrita no Livro de 2Reis 5.1-14.
O texto nos fala acerca de um general chamado Naamã, que fora usado por Deus para dar vitória aos sírios contra o Seu próprio Povo: Israel. Este homem era muito importante em seu país e era o braço direito do rei da Síria.
Não é difícil imaginar o seu dia a dia: As pessoas quando o viam caminhar ou cavalgar em seu vistoso corcel pelas ruas das Cidades ou no interior do Quartel que comandava, olhavam-no e ficavam maravilhadas com seus grandes feitos, suas grandes conquistas militares. Sem sombra de dúvidas, era admirado e bajulado por todos que encontrava pelo caminho. As pessoas queriam ficar perto dele ouvindo suas estratégias de guerra, os relatos sobre suas conquistas e a demonstração de valentia e dedicação ao seu rei. De fato, o grande General Naamã era uma celebridade local.
Todavia, o que ninguém imaginava, exceto os de sua própria casa, era o que havia por baixo de sua gloriosa armadura. Por fora: prestígio, honra e glória humana, mas por dentro: podridão, dor, sofrimento e vergonha.
Quando dominaram Israel, as tropas da Síria levaram com escrava uma menina judia para trabalhar na casa do general Naamã. Essa menina ao presenciar os sofrimentos pelos quais passava seu senhor, falou com a sua esposa acerca de um homem de Deus que havia em Samaria – uma das cidades de Israel – chamado Eliseu e disse-lhe que se o general Naamã fosse falar com ele certamente voltaria curado.
Aquele homem desesperado, que havia buscado a cura de sua enfermidade em tantos lugares sem obter êxito, certamente deve ter pensado: “não me custa nada tentar mais uma vez..., quem sabe poderei ficar livre deste mal que tanto sofrimento me causa.”
Decidido, comunicou ao rei da Síria o seu desejo de conhecer esse profeta e este o enviou juntamente com uma carta ao rei de Israel, dizendo que deveria promover o encontro, pensando que dinheiro e poder pudessem comprar a cura de seu valoroso general.
Quando leu a carta, o rei de Israel ficou apavorado com a situação, pois acreditava que o rei da Síria estava tentando derrubá-lo do poder. Afinal era rei, mas não era Deus. Reis têm até o poder de matar, mas nunca o poder de curar.
O profeta Eliseu ouviu a história e falou ao rei de Israel: “deixe este general vir aqui e ele verá que há profeta em Israel”.
Naamã chegou com sua imensa comitiva. Cheio de arrogância, achando-se o maioral; acreditando que isso impressionaria Eliseu, mas Eliseu não quis nem conversar com o ele. Simplesmente enviou-lhe um bilhete dizendo que fosse banhar-se sete vezes no rio Jordão.
O general ficou louco da vida quando recebeu o recado e disse: “porventura não são Abana e Farfar, rios da Síria muito melhores do que este Jordãozinho?”, e resolveu voltar para casa a fim de esgoelar a pobre menina que o fizera passar por toda aquela humilhação.
Ele achava que para ser curado teria que fazer um monte de coisas, que o profeta deveria fazer uma série de malabarismos ditos espirituais ou falar algumas palavras “mágicas”. Não era possível que só o fato de banhar-se sete vezes naquele rio sujo poderia curá-lo. Isso era ridículo!.. pensou ele.
Seus servos, porém, o aconselharam a fazer o que o profeta lhe dissera. Afinal, não custava nada, eles já estavam lá mesmo. Quem sabe não daria certo?
Rendendo-se diante de tanta insistência, Naamã foi banhar-se conforme lhe havia sido pedido. Agora, movido não mais pelo orgulho ou pelo dinheiro, mas pela fé, começou a banhar-se e, ao final dos sete banhos, foi totalmente purificado e a sua pele, antes leprosa, ficou como a de uma criança.
Queridos amigos, precisamos entender de uma vez por todas que Deus não faz acepção de pessoas. Nunca fez! O Seu desejo é sempre prover as necessidades daqueles que O buscam com sinceridade de coração.
Aos olhos do povo de Israel Naamã era o temível inimigo a ser vencido, mas aos olhos de Deus fora o instrumento usado para colocar Israel nos eixos.
Assim como Naamã, às vezes nos revestimos com a armadura da incredulidade, achando que o nosso mal não tem mais cura, e quando uma porta se abre acreditamos que o dinheiro é quem poderá resolver tudo e assim buscamos em tantos lugares a cura para o nosso mal.
O problema enfrentado por Naamã era a lepra que o corroía por dentro e já estava começando a se manifestar por fora.
E o seu problema neste momento, qual é? Angústia? Solidão? Saudade de um ente querido que se foi e você não pode fazer nada para impedir a sua partida deste mundo?
Talvez seja o fato de você estar andando pela vida simplesmente se arrastando por ela, em altos e baixos, alternando momentos de alegria e tristeza, de vitórias e derrotas, de espiritualidade e mundanismo.
É aquela dor no peito que apesar do cansaço físico não deixa você dormir a noite.
É aquele frio no estomago, misto de medo e ansiedade que você não sabe determinar a origem.
E como não conseguiu dormir direito, o seu dia já começa mal e você vai se arrastando para o trabalho, e o problema parece não ter mais fim.
Por fora uma roupa bonita, o perfume suave e marcante, mas por dentro o coração quebrado, angustiado e esmagado por um sentimento que você não consegue definir. Um buraco na alma que você não consegue preencher.
Você está sentindo-se assim neste momento ou já se sentiu assim alguma vez na sua vida?
Se a sua resposta for afirmativa, gostaria que você cresse que quando confiamos em Deus e nos colocamos em Suas mãos as nossas feridas são curadas, as dificuldades são superadas e as lutas são vencidas.
Somente Ele pode curar a “lepra” dos nossos sentimentos enganosos.
Somente Ele pode fazer estancar esse fluxo de ódio que muitas vezes povoa a nossa mente e corrói a nossa alma.
Somente Ele pode preencher este vazio que existe em nosso peito.
Através dos exemplos contidos na Bíblia, aprendemos que muitas vezes as piores e as mais terríveis enfermidades não são as que contaminam e destroem o corpo físico, mas aquelas que impregnam o nosso interior, a nossa alma e são elas que necessitam ser purificadas e curadas em nossas vidas.
Feridas da alma, frequentemente doem mais que enfermidades físicas, porque produzem efeitos que se prolongam por muitas existências.

Se você se identificou com o que dissemos e deseja curar esta enfermidade, tenha a certeza de que o melhor caminho é apresentá-la sinceramente diante de Deus e pedir-Lhe que a cure o quanto antes. Pode ter a certeza de que antes que você abra seus lábios Ele já estará atendendo o seu pedido. Afinal Ele é o Médico dos Médicos e Seu diagnóstico e remédio são sempre Perfeitos. Feridas da alma necessitam de medicamento imediato, portanto, busque a sua cura o quanto antes.
Muita paz a todos!

(בן  ברוך) Ben Baruch

3 comentários:

  1. Querido amigo Ben,
    Bela postagem, um texto profundo e verdadeiro! Com toda a certeza, somente Deus pode curar nossas dores e feridas da alma e do coração. É maravilhoso saber que temos um Pai bondoso e fiel que nos ampara com Seu infinito amor, que podemos entregar nosso fardo à Ele e confiar! Deus é o caminho...
    Amigo, no dia 30 de maio fez 2 anos que minha filha partiu, fiz um post especial. Espero sua visita!
    Beijos em seu coração.

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  2. ¡Hola Ben!!!
    Te felicito por este completo e importante ¡Texto: el cual nos habla de las heridas del alma!
    Un tema que sufre más -de la mitad -de la humanidad, Y sólo Dios nuestro Señor nos puede ayudar.
    Gracias por compartir tus interesantes letras. Un beso y se feliz.

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  3. Olá Ben. Somente Deus cura e alivia nossa alma do sofrimento. Grande abraço.

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