sexta-feira, 1 de junho de 2012

Como Controlar a raiva


Você já ficou furioso?
A ira é uma palavra ampla usada para descrever uma reação humana básica – às vezes saudável. Porém estou me referindo ao tipo doentio. Todos conhecemos isto. A fúria irracional, agressiva – “perder as estribeiras”.
E então, você fica furioso? Às vezes você é consumido pela fúria?
Volte por um momento àquele estado mental. Como você se sente? Está no controle de sua vida? Ou você perdeu o controle? Em vez de dirigir sua reação emocional, a fúria na verdade controla você? E, se você perdeu o controle, para quem o perdeu? Quem está no banco do motorista em sua vida?
Não é você.
“Você” é o seu “melhor você”, e isso não é você.
Como explicam algumas obras clássicas da espiritualidade judaica: Quando você sucumbe à ira, desencadeia seu inferno interior, É o que você tem de pior. É tóxico.
Por mais estranho que pareça, também pode ser sedutor. Esta força, que destrói a qualidade de sua vida, pode se tornar uma droga emocional; finge ser sua amiga, apresentando-se como “mostre quem você é”.
Pense novamente. Nas palavras de Iyov (Jó 5:2): A fúria mata o tolo.
Precisamos ter autoconsciência. Precisamos sentir quando este inimigo entrou na nossa psique. Quando sentimos ira, precisamos ver uma bandeira vermelha na nossa mente e então começar imediatamente a pensar numa maneira de nos controlar, como impedir a espiral descendente de ressentimento e fúria.
Mas para criar um sistema interno de reação adequada, precisamos cultivar uma sensibilidade ao perigo. Precisamos de um reconhecimento genuíno de que a fúria é um veneno ao sistema humano, e um impedimento para se levar uma vida significativa. Se você enxerga a fúria dessa maneira, tem mais probabilidade de controlar a sua psique – reestruturando sua perspectiva de canalizar as emoções de maneira mais produtiva.

Durante milênios, a tradição judaica nos ensinou que a fúria também reflete uma falta de fé. A equação é bem simples: ficamos furiosos quando nos sentimos vulneráveis a uma ameaça ou problema. Quando eu acredito em D’us, não posso me sentir vulnerável. Quando sinto minha fé em D’us, minha percepção sobre o mundo focaliza minha jornada Divinamente concedida, meu destino – não a minha percepção de vulnerabilidade.
A fúria compete com meu senso de destino. Não posso deixar que ela vença.
Entre um estímulo potencialmente causador de fúria e a minha reação há uma lacuna: é aí que entra a minha escolha. Preciso reconhecer que alguns problemas podem ser resolvidos, alguns podem ser melhorados, mas de qualquer maneira preciso escolher uma reação que seja apropriada para a minha jornada da vida – e os desafios são uma parte daquela jornada.
Portanto, preste atenção ao seu quociente de fúria.
Reduza-o, e aumente a sua qualidade de vida.
Mendy Herson

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