segunda-feira, 18 de junho de 2012

Acalmando as tempestades da vida



   

Acalmando as tempestades da vida

Temos presenciado os rigores com que a natureza tem castigado diversas regiões do planeta.
Em alguns lugares constata-se o excessivo calor e temperaturas altíssimas que têm mudado o comportamento de seus habitantes; em outras, vemos o processo inverso: o frio bate recordes pela sua constância e intensidade, como temos visto nos últimos anos nos EUA e em grande parte da Europa.
O Brasil não ficou inume a essa “revolução climática” que tem devastado regiões inteiras através da intensidade das chuvas ou do frio excessivo que produz geada e grazinos em cidades onde a temperatura média costumava ficar em torno dos 30 graus e tem ocasionado transtorno, dor, sofrimento e desabrigo a milhares de pessoas.
O texto de Jonas 2.1-10 nos diz: “Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao SENHOR, seu Deus, e disse: Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz. Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim. Então, eu disse: lançado estou de diante dos teus olhos; tornarei, porventura, a ver o teu santo templo? As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou; e as algas se enrolaram na minha cabeça. Desci até aos fundamentos dos montes, desci até à terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim, para sempre; contudo, fizeste subir da sepultura a minha vida, ó SENHOR, meu Deus! Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do SENHOR; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo. Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso. Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação! Falou, pois, o SENHOR ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra.”

O Texto Sagrado que lemos nos mostra que ao sentirem-se ameaçados pela tempestade que se formara nos céus e provocava consequências cruéis nas águas que cercavam o barco, decidiram lançar sortes para identificarem o “culpado” por tamanha destruição. Esta recaiu sobre Jonas, que sem murmurações, pediu que o lançassem ao mar para que a tempestade acabasse. Eles assim o fizeram. A tempestade e o mar se acalmaram e um grande peixe engoliu a Jonas.
No ventre do peixe, Jonas viu que sua situação era trágica e que a morte se aproximava, clamou ao Único que realmente poderia ajudá-lo naquele momento: recorreu ao Eterno, e Este, de pronto, ordenou ao peixe para que o devolve-se à superfície.
Nesse momento ocorre a Rio+20 e muitos palestrantes se voltam para os problemas e soluções que serão adotadas para se prevenir que catástrofes ambientes geradas no presente causem danos às gerações futuras.
Não é nosso objetivo nesse momento estabelecer se esses fenômenos são ocasionados ou não pelo desrespeito de seus habitantes ou pela indiferença de seus governantes.
Existem tempestades muito mais devastadoras em nosso meio que independem do aquecimento global, ou dos desmatamentos e queimadas feitas à revelia de suas consequências pelos habitantes da Terra, principalmente nas grandes cidades brasileiras que estão mais próximas de nossos olhos e deviam falar mais de perto aos nossos corações.
A tempestade da ingratidão tem arrastado muitos seres humanos ao desespero e à loucura face ao abandono a que estão sujeitos, gerado na maioria das vezes, pelos próprios familiares e não raras vezes pelos próprios filhos que não veem no trato e cuidado que seus progenitores tiveram para com eles durante toda uma vida senão um ato de obrigação por tê-los colocados neste mundo, sem “nem ao menos lhes perguntarem se desejavam ou não nascer em seus lares...” dizem alguns.
As torrentes do ódio têm transformado corações, que poderiam mudar o mundo para melhor, em vidas e mentes assassinas que roubam não apenas os sonhos e a própria vida de alguns, mas que paralisam processos edificantes em muitas vidas que em presenciando tantas crueldades, deixam-se arrastar pelos critérios adotados pela maioria, entendendo que pelo fato de o mundo estar ruim e que a tendência é apenas piorar, preferem a clássica resposta de que não cabe a nós, seres humanos, tentar mudar as coisas, pois por mais que façamos, esse processo destrutivo é irreversível.
Os terremotos da indiferença têm feito com que passemos pela vida sem ao menos olhar para aqueles que tanto necessitam, como se o cuidado com aqueles pobres irmãos pertencesse a qualquer um, menos a nós mesmos.
Você, assim como eu, tem presenciado essas cenas diariamente e não poucas vezes, questiona-se se haverá um meio ou alguém que poderá fazer com que esse processo estanque ou ao menos diminua de intensidade.
Talvez você esteja sentindo na própria pele algumas dessas “tempestades” e “terremotos” no seu dia a dia.
Quem sabe você está sendo vitima de um filho (a) ingrato (a) que não enxerga em você a mãe amorosa e dedicada que você é. Ou talvez o processo seja inverso: o de um filho (a) amoroso (a) que não encontra em seus pais aquilo que se espera deles: amor, compreensão, orientação para uma vida integra e feliz.
Talvez você esteja sentindo-se abandonado por todos: amigos, parentes, companheiros de jornada e quem sabe, ao olhar para o horizonte da sua vida, ele se mostre sombrio e sem perspectivas.
Mesmo que todas essas situações tentem se instalar em sua vida, fazendo com que em seu coração esfrie o amor pelos semelhantes, não se entregue a esses sentimentos destruidores, busque o consolo e a proteção do Eterno e quando a bonança se instalar em sua vida, espalhe amor e compreensão à sua volta e você verá que o mundo tomará um novo brilho, e tudo parecerá renovado e mais cheio de vida, porque estará repleto do amor de Deus estampado em seu semblante e refletido em sua vida.
O Senhor sempre nos ouve e acalma as tempestades causadas pelas nossas dores. Lembre-se disso. Busque-O e seja feliz.
Shalom Aleichem!




(בן  ברוך) Ben Baruch

3 comentários:

  1. Respostas
    1. Querida Janice, paz!
      Eu é que agradeço sua visita.
      Beijos e muita paz!

      Excluir
  2. Como os terremotos da indiferença nos afasta dos demais seres!
    Somente o Ser Supremo para estancar esse processo (e outros)tão mesquinho.

    PAZ!

    ResponderExcluir