quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Não nos surpreendeu a declaração do embaixador do Irã"

O CJL (Congresso Judaico Latino-Americano) emitiu um comunicado em relação às expressões de Hojjatollah Soltani sobre o Holocausto.
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 BUENOS AIRES (CJL) - Há poucos dias, o embaixador da República Islâmica do Irã em Montevidéu, Hojjatollah Soltani, colocou em dúvida o Holocausto judeu ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial.

Não nos surpreenderam estas aberrantes declarações. Soltani é o representante de um governo que conclama a apagar do mapa um Estado, e permanentemente nega o Holocausto.

Sabemos que, no Uruguai reina uma profunda cultura da memória, da diversidade, do respeito mútuo e da justiça, valores que Soltani insultou com suas declarações. O Uruguai foi o primeiro país da região a erigir um Memorial às Vítimas do Holocausto, e a cada 27 de janeiro expressa, conforme o mandato da ONU, sua vocação em recordar e educar sobre este capítulo sombrio da história para que não volte a se suceder. Há somente alguns días, o Parlamento uruguaio aprovou uma lei e que honra a memória das vítimas do Holocausto, e deseja incorporar esta temática no currículo escolar e na programação do sistema de radiodifusão e cultura do país.

Sabemos que Uruguai rechaça este ato de negação e antissemitismo. Também, temos conhecimento de que o Irã é quem o promove.

A vigência dos valores de tolerância e liberdade, e a história de respeito pelos direitos humanos que caracterizam o Uruguai levou a homens de bem a levantarem a voz contra mentiras como as expressadas pelo representante do Irã, um país com o qual o Uruguai tem vínculos comerciais.

Essas declarações mostram que, no transcurso do tempo, não é possível desvincular as relações comerciais das ideologias políticas de distintos países. Sem dúvida o Irã, a partir sua embaixada, importa à região ideias que não cabem na cultura de nossos países. Então, nos perguntamos: Como compatibilizar a democracia latino-americana, como neste caso à uruguaia, com um país que não respeita os direitos humanos nem de suas próprias mulheres?

Nossa região é receptora de dois veios de dinheiro provenientes do Irã: Uma gerada pelo crescimento do comércio internacional, e a outra para o desenvolvimento de uma infra-estrutura terrorista, como provou a Justiça Argentina no caso AMIA, onde foram assassinadas 85 pessoas.

Apelamos para o fortalecimento da democracia, da cultura e da diversidade, e que impere a vigência dos direitos humanos, para que estes lancem luzes onde hoje reinam trevas.

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