terça-feira, 15 de setembro de 2015

Livro Uma História de Amor - Venda disponível na loja física ou virtual


A nova remessa do livro Uma História de Amor já está disponível para venda em nossa loja física ou através do face/ email.
Amanhã, já estaremos enviando os exemplares com marca páginas incluso na embalagem para aqueles que já confirmaram o depósito.
Se você ainda não adquiriu, aproveite. Faça agora mesmo o seu pedido.
Apenas R$ 35,00 para adquirir pessoalmente ou R$ 42,00 para qualquer parte do Brasil, já incluídas as despesas de envio pelos Correios.
Junte-se aos leitores que puderam conhecer como um verdadeiro amor se constrói e resiste às intempéries do tempo e da vida.
Amores sinceros e eternos existem e estão esperando em algum lugar no tempo e no espaço... basta acreditar firmemente em sua realização, e eles acontecerão.
Faça seu pedido por e-mail: reservas@benbaruchlivros.com.br ou inbox aqui no face e passaremos as informações necessárias para depósito e envio do seu exemplar.
Em breve também estaremos negociando através do site: www.benbaruchlivros.com.br (ainda em construção). No momento o link está direcionando para o blog. Lá disponibilizaremos pagamentos com Cartão de Crédito, Pag Seguro, boleto ou depósito bancário.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Na Dimensão do Espírito. Conheça um pouco mais sobre a estrutura do livro.


Na Dimensão do Espírito.
Conheça um pouco mais sobre a estrutura do livro.

Os textos não fazem apologia a nenhuma ordem religiosa. Na Dimensão do Espírito, não é um livro sobre Judaísmo ou Espiritismo, nem tem por objetivo exaltá-los em relação às outras religiões, quer sejam elas Cristãs ou não. Na Dimensão do Espírito é um livro espiritualista. Sendo assim, seu verdadeiro propósito é fazer com que ao analisarmos os textos nele contido, possamos refletir juntos a fim de que nos transformemos em seres humanos melhores e mais compromissados com Deus e com o amor ao próximo.
            Para melhor compreensão foi dividido em três partes, a saber:

I-                    Conhecendo-se a si mesmo
Para que possamos entrar no terreno da espiritualidade, entendemos ser de suma importância conhecermos os nossos limites, compreendermos que somos seres humanos e estamos sujeitos a erros e acertos que podem ser negligenciados ou assumidos, revistos e corrigidos. Cabe apenas a nós mesmos escolher o melhor caminho a seguir. Nesta divisão saberemos como somos e se incorrermos em erro, qual o caminho que devemos seguir para viver uma vida satisfatória, produtiva e feliz no aqui e no agora, ou seja: nesta existência física.

II-                 Conhecendo a Deus
Ao saber quem somos e de que somos capazes, cabe-nos agora buscar conhecer a Deus. Como Ele nos enxerga, como atende os nossos pedidos, como nos ajuda a revertermos a situação adversa na qual nos colocamos. Saberemos como buscá-Lo na intimidade. Sem esse conhecimento não conseguiremos entender os motivos que nos levam a buscar um relacionamento harmonioso com o nosso próximo.

III-               Relacionamentos Humanos
Sabemos quem somos, quem é Deus e o que Ele espera de cada um de nós, cabe-nos agora, colocar em prática esses conhecimentos. Espiritualmente todos nós, seres humanos, temos a mesma origem: Deus e precisamos compreender que se desejamos viver plenamente nesta e na próxima existência, seja ela espiritual ou física, teremos que exercitar o amor, o entendimento e a solidariedade com os nossos semelhantes. Sem essas atitudes, o mundo nunca se transformará em um lugar melhor para se viver, nem as pessoas atingirão um estágio melhor para se relacionarem.

Boa leitura!

Ben Baruch




terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ben Baruch e Blog do Ben. Quem somos e há que nos propomos?


Ben Baruch e Blog do Ben. Quem somos e há que nos propomos?


Algumas pessoas encontram dificuldades para expressar sentimentos ou divulgar ações que, no seu entendimento, constituíram fracassos diante os planos que estabeleceram antes e ao longo da vida. Agem assim, porque ficam preocupadas com o julgamento que muitos poderiam fazer a seu respeito.
Eu, todavia, não tenho receio em expor meus sentimentos, dúvidas, incertezas ou ainda compartilhar projetos que empreendi e que não deram certo. Acredito que somos espíritos em constante evolução e que ainda nos falta muito para chegarmos a merecer uma morada física mais tranquila, por essa razão, entendo que devemos aprender ao máximo o que cada existência tem a nos oferecer em termos espirituais e intelectuais. Inevitavelmente, nesse aprendizado ocorrerão acertos e fracassos. Basta saber como encará-los de frente, sem medo de parecer ridículo aos olhos dos outros, superá-los e seguir em frente.
Não me considero perfeito. Ao contrário, sinto-me um ser incompleto em todos os sentidos. Sendo assim, busco através da prática do conhecimento adquirido, transformar-me em um ser humano melhor a cada dia. E vamos ser sinceros: coisa difícil de conseguir neste humilde planeta de provas e expiações em que vivemos, pois quando temos este desejo, sofremos combate de todos os lados: são inimigos visíveis e invisíveis que nos atacam e nos assediam sem parar. Os visíveis, costumamos chamar de invejosos ou parasitas, porque, na maioria das vezes, desejam obter o que temos sem esforço próprio. Os invisíveis, uns os chamam de demônios, outros de obsessores e talvez sejam piores que os visíveis, porque podem nos atacar de todos os lados sem o menor constrangimento. O nome pouco importa, o objetivo principal de ambos é impedir que avancemos e nos candidatemos a uma existência sem tantos percalços no caminho como a que temos atualmente.
Embora tenha ascendência judaica, cresci como cristão e por dezessete anos militei nas lides espíritas de São Paulo, alguns deles na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Depois, entendendo ser um “chamado” para novo aprendizado, me bacharelei em Teologia em um renomado Seminário Batista e por nove anos atuei junto à liderança desta respeitada denominação evangélica, mas não me sentia convencido dos ensinamentos recebidos e por essa razão decidi me desligar. Embora tenha sentido o desejo de retornar à Doutrina Espírita, acabei não o fazendo fisicamente por questões familiares. Uma maneira de conciliar minha crença na imortalidade da Alma e na possibilidade das reencarnações sucessivas foi abraçar o Judaísmo que nesses aspectos têm posições, em parte, semelhantes. Desde o ano 2000 procurei pautar minha vida, meu relacionamento com Deus e com o meu próximo, seguindo essa vertente Teológica, mas chega um momento em nossas vidas em que devemos nos posicionar firmemente diante de nossas convicções e foi isso que fiz.
Sempre entendi que em tudo existe um plano Divino estabelecido para cada criatura e por essa razão não creio tenham sido em vão os anos em que atuei junto àquelas Instituições, afinal vi meus filhos crescerem e se transformarem em pessoas sérias e compromissadas com Deus e consegui ao longo desses anos fazer com que os que conviveram comigo pudessem ter uma visão diferente acerca dos adeptos de outras religiões, principalmente acerca de espíritas e judeus.
Hoje, desejo apenas expressar meus sentimentos mais íntimos em relação às minhas crenças na imortalidade da Alma e no infinito amor de Deus, sem me preocupar em ser rotulado desta ou daquela maneira, com este ou aquele título, desejo simplesmente continuar minha jornada evolutiva para me tornar um ser humano melhor do que era quando aqui cheguei.
Talvez você esteja se perguntando: como é possível que alguém possa propagar uma doutrina que todos esperam que o mesmo combata? Afinal o “Blog do Ben”, têm demonstrado uma tendência à divulgação de textos espíritas e evangélicos e judaicos.
É uma boa indagação eu diria. E para entendê-la melhor, deveríamos buscar respostas nos planos espirituais que estabeleci antes de renascer para cumprir minha atual prova, missão ou expiação, e isso só saberemos quando eu voltar à realidade de nossas vidas: a espiritual.
Importante salientar que o “Blog do Ben” não faz apologia a nenhuma ordem religiosa. “Blog do Ben” não é um blog sobre Judaísmo nem sobre Espiritismo, nem tem por objetivo exaltá-los em relação às outras religiões, quer sejam elas Cristãs ou não. Seu verdadeiro propósito é fazer com que ao analisá-los possamos refletir juntos a fim de que nos transformemos melhores e mais compromissados com Deus e com o amor ao próximo.

As doutrinas pelas quais passei me ensinaram muitas coisas que me ajudam a ver atualmente os meus irmãos de uma forma diferente daquela que os via há muito tempo atrás.
Na Doutrina Espírita, olhava-os, sempre tentando, de várias maneiras minorar seus sofrimentos materiais, antes do espiritual, sem nunca ter em mente que essas atitudes pudessem ajudar em meu próprio desenvolvimento espiritual – cujo interesse, víamos acontecer com muitos irmãos no passado e no presente. Fazia-o simplesmente por me colocar no lugar daqueles irmãos menos favorecidos e, apesar de levar a consolação dos Evangelhos e das Obras da Codificação Espírita, não entendia que estava realizando uma obra completa naquelas vidas. Faltava alguma coisa.
Talvez por me preocupar muito mais com os aspectos morais e éticos da Doutrina Espírita, sendo até mesmo radical em relação à defesa da pureza doutrinária que estava sendo um pouco esquecida na época, eu tenha me decepcionado com alguns dos que me cercavam e isso me levou a buscar uma nova forma de expressar meu o amor a Deus. Quem sabe...? Sinceramente não posso afirmar que esse tenha sido realmente o motivo.  Talvez, apesar de conhecer profundamente as Obras da Codificação que durante esse período foram estudadas e comparadas, eu nunca tenha conseguido colocá-las integralmente em prática como deveria em minha vida. Pode ser também que tenha fugido à responsabilidade que tantos depositaram em minhas mãos e que deveria abraçar... Não sei. Quem sabe, os motivos tenham sido outros: muito envolvimento com obras sociais, excessiva divulgação doutrinária e talvez por essa razão tenha sido alvo da esperança de muitos irmãos que viam em mim um futuro promissor para continuar a obra que iniciaram. Quem poderá saber...?
Em minha transição pela Igreja Evangélica, a situação não foi diferente. Acreditava sinceramente que ela poderia responder minhas indagações acerca das diferenças sociais e humanas. Mas também, infelizmente, não preencheu aquele vazio existencial que havia em mim. Não havia nela o desejo de ajudar materialmente os necessitados, pois acreditava que o espiritual era o mais importante. E no tocante à “salvação”..., a posição era simplesmente insustentável humana e teologicamente.
Não consigo dissociar Deus do cuidado para com o ser humano. Não consigo dimensionar Seu amor em meio a doutrinas e ensinamentos que levam as criaturas a sofrerem eternamente, sem que tenham uma única oportunidade, após a morte, de se arrependerem de seus erros e recomeçarem. Desculpem-me, mas em minha concepção de Deus não existe espaço para o sofrimento e o banimento eternos da Sua presença
Querem me rotular como Teólogo liberal? Herege? Fiquem à vontade. Isso não me denigre nem me ofende, pois dimensiono a Deus como Ele realmente é: Amor em sua plenitude!
Ao contrário de muitos, não tenho receio de expor minhas ideias e convicções religiosas, por essa razão prefiro expô-las aqui no Blog e não no Facebook, que considero “terra de ninguém”. Sou sempre transparente e todos que me conhecem ou tiveram a oportunidade de ler meus trabalhos sabem disso.
Minhas mensagens não buscam autopromoção, mas ajudar quem precisa de apoio moral e espiritual e está distanciado de Deus.
Antes que isso se torne uma autobiografia, vamos terminar dizendo que os textos buscados em diversos autores e as reflexões de minha autoria são fruto do que realmente creio e não os coloco neste espaço por serem apenas temas atraentes e confortadores, mas o objetivo principal é fazer com que ao analisá-los possamos refletir juntos e nos ajudemos através dos comentários deixados, a nos transformarmos em pessoas melhores, mais compromissadas com a verdade e com o amor ao próximo.
Sejam todos bem vindos!
Muita paz a todos!
Ben Baruch



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Religião: União ou divisão?


Religião: União ou divisão


Se você é brasileiro ou mora no Brasil, já ouviu o velho adágio popular que diz: Futebol e Religião não se discute!
Com certeza você já ouviu essa frase e muitas vezes a pronunciou para “acalmar” os ânimos daqueles que estavam “discutindo” sobre a melhor e a mais correta forma de servir a Deus ou mesmo para se vangloriar por “conseguir” demonstrar ao seu interlocutor os motivos que o levam a torcer para determinado clube de futebol ou a pertencer a um determinado grupo religioso.
Realmente, se olharmos para o lado da disputa, seremos forçados a concordar que “futebol e religião” não se discute, pois cada um tem sempre na ponta da língua a resposta que acredita por fim à disputa, mas o que vemos sempre é que ao se pronunciar este ditado a conversa praticamente acaba, num misto de indignação e insatisfação. Indignação, porque você não consegue entender como alguém pode ser tão “mal educado” a ponto de colocar um ponto final em um tema tão importante como falar acerca de Deus; e insatisfação, porque você estava apenas começando a conversa quando foi tão “abruptamente” interrompido, exatamente no momento em que você conseguiria “provar” que você e não seu interlocutor é quem estava com a razão.
Se você é daqueles que gostam de uma “boa briga” vai demorar um bom tempo para digerir toda aquela situação. Seu estômago e cabeça ficarão fervilhando, aguardando apenas o momento exato para dar o troco e com isso “aliviar” o mal estar causado por aquele que você considerava tanto, ao ponto de ter resolvido abrir seu coração para expor, “sem reservas”, tudo o que pensa.
Mesmo que você nunca tenha sentido na própria pele essa situação, com certeza conhece pessoas que passaram por isso. Talvez você mesmo, pelo fato de ter participado de algumas dessas conversas apenas como ouvinte tenha decidido fazer desse ditado uma regra áurea para sua vida.
Vamos tentar entender o porquê desta situação tão desagradável.
A palavra portuguesa religião, vem do latim “religare”, que significa “religar”, “atar”.
Teólogos a veem como a expressão da “religação” do homem a Deus, mas ela pode estar associada a diversos temas que nada têm a ver com questões Teológicas, mas queremos nos ater a esse aspecto porque é sobre ele que pesa toda a força desse ditado.
Se perguntarmos a uma pessoa se ela se “ofenderia” ou se sentiria “traída” se alguém muito próximo a ela decidisse por vários motivos mudar de religião, ela certamente dirá que não e que cada um tem o direito constitucional de crer livremente no que ou em quem bem entender. Acrescentará ainda que, “de forma alguma”, seu relacionamento com a pessoa que abandonou a antiga fé será alterado.
Essa atitude seria a mais correta, mas será que isso de fato acontece?
Infelizmente não. A maioria das pessoas não pensa nem age assim. Na maioria dos casos a amizade não continua a mesma, principalmente quando a pessoa que “mudou” de religião passa a crer em valores e manifestações espirituais totalmente opostos à sua antiga fé. Fé que seus “amigos” ainda mantêm.
Você deve estar pensando que isso está ficando um pouco complicado de entender não é? De certa forma, você tem razão: é muito complicado entender quando dizemos algo sem pensar ou dizemos apenas para seguir a opinião da maioria, ou ainda, dizemos que aceitamos apenas para dizer que somos diferentes da maioria que certamente não aceitaria.
Desculpe, mas qualquer das respostas dadas acima é destituída da verdade e quando essa situação ocorrer em sua vida, talvez você se sinta predisposto a agir como a maioria: repudiará a pessoa que “abandonou” a fé familiar que você tanto “presa”.
Você se sentiu ofendido com essa afirmação? Por favor, não se ofenda, pois estamos apenas analisando o comportamento da maioria das pessoas não apenas no Brasil, mas praticamente em todo o Planeta.
Alguns grupos religiosos chegam ao ponto de matar o “herege” que abandonou suas fileiras. Outros mais extremistas preferem acabar com toda a família, para que o “maldito” exemplo deixado pelo “herege” nunca mais seja seguido.
Você duvida do que estou falando?  Acha que estou sendo radical? Não duvide; isso de fato acontece em diversos grupos religiosos espalhados pelo mundo e como nosso propósito não é discutir se essa ou aquela religião é a correta não vamos mencionar nenhuma delas, não apenas por uma questão de ética, mas porque entendemos que todo justo terá lugar no “mundo vindouro” e para que uma pessoa seja considerada “justa” diante dos homens e de Deus, não precisará necessariamente estar vinculada à religião predominante, pois Deus criou a todos com as mesmas possibilidades e ama a todos indistintamente. Você não concorda com isso? Tudo bem, não se preocupe, podemos continuar amigos, independentemente das opiniões que tenhamos em relação a essa e tantas outras questões...
Conheço uma pessoa que, ao longo da vida, se preocupou em ajudar as pessoas em todos os sentidos: materiais, pessoais e espirituais. Seus amigos e familiares a tinham na cota de uma pessoa altamente culta, espiritualizada e seu desprendimento pelas coisas materiais era até mesmo questionado em determinadas situações, pois embora nunca tenha deixado sua família desamparada, concedendo-lhe sustento material, afetivo e espiritual, ainda assim diziam que ele se preocupava demais com as pessoas de fora. Na verdade “essas pessoas de fora” eram órfãos, idosos instalados em asilos com precárias condições de higiene e saúde, famílias desamparadas que não viam perspectivas de futuro se não fossem ajudadas e orientadas por ele e seus amigos.
Lembro-me de que em certa época esse amigo ficou desempregado por quatro meses e apesar dos “apelos” e “justificativas” dos amigos dizendo que ele poderia se beneficiar dos donativos que eram destinados e depositados na Entidade que ele havia criado para ajudar aquelas pessoas, ele nunca se beneficiou sequer de “um grão de arroz” e dizia que Deus haveria de dar-lhe condições para conseguir um novo emprego e que aquelas pessoas dependiam exclusivamente da ajuda que conseguia através de doações que ele mesmo buscava e cobrava de seus patrocinadores.
Durante muitos anos esse amigo serviu de ícone para tantos que desejavam ser como eles o rotulavam: “espiritual, desprendido de coisas materiais e que pensava em primeiro lugar em manter a sua família e em segundo lugar ajudar ao seu próximo como Deus espera de todos nós. Dizia que isso com certeza era a sua missão na Terra”. Era isso que todos pensavam a seu respeito, apesar dele nunca ter concordado e sempre dizer que era apenas um instrumento Divino para ajudar aquelas pessoas e que cada um de nós poderia não apenas ser igual a ele, mas superior a partir do momento que buscassem se colocar no lugar dos que tanto necessitavam. Dizia que “se não se dispusesse a ajudar, Deus levantaria outro num piscar de olhos”.
Sempre questionador e estudioso das questões Divinas, em determinado momento de sua vida, procurando entender os motivos de não ser capaz de compreender a Teologia que lhe fora ensinada até então, buscou em suas raízes ancestrais a resposta para essa “insatisfação” e chegou à conclusão de que o problema não estava no fato de querer ajudar seu próximo como tinha feito até então, mas na forma de entender Deus, de saber como Ele de fato é, sem as fantasias Teológicas que ouvirá até então. De posse desse conhecimento e com o coração puro e entregue ao Criador decidiu que a Ele se entregaria e serviria em um novo contexto Teológico.
Quando comentou com parentes, amigos e líderes eclesiásticos constituídos, todos foram unânimes em afirmar que ele enlouquecera. Que não era crível que alguém com uma formação Teológica Ortodoxa como ele tivera, pudesse concluir que tudo que aprendera até então havia sido insuficiente para confirmar a fé familiar e deixá-lo em paz em seu relacionamento com o Criador.
Ele amável e educadamente confirmou que seus estudos o levaram a crer que tudo que aprendera até então era falso, fruto da imaginação humana e que o corpo Teológico/Doutrinário que recebera por tantos anos não passava de ilusão dos que ainda continuavam nele, mas tranquilizou seus amigos (opositores na verdade) dizendo que não tinha nenhum propósito ou desejo de criar um cisma entre os amigos da antiga fé ou de sua família, que desejava que todos fossem felizes e servissem a Deus da maneira que achassem melhor e que de forma alguma tentaria fazer prosélitos.
Isso em nada adiantou. Seus familiares passaram a tratá-lo de forma diferente. Se em determinados momentos não eram agressivos, debochados e sarcásticos em suas críticas, eram no mínimo indiferentes em relação à sua presença e entreolhando-se comentavam à miúda, sua nova maneira de se vestir, de pensar e de falar.
No começo ele entendeu que poderia contornar essa situação, mostrando que ainda era o mesmo e que apenas não cria em Deus da mesma maneira que antes, mas isso em nada o ajudou no difícil impasse. Embora ainda viva com sua esposa, na mesma casa, apesar de dormirem em quartos separados, seu casamento acabou e o que ficou de tantos anos de convivência foi apenas a presença dos netos tão queridos, pois uma de suas filhas que ele tanto ama, o trata com tamanha indiferença que muitas vezes o levou a questionar se ela realmente o amava como ele a ama.
Sua situação hoje em relação à família é a de quem se sente um intruso em sua própria casa, mas ele segue firme, na certeza de que Deus haverá de lhe dar descanso e sua esperança é de que seus netos no futuro, quando crescerem, embora não concordem com sua maneira de buscar a Deus, pelo menos a respeitem e reconheçam que ao longo de suas vidas receberam apenas amor de alguém que o restante da família tanto desprezava. Ele está cada vez mais convicto de suas posições Teológicas e continua orando ao Eterno, não para que ele “converta” sua família, mas para que todos o vejam apenas como membro dela e que respeitem sua maneira de pensar e crer.
Querido leitor, essa situação aparece com mais frequência do que podemos imaginar. Vivendo em uma sociedade que deseja impor suas “convicções” e “certezas” a todo custo, independentemente se elas irão ou não ferir outras pessoas e deixar sequelas por muitas gerações, precisamos dar um basta nessa atrocidade social que deseja impor aos demais aquilo que pensamos e acreditamos como sendo a única” posição confiável.
Deus criou todas as pessoas com as mesmas condições e possibilidades para se relacionarem com Ele da melhor maneira possível e não estabeleceu que esta ou aquela forma de credo religioso é a correta, mas que todos nós deveríamos colocá-LO em primeiro lugar em nossas vidas e que em seguida deveríamos olhar e cuidar de nosso próximo porque ele também havia sido criado e é amado por Ele.
Está mais do que na hora de revermos nossos conceitos de fé e entender que a religião deve ser em primeiro lugar um elo que une ou “religa” a criatura ao seu Criador, mas que esse relacionamento espiritual deve ser promovido em quanto ainda estivermos vivos e involuntariamente passa pelo nosso comportamento e relacionamento com o nosso próximo.
O que mencionei acima não é uma “estória” para demonstrar a indiferença e o confronto pelos quais muitos passam, mas é a história de uma vida dedicada a servir ao Criador e ao próximo que não consegue muitas vezes conviver em paz e harmonia com aqueles há quem tanto ama e a quem Deus lhe confiou.
Pense em tudo que dissemos e analise se seu comportamento não é semelhante ao dos que isolam, denigrem ou até mesmo tornam insustentável a vida de alguém próximo que decidiu após analises Teológicas seguir uma fé distinta da sua.

Deus não pertence a este ou àquele grupo em particular, mas rege igualmente o Universo e tudo que criou e Seus “ouvidos” estão atentos ao clamor de todos aqueles que O busquem com sinceridade no coração e firme desejo de cumprir a Sua vontade.


Ben Baruch

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Nisto creio!



Nisto creio!

Às vezes somos colocados em um meio onde temos que escolher entre demonstrar publicamente nossa forma de pensamento e convicção em relação ao mundo espiritual ou manter a comunhão entre os que pensam de forma diferente, principalmente no seio doméstico, e que, se fossem confrontados em sua fé, isso não resultaria em nenhum benefício imediato, podendo até mesmo ocasionar uma ruptura familiar.
Pouco importa o nome pelo qual alguém se dirige ao público geral; exemplo disso são escritores que se utilizam de pseudônimos para expressar o que sentem, a fim de que o conceito que nutrem junto ao meio acadêmico não influencie na análise dos que leem seus textos, objeto de suas novas pesquisas. No meu humilde entendimento, creio que muito mais importante que o nome ou título do autor, seja o conteúdo da mensagem que este transmite, se estiver firmada em conceitos espirituais que não se confrontem com os ensinamentos que Deus legou, não somente ao povo judeu, mas a toda a Humanidade e que levem seus leitores a promoverem a paz e a distribuírem amor entre seus semelhantes, então a sua mensagem merece atenção e respeito.
Creio que cada um de nós nasce para cumprir uma missão divina e pessoal neste mundo.
Divina, porque fomos criados para nos relacionarmos com Deus e para que essa aproximação se efetive, necessitamos cada vez mais nos aperfeiçoar espiritualmente, através da nossa melhoria pessoal, conseguido através da vivência harmoniosa em nosso dia a dia.
Pessoal, porque necessitando reparar os erros que cometemos, temos a oportunidade, concedida por um Deus amoroso, de nos arrepender e com isso cumprir nossa divina missão: nos aproximarmos dEle.
Esse tem sido nosso propósito: promover a paz e colaborar na construção de um mundo melhor, rompendo assim as paredes de separação que existem entre irmãos que professam diferentes formas de pensamento religioso.
Pode ser que você, assim como eu, também enfrente situação parecida entre seus familiares e amigos. Não esmoreça, nem se entregue ao abatimento que não leva a lugar algum, mas apenas, nos distancia ainda mais do alvo proposto. Nossa vida não consiste nesses poucos anos que passamos na Terra e também não somos perfeitos para que nos sintamos portadores exclusivos da verdade.
Somos todos aprendizes da vida, carentes das bênçãos Divina.
Muitas vezes as lutas e as dificuldades encontradas no dia a dia nos conduzem a estados lastimosos e depressivos, e invariavelmente acabamos murmurando por não estarmos conseguindo superar as provas pelas quais estamos passando.
Quando isso acontecer, busque o consolo e o reconforto em Deus e siga em frente, sem esmorecer.
Tomemos o exemplo de homens e mulheres que, mesmo diante da indiferença e do menosprezo dos que os acusaram injustamente, encontraram ocasião de agradecer a Deus, cumprindo assim o destino e a missão a que se propuseram: Mostrar aos homens que, apesar das evidências contrárias, há sim condições de transformar o mundo para melhor e que somente o amor verdadeiro pode impedir o fluxo do ódio e da indiferença entre os homens.
Mesmo que pareça que tudo esteja conspirando para o nosso fracasso, isso nunca acontecera se confiarmos a Deus o nosso socorro, através da oração e da certeza de que Ele nos atenderá.

A Divina providência nunca nos desampara.

(בן  ברוך) Ben Baruch

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A beleza da vida.


A beleza da vida.

É comum encontrar pessoas que dizem não conseguir encontrar a "beleza" da vida, como descrita em livros e poemas ou cantada em verso pelos apaixonados.  Assim se expressam porque, para elas, a vida e seus desafios, são apenas um emaranhado de emoções, sentimentos e situações que não as conduzem a lugar algum. Não encontram motivos para se alegrar, assim como não encontram razões para viver. Para essas pessoas, a vida é simplesmente um estágio do qual não conseguem se desvencilhar e no qual não conseguem se enquadrar. Para elas, a vida, inevitavelmente, será um fardo difícil de carregar e sempre se mostrará "feia" e sem atrativos.
Vivem em constante conflito interno e com todos que as cercam. É uma luta na qual não encontram armas ou estratégias suficientes para vencer, porque se não conseguem enfrentar o que está exposto à sua frente, como combaterão o que está invisível, em seu interior? Como conseguirão eliminar aquele sentimento de inadequação terrível que mina suas forças e rasga, com suas garras afiadas, toda tentativa de mudança, todo desejo de pintar o quadro da existência com cores vivas e intensas, cobrindo assim a escuridão do passado?
Quer gostemos quer não, quer aceitemos ou não, a vida é e sempre será desafiadora, por isso devemos olhá-la não apenas com a razão e com seu invejável "equilíbrio" e "exatidão", propagado pelos racionalistas, mas também com amor e prazer, valorizando e agradecendo cada momento como se fosse único...especial.
Seja como for, o simples fato de termos nascido e permanecermos vivos, já seria motivo suficiente para dizer que a vida é bela, mas nós, seres humanos "racionais", somos dotados de uma estranha "capacidade": a da insatisfação.
Ela é responsável por fazer com que nos sintamos pequenos e insignificantes, tristes e cabisbaixos, saudosistas extremados e utopicamente infelizes.
A beleza da vida não está relacionada apenas e tão somente às aquisições materiais que nos trazem conforto e prazer, está em poder vivê-la rodeada de amigos, das pessoas que nos amam e acima de tudo: poder desfrutar de um grande amor, um amor que nos impulsione a seguir em frente e conquistar o mundo se for preciso, um amor que nos levante nos momentos difíceis e nos faça parecer criança nos felizes, um amor que quando se une ao nosso corpo, nos eleva acima dos céus e nos faz sentir o prazer em grau infinito.
Ao lado de um grande amor, podemos cair muitas vezes, mas sempre nos levantaremos...
Ao lado de um grande amor, nossa alegria se torna juvenil, infantil até: basta olhar nos lindos e brilhantes olhos de nossa amada ou ver um breve sorriso que seja em seus lábios, para nos sentirmos plenamente felizes. Nos sentiremos realizados e nosso prazer será inenarrável todas as vezes em que a tivermos em nossos braços.
Nunca deixe de olhar para a vida com amor e paixão, dessa forma, ela sempre te parecerá bela e prazerosa.


Ben Baruch

terça-feira, 14 de julho de 2015

"Na Dimensão do Espírito" - Novo Livro do Ben Baruch


"Na Dimensão do Espírito"


Aguardem! Meu novo Livro "Na Dimensão do Espírito" está em fase de revisão.

Em breve estaremos disponibilizando a sua venda através da loja física, virtual e também pelo Facebook.

Como o subtítulo informa, o livro busca fazer com que reflitamos sobre o nosso cotidiano, sobre as nossas atitudes em relação à nossa fé e relacionamento com o nosso próximo. Busca unir Corpo, Alma e Espírito para a construção de um mundo melhor, onde possamos entender e aplicar os desígnios Divinos à nossa vida diária.

Os textos não fazem apologia a nenhuma ordem religiosa. Na Dimensão do Espírito, não é um livro sobre Judaísmo ou Espiritismo, nem tem por objetivo exaltá-los em relação às outras religiões, quer sejam elas Cristãs ou não. Seu verdadeiro propósito é fazer com que ao analisá-los possamos refletir juntos a fim de que nos transformemos em seres humanos melhores e mais compromissados com Deus e com o amor ao próximo.


Ben Baruch